Você é uma parte de mim que eu mesma arranquei e agora a quero de volta.
Esse amor doentio, essa obsessão, nada me agrada.
Não posso deixar de amar meu próprio coração. Ele é uma parte vital a minha sobrevivência que não mais possuo.
Não me questiono o porque. As razões para o fim sempre partiram de mim, as conheço melhor que a palma de minha mão.
A única pergunta que ficou foi:
- Por que não seguir em frente? Esquecer é algo tão impossível assim?
Todas às vezes que penso ter superado, que encontrei meu rumo, percebo que estou de volta ao ponto de partida.
Sempre penso ter enlouquecido.
A dor que me consome não pode mais ser aliviada nos gritos de minha garganta ou no choro de minha alma.
E esconder esse sofrimento não é mais possível.
Todos podem testemunhar minha loucura, minha paixão.
É humanamente inviável para mim lutar contra todas as verdades estampadas em meus olhos.
Não tenho mais forças para tal.
Não há consolo para minha solidão. Eu afasto toda e qualquer possibilidade que me leve para longe de ti.
E mesmo negando a vitalidade deste amor doentio, é nele que busco forças para continuar de pé.
Contradição é algo que faz parte de todo o meu drama.
Ódio que nunca venceu o amor, caminhando de mãos dadas e me guiando ao caos que tanto admiro.
A eterna confusão de sentimentos e emoções em minha mente.
[30/03/2011]
Postagem relacionada:
Emoções Confusas
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Amar-te
Vejo você me olhar
Quando pensa que não estou notando.
Você tenta se certificar
Do quanto meus sentimentos são profundos.
- Como provar que o céu é azul?
- Que o oceano é imenso?
Tudo o que sei é o que sinto
Quando olho em teus olhos.
Não há um dia que eu não me pergunte:
- Por que não tentamos?
Não é tarde demais para mudar de idéia.
- Você não vê que é agora ou nunca?
De que adianta você negar
Você não pode esconder isso com mentiras!
Imaginei o que dizer a você
Mas às vezes as palavras não saem como queremos.
Com o tempo você entenderá.
Quero você perto de mim.
Mas nada me acontece como eu queria.
E a solidão sempre tem sido minha companheira.
Mesmo em meu coração posso ver:
- Você não tem sido honesto comigo!
No fundo de minha alma eu sinto:
- As coisas já não são mais como eram. O amor que tínhamos era tão forte.
Não me deixe esperar para sempre.
Isso não é uma mentira.
Mas acho que todos já perceberam.
[20/07/2006]
Quando pensa que não estou notando.
Você tenta se certificar
Do quanto meus sentimentos são profundos.
- Como provar que o céu é azul?
- Que o oceano é imenso?
Tudo o que sei é o que sinto
Quando olho em teus olhos.
Não há um dia que eu não me pergunte:
- Por que não tentamos?
Não é tarde demais para mudar de idéia.
- Você não vê que é agora ou nunca?
De que adianta você negar
Você não pode esconder isso com mentiras!
Imaginei o que dizer a você
Mas às vezes as palavras não saem como queremos.
Com o tempo você entenderá.
Quero você perto de mim.
Mas nada me acontece como eu queria.
E a solidão sempre tem sido minha companheira.
Mesmo em meu coração posso ver:
- Você não tem sido honesto comigo!
No fundo de minha alma eu sinto:
- As coisas já não são mais como eram. O amor que tínhamos era tão forte.
Não me deixe esperar para sempre.
Isso não é uma mentira.
Mas acho que todos já perceberam.
[20/07/2006]
domingo, 27 de março de 2011
Over The Top!
Assistindo um dos meus filmes favoritos hoje (Over The Top - mais conhecido como: Falcão, O Campeão dos Campeões), me lembrei de um fato que poucos conhecem a respeito do meu passado "desordeiro".
Eu era a Rainha da queda de braço na 4ª série (1998).
Meninos e meninas, todos perdiam pra mim.
Dos mais marrentos aos mais arrogantes.
Por ser fã do filme, eu prestava atenção em cada detalhe das "técnicas" do Stallone e a treinava com uma prima minha (vitória garantida sempre).
E sabia como usar o "segredo" direitinho, por isso nunca perdia e sempre deixava os meninos "putos" de raiva.
Bons tempos aqueles, mas acho que nem me lembro mais como lutar.
E com toda certeza, já devo ter perdido a força que tinha no braço, então nem pensei em me desafiar por a derrota vai ser minha na certa.
Pra aprender como ganhar de novo vou ter que assistir o filme pelo menos mais umas 10 vezes e treinar umas 50 vezes por dia, rsrsrs.
Eu era a Rainha da queda de braço na 4ª série (1998).
Meninos e meninas, todos perdiam pra mim.
Dos mais marrentos aos mais arrogantes.
Por ser fã do filme, eu prestava atenção em cada detalhe das "técnicas" do Stallone e a treinava com uma prima minha (vitória garantida sempre).
E sabia como usar o "segredo" direitinho, por isso nunca perdia e sempre deixava os meninos "putos" de raiva.
Bons tempos aqueles, mas acho que nem me lembro mais como lutar.
E com toda certeza, já devo ter perdido a força que tinha no braço, então nem pensei em me desafiar por a derrota vai ser minha na certa.
Pra aprender como ganhar de novo vou ter que assistir o filme pelo menos mais umas 10 vezes e treinar umas 50 vezes por dia, rsrsrs.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Os traços de uma batalha
Vejo os traços da batalha
Em que lutei por minha vida
Com dignidade e honra
Para alcançar a vitória.
Há sangue sobre os corpos
Dos que morreram pela glória
Anjos descem para abençoar
As almas dos que chegarão ao Reino.
Para a glória destas almas
Vou erguer a minha espada
Travarei uma batalha
E honrarei teus nomes santos.
Sinto o cheiro dos cravos
Que formarão as coroas
Que cobrirão as sepulturas
Onde os soldados repousarão.
Nuvens negras se formam no céu
Para que a chuva lave suas almas
Para que cheguem limpas
Ao Reino da Glória.
[2004]
Em que lutei por minha vida
Com dignidade e honra
Para alcançar a vitória.
Há sangue sobre os corpos
Dos que morreram pela glória
Anjos descem para abençoar
As almas dos que chegarão ao Reino.
Para a glória destas almas
Vou erguer a minha espada
Travarei uma batalha
E honrarei teus nomes santos.
Sinto o cheiro dos cravos
Que formarão as coroas
Que cobrirão as sepulturas
Onde os soldados repousarão.
Nuvens negras se formam no céu
Para que a chuva lave suas almas
Para que cheguem limpas
Ao Reino da Glória.
[2004]
quinta-feira, 24 de março de 2011
Prece ao Vento
Os ventos te levam para longe de mim.
Ventos fortes, incessantes.
Amo-te mais que a vida.
Não saberia viver sem ti.
Mas minha prece nunca deixa de abandonar minha boca, apressada.
- Vento, oh Vento, traz de volta pra mim Meu Amor!
[Algum momento em 2009]
Ventos fortes, incessantes.
Amo-te mais que a vida.
Não saberia viver sem ti.
Mas minha prece nunca deixa de abandonar minha boca, apressada.
- Vento, oh Vento, traz de volta pra mim Meu Amor!
[Algum momento em 2009]
quarta-feira, 23 de março de 2011
Amor, platônico amor!
Acordar todas as manhãs e saber que no fim do dia estarei contigo.
Ter o namorado mais perfeitinho do mundo, que nunca deixa de ser atencioso e de nada se esquece.
É pena esse amor não ser real.
É pena o mundo perfeito só existir em pensamento.
Ao contrário do que muitos imaginam, amor platônico não é de todo ruim.
Ele nos ensina que devemos lutar por nossos sonhos e nos faz entender que sonho e realidade, ao mesmo tempo que caminham por diferentes lugares, uma hora podem se encontrar e tornar-se um só.
Se o amor dependesse somente de quem ama, tudo seria festa, mas como o outro é a parte que tem o poder da decisão de aceitar ou não o amor que lhe é dedicado e oferecido; nem sempre se tem um final feliz para uma história que seria bela.
[05/11/2010]
segunda-feira, 21 de março de 2011
Terças-feiras
Agosto de 2004
O despertador toca às 5h30 da manhã, dia de aula, 2º ano E (diga-se de passagem a melhor turma).
Abro meus olhos, faço uma oração, rolo da cama (eu tenho mania de fazer isso), começam os desastres.
1) Rolei da cama e quando fui olhar como tava a rua, da janela, bati com o joelho na gaveta que estava aberta.
2) Não bastando isso, bati com o dedinho do pé direito na beirada da cama (contí todos os palavrões possíveis).
Tomei banho, fui a padaria, tomei café, meus remédios (nessa época, eu tomava-os pela manhã), fui pro ponto esperar o ESCOLAR.
O ônibus passava por volta das 6h40. Chegávamos a escola, pontualmente às 7h.
Eu sempre chegava na escola "pilhada", animação total.
Tinha começado a fazer uso daqueles medicamentos fazia pouco tempo.
[PS: Pra quem não sabe, eu tenho esclerodermia localizada no joelho esquerdo (ou seja, eu só tenho UM joelho que presta), já fiz cirurgia e graças a Deus e a equipe do Dr. Cícero Ricardo Gomes e do Dr. Álvaro Massao Nomura da Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor - Brasília DF, eu sou uma pessoa normal. Tenho que tomar esses medicamentos para evitar complicações no meu quadro clínico)].
Por volta das 7h20 era sempre fatal... O sono me dominava, eu não conseguia ficar de olhos abertos.
Dormia a primeira e a segunda aula, depois tudo voltava ao normal.
Com o passar do tempo, parei de tomar essas "porcarias" pela manhã (eu odeio tomar remédio #fato!), mas o efeito nunca mais passou. O estrago já estava feito.
E toda semana é sempre a mesma coisa, tem sempre um dia que solto as famosas frases:
"Meu cérebro não funciona hoje."
"Esse dia é o pior dia da semana."
"Dá um desconto, hoje eu não tô normal."
É sempre assim, é o pior dia da semana pra mim.
Eu não consigo pensar, eu sobrevivo porque alguém toma conta de mim.
Eu sou a pessoa mais lerda do mundo nesse dia.
Eu durmo de olhos abertos e fico viajando o tempo todo. Meu desvio de atenção fica mais que aguçado.
São as malditas Terças-feiras.
O despertador toca às 5h30 da manhã, dia de aula, 2º ano E (diga-se de passagem a melhor turma).
Abro meus olhos, faço uma oração, rolo da cama (eu tenho mania de fazer isso), começam os desastres.
1) Rolei da cama e quando fui olhar como tava a rua, da janela, bati com o joelho na gaveta que estava aberta.
2) Não bastando isso, bati com o dedinho do pé direito na beirada da cama (contí todos os palavrões possíveis).
Tomei banho, fui a padaria, tomei café, meus remédios (nessa época, eu tomava-os pela manhã), fui pro ponto esperar o ESCOLAR.
O ônibus passava por volta das 6h40. Chegávamos a escola, pontualmente às 7h.
Eu sempre chegava na escola "pilhada", animação total.
Tinha começado a fazer uso daqueles medicamentos fazia pouco tempo.
[PS: Pra quem não sabe, eu tenho esclerodermia localizada no joelho esquerdo (ou seja, eu só tenho UM joelho que presta), já fiz cirurgia e graças a Deus e a equipe do Dr. Cícero Ricardo Gomes e do Dr. Álvaro Massao Nomura da Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor - Brasília DF, eu sou uma pessoa normal. Tenho que tomar esses medicamentos para evitar complicações no meu quadro clínico)].
Por volta das 7h20 era sempre fatal... O sono me dominava, eu não conseguia ficar de olhos abertos.
Dormia a primeira e a segunda aula, depois tudo voltava ao normal.
Com o passar do tempo, parei de tomar essas "porcarias" pela manhã (eu odeio tomar remédio #fato!), mas o efeito nunca mais passou. O estrago já estava feito.
E toda semana é sempre a mesma coisa, tem sempre um dia que solto as famosas frases:
"Meu cérebro não funciona hoje."
"Esse dia é o pior dia da semana."
"Dá um desconto, hoje eu não tô normal."
É sempre assim, é o pior dia da semana pra mim.
Eu não consigo pensar, eu sobrevivo porque alguém toma conta de mim.
Eu sou a pessoa mais lerda do mundo nesse dia.
Eu durmo de olhos abertos e fico viajando o tempo todo. Meu desvio de atenção fica mais que aguçado.
São as malditas Terças-feiras.
sábado, 19 de março de 2011
It's Only You! II
I know you have said no once, that I’m probably not your number, that you’re more interested in studying than going on dates. But I do want you, for God’s sake I want you with everything that I am, with all my passion, my desire, my heart, my soul.
I know that I was not supposed to want you so bad, but my heart is yours. I never thought that somebody could make me feel this way, that somebody could take Diego out of my mind, but I can’t compare you both. What you have woken up inside of me is much more intense, alive and present in myself. I know the time I’ve spent with him is unforgettable but what I wanna live by your side inspires me, enchants me like magic.
I took so long to realize that I’m in love with you; I refused to accept that Diego was no longer the first one in my life anymore.
You’ve changed my life and I love you every time that I feel the breeze touching me, every time I see the beauty of Nature on the birds singing. Come to me, I need you.
I can’t live without you by my side. Stay with me, this is all I’m asking for.
Give me a chance to prove you that I can make you happy.
Don’t get hidden of me. Just the other can complete us and I wanna be the other half of you.
I love you. I want you with my ingenuity, I wait for you with my anxiety and I desire you with all my passion.
Don’t make me seek in someone else what I have found on you.
[06/10/10]
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Why can't you say yes?
I know that I was not supposed to want you so bad, but my heart is yours. I never thought that somebody could make me feel this way, that somebody could take Diego out of my mind, but I can’t compare you both. What you have woken up inside of me is much more intense, alive and present in myself. I know the time I’ve spent with him is unforgettable but what I wanna live by your side inspires me, enchants me like magic.
I took so long to realize that I’m in love with you; I refused to accept that Diego was no longer the first one in my life anymore.
You’ve changed my life and I love you every time that I feel the breeze touching me, every time I see the beauty of Nature on the birds singing. Come to me, I need you.
I can’t live without you by my side. Stay with me, this is all I’m asking for.
Give me a chance to prove you that I can make you happy.
Don’t get hidden of me. Just the other can complete us and I wanna be the other half of you.
I love you. I want you with my ingenuity, I wait for you with my anxiety and I desire you with all my passion.
Don’t make me seek in someone else what I have found on you.
[06/10/10]
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quarta-feira, 16 de março de 2011
É impossível esquecer você!
Por mais que eu queira que o tempo me afaste de você,
Por mais promessas que eu faça de não chorar mais por você,
Por mais que eu tente tirar você de minha mente, meu coração
De nada adianta.
Pois é só fechar meus olhos que minha mente traz para mim a sua imagem,
traz para mim o sabor de teus beijos, o calor de tua pele, a necessidade de teu toque, me faz sentir o teu cheiro no ar que me rodeia.
A tua lembrança é combustível que ativa a minha sobrevivência.
Queria poder não precisar tanto de tua lembrança, mas não posso esquecer-te.
Não tem mais volta, você roubou o que tenho de mais precioso: meu sorriso, o brilho do meu olhar, minha paixão, meu desejo, minha doçura. Você trouxe para mim o sofrimento, a dor, a tristeza.
Você com tua crueldade arrancou meu coração e o esmagou com tuas próprias mãos, e como se isso não fosse suficiente, você cravou nele espinhos, farpas, punhais.
Graças a minha tolice, minha ingenuidade, você tirou de mim a felicidade, a coragem, a vontade de viver.
Se ainda me mantenho de pé, se ainda consigo respirar, é porque Deus com sua bondade traz aos meus pulmões o ar que garante a minha sobrevivência.
Se eu ainda existo é apenas porque Deus não me deixa cair no sono profundo que vivo ansiando desde tua partida.
Você, por mais que um dia tenha sido o motivo de minha felicidade, minha existência. Por mais que tenha sido minha própria vida, tornou-se o motivo de minha ruína, me atirou num mar de tristezas, solidão, lágrimas, ilusão.
E mesmo sendo você a causa de toda a minha angustia, minha melancolia, te amo a cada dia que amanhece, com muita intensidade. Te vejo em cada sonho que a noite me traz. Te desejo como quem no deserto anseia por água.
Tentei criar dentro de mim uma rocha, substituir meu coração por um iceberg.
Mas tudo o que fiz, foi em vão, porque tua imagem me persegue cada vez que fecho meus olhos, cada vez que eu durmo aparece em meus sonhos e começa a derreter, pouco a pouco, o bloco de gelo dentro do meu peito.
Você está em tudo, no sangue que corre em minhas veias, no meu pensamento, nas minhas vontades e na parede gelada que coloquei no lugar do meu coração, roubado por você.
Te amo, e nada vai mudar isso, por mais que eu tente recusar admitir esse sentimento, que tente preencher tua ausência nos braços de outro alguém.
Você é insubstituível.
Não há ninguém que possa tomar o teu lugar.
Mas nunca mais você estará em meus braços.
Não vai mais voltar a ser meu. Jamais vou sentir outra vez o arrepio de minha pele a cada beijo teu, não voltarei a sentir, mesmo que fosse pela última vez, o sabor de teus lábios.
Te perdi, não há mais volta.
Você nunca vai saber que eu ainda te amo, que sou totalmente dependente da química que existe em você.
Este sentimento, este vício, viverá em minhas entranhas até o fim de meus dias. Porque você é inesquecível. E mesmo na dor, é o único remédio que insisto em recusar, por mais que necessite do teu poder de cura.
Pois só você pode acabar com toda essa lástima que se apoderou de mim, mas infelizmente o destino nem sempre nos traz o que queremos.
E como você, mesmo tendo destruído meu coração e meus sonhos, ocupa minha mente e não me deixa esquecer do quanto ainda tem poder na minha vida; por mais que eu me esforce para negar isso e esconder essa necessidade de todos, colocando em mim mesma esta máscara que todos pensam ser minha verdadeira aparência, e acreditam que as expressões, sensações e sentimentos mostrados por ela sejam o que realmente existe dentro de mim.
Queria que minha mente se calasse, parasse de gritar teu nome.
[08/03/2008]
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Por mais promessas que eu faça de não chorar mais por você,
Por mais que eu tente tirar você de minha mente, meu coração
De nada adianta.
Pois é só fechar meus olhos que minha mente traz para mim a sua imagem,
traz para mim o sabor de teus beijos, o calor de tua pele, a necessidade de teu toque, me faz sentir o teu cheiro no ar que me rodeia.
A tua lembrança é combustível que ativa a minha sobrevivência.
Queria poder não precisar tanto de tua lembrança, mas não posso esquecer-te.
Não tem mais volta, você roubou o que tenho de mais precioso: meu sorriso, o brilho do meu olhar, minha paixão, meu desejo, minha doçura. Você trouxe para mim o sofrimento, a dor, a tristeza.
Você com tua crueldade arrancou meu coração e o esmagou com tuas próprias mãos, e como se isso não fosse suficiente, você cravou nele espinhos, farpas, punhais.
Graças a minha tolice, minha ingenuidade, você tirou de mim a felicidade, a coragem, a vontade de viver.
Se ainda me mantenho de pé, se ainda consigo respirar, é porque Deus com sua bondade traz aos meus pulmões o ar que garante a minha sobrevivência.
Se eu ainda existo é apenas porque Deus não me deixa cair no sono profundo que vivo ansiando desde tua partida.
Você, por mais que um dia tenha sido o motivo de minha felicidade, minha existência. Por mais que tenha sido minha própria vida, tornou-se o motivo de minha ruína, me atirou num mar de tristezas, solidão, lágrimas, ilusão.
E mesmo sendo você a causa de toda a minha angustia, minha melancolia, te amo a cada dia que amanhece, com muita intensidade. Te vejo em cada sonho que a noite me traz. Te desejo como quem no deserto anseia por água.
Tentei criar dentro de mim uma rocha, substituir meu coração por um iceberg.
Mas tudo o que fiz, foi em vão, porque tua imagem me persegue cada vez que fecho meus olhos, cada vez que eu durmo aparece em meus sonhos e começa a derreter, pouco a pouco, o bloco de gelo dentro do meu peito.
Você está em tudo, no sangue que corre em minhas veias, no meu pensamento, nas minhas vontades e na parede gelada que coloquei no lugar do meu coração, roubado por você.
Te amo, e nada vai mudar isso, por mais que eu tente recusar admitir esse sentimento, que tente preencher tua ausência nos braços de outro alguém.
Você é insubstituível.
Não há ninguém que possa tomar o teu lugar.
Mas nunca mais você estará em meus braços.
Não vai mais voltar a ser meu. Jamais vou sentir outra vez o arrepio de minha pele a cada beijo teu, não voltarei a sentir, mesmo que fosse pela última vez, o sabor de teus lábios.
Te perdi, não há mais volta.
Você nunca vai saber que eu ainda te amo, que sou totalmente dependente da química que existe em você.
Este sentimento, este vício, viverá em minhas entranhas até o fim de meus dias. Porque você é inesquecível. E mesmo na dor, é o único remédio que insisto em recusar, por mais que necessite do teu poder de cura.
Pois só você pode acabar com toda essa lástima que se apoderou de mim, mas infelizmente o destino nem sempre nos traz o que queremos.
E como você, mesmo tendo destruído meu coração e meus sonhos, ocupa minha mente e não me deixa esquecer do quanto ainda tem poder na minha vida; por mais que eu me esforce para negar isso e esconder essa necessidade de todos, colocando em mim mesma esta máscara que todos pensam ser minha verdadeira aparência, e acreditam que as expressões, sensações e sentimentos mostrados por ela sejam o que realmente existe dentro de mim.
Queria que minha mente se calasse, parasse de gritar teu nome.
[08/03/2008]
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Emoções Confusas
Começo com uma pergunta que não é tão simples assim de responder:
- Por que não conseguimos superar?
Um amor verdadeiro nunca deixa de existir, como já disseram muitos poetas. Aquela velha história de que "o verdadeiro amor nunca morre".
Superar certas emoções é humanamente impossível pelo simples fato de que a memória nunca deixa de existir e tudo o que nos cerca faz com que ela venha à tona com uma freqüência mais que indesejável.
Por todos os lugares que se passa há uma marca, uma imagem, um símbolo que sempre trará a lembrança de um momento vivido com alguém amado.
E a confusão de sentimentos é tão grande que, o que dizemos com a boca cheia que odiamos é, na verdade, aquilo que queremos de volta, que amamos com toda a essência de nosso ser.
Quanto mais queremos afastar todas as lembranças, mais presentes elas se fazem.
E se o problema fosse somente as lembranças, uma hora haveria uma maneira de fazer com que tudo acabasse.
O que acontece na realidade é que:
- Todos os seres humanos são habitantes da Terra.
Ou seja, não existe modo de fugir do reencontro, nem mesmo quando se muda de país, estado, etc.
Por vivermos no mesmo planeta, não há uma forma de escapar do contato. Nem mesmo com as mudanças.
Cedo ou tarde os olhares vão se cruzar uma vez mais.
E o reencontro é o evento mais perigoso que pode ocorrer na vida de quem quer esquecer/superar.
É como entrar num campo minado, contudo no lugar das minas estão os sentimentos.
Ódio, amor, raiva, paixão, ternura, descontrole, confusão, saudades, revolta. Todas essas emoções juntas, brigando para saber qual delas será a rainha ou o rei da vez.
E a pior sensação do mundo é o momento em que os olhares se encontram. Não é necessário a troca de palavras. Aliás elas só tornariam o momento mais insuportável do que já é.
Todo o esforço que foi feito até aquele momento se perde e a instabilidade é o que predomina.
Se a emoção que dominar o momento for uma das "parceiras" do amor, aquele simples contato fará ressurgir a dor. E a solidão que suceder o encontro, vai ser a abertura do portal que nos levará de volta ao fundo do poço.
E não adianta pensar que conseguimos fazer o caminho de volta ao estado "normal". O "normal", na verdade, nunca existiu. É apenas uma fantasia que o coração cria para que pensemos que estamos fortes outra vez e podemos seguir em frente.
A cada nova decepção/desilusão, o impacto será mais forte e o passado vai fazer com que a dor nos lembre que não se pode desprender-se de algo que já é parte do que nos constitui.
E então constatamos que:
- Não existe superação!
Postagem relacionada:
Emoções Confusas II
- Por que não conseguimos superar?
Um amor verdadeiro nunca deixa de existir, como já disseram muitos poetas. Aquela velha história de que "o verdadeiro amor nunca morre".
Superar certas emoções é humanamente impossível pelo simples fato de que a memória nunca deixa de existir e tudo o que nos cerca faz com que ela venha à tona com uma freqüência mais que indesejável.
Por todos os lugares que se passa há uma marca, uma imagem, um símbolo que sempre trará a lembrança de um momento vivido com alguém amado.
E a confusão de sentimentos é tão grande que, o que dizemos com a boca cheia que odiamos é, na verdade, aquilo que queremos de volta, que amamos com toda a essência de nosso ser.
Quanto mais queremos afastar todas as lembranças, mais presentes elas se fazem.
E se o problema fosse somente as lembranças, uma hora haveria uma maneira de fazer com que tudo acabasse.
O que acontece na realidade é que:
- Todos os seres humanos são habitantes da Terra.
Ou seja, não existe modo de fugir do reencontro, nem mesmo quando se muda de país, estado, etc.
Por vivermos no mesmo planeta, não há uma forma de escapar do contato. Nem mesmo com as mudanças.
Cedo ou tarde os olhares vão se cruzar uma vez mais.
E o reencontro é o evento mais perigoso que pode ocorrer na vida de quem quer esquecer/superar.
É como entrar num campo minado, contudo no lugar das minas estão os sentimentos.
Ódio, amor, raiva, paixão, ternura, descontrole, confusão, saudades, revolta. Todas essas emoções juntas, brigando para saber qual delas será a rainha ou o rei da vez.
E a pior sensação do mundo é o momento em que os olhares se encontram. Não é necessário a troca de palavras. Aliás elas só tornariam o momento mais insuportável do que já é.
Todo o esforço que foi feito até aquele momento se perde e a instabilidade é o que predomina.
Se a emoção que dominar o momento for uma das "parceiras" do amor, aquele simples contato fará ressurgir a dor. E a solidão que suceder o encontro, vai ser a abertura do portal que nos levará de volta ao fundo do poço.
E não adianta pensar que conseguimos fazer o caminho de volta ao estado "normal". O "normal", na verdade, nunca existiu. É apenas uma fantasia que o coração cria para que pensemos que estamos fortes outra vez e podemos seguir em frente.
A cada nova decepção/desilusão, o impacto será mais forte e o passado vai fazer com que a dor nos lembre que não se pode desprender-se de algo que já é parte do que nos constitui.
E então constatamos que:
- Não existe superação!
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domingo, 13 de março de 2011
Meu Coração Tem Dois Amores!
É chato, e sempre me deixa muito sem paciência, responder a pergunta:
- Pra que time você torce?
Me diz por favor, quem na Terra e por que, inventaram que não se pode torcer para dois times?
E o pior:
- Por que acreditar que quem torce por dois times não tem amor por nenhum? Que torcedor que é torcedor ama um time só?
Digo e repito:
- Amar dois times é possível sim. E de maneira muito intensa.
E eu sou a prova viva de que essa estória de "quem ama dois, ama meio" é balela. É mito!
Sou Flamenguista, com muito orgulho, amor, paixão e fervor desde os 7 anos de idade.
Minha história com o Flamengo começou de uma maneira muito inusitada, quando eu conto é sempre motivo de muitas risadas.
Uma aposta mudou a minha vida por completo. E eu aderi ao Flamengo assim como diz o hino:
"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo... Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer".
Daquele dia em diante, o Flamengo passou a ser minha vida.
Mas ele não é a minha única paixão.
Eu também amo o Grêmio.
Essa paixão começou por volta dos meus 10 anos de idade.
Sempre fui fascinada com o Rio Grande do Sul. Costumo dizer que sou gaúcha de coração. E não é segredo para ninguém que minha cor favorita é azul. De primeira eu apaixonei pela camisa do Grêmio.
Minha curiosidade despertou em mim a paixão pela história do clube e eu me apaixonei por completo.
E como diz o hino:
"Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver".
Gauchão, Libertadores, Sul Americana.
E hoje, sou julgada por ter um coração enorme que consegue abrigar uma paixão tão grande e tão forte por dois times tão distintos, que estão constantemente se enfrentando.
Aquela final do Brasileiro em 2009 quase me causou um infarto. Eu não sabia se chorava ou se ria. Meu coração tava a mil e quase quebrei a TV umas 100 vezes pelo menos.
Fiquei imensamente feliz com a vitória do Mengão. Sai cantando o Hino do Flamengo igual louca pela casa e fui ver a carreata que passou aqui na rua.
É claro que também fiquei com o coração apertado pela derrota do Grêmio, e muito puta com as especulações de que o Grêmio "abriu as pernas" pro Flamengo para não entregar o título ao Internacional.
Mas me conformei e mais uma vez constatei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo.
O que quero dizer com tudo isso é que:
- Não importa o que os outros pensem, eu não devo satisfação a ninguém. Amo o Grêmio e o Flamengo com a mesma intensidade. Torço e vibro por ambos com o mesmo fervor.
- Meu coração bate forte pelo dois. Então não me chame de "vira folha".
- Antes de me julgar, vai tratar de pensar melhor na dedicação que você tem para com o seu time e me deixa com os meus, que eu tô muito bem com eles.
No meu coração não é Flamengo vs. Grêmio e sim ambos dividindo o mesmo espaço e me dando muitas alegrias e às vezes algumas dores de cabeça.
Mas, uma coisa é certa:
- O bem que eles me fazem nenhum outro poderia fazer!
- Pra que time você torce?
Me diz por favor, quem na Terra e por que, inventaram que não se pode torcer para dois times?
E o pior:
- Por que acreditar que quem torce por dois times não tem amor por nenhum? Que torcedor que é torcedor ama um time só?
Digo e repito:
- Amar dois times é possível sim. E de maneira muito intensa.
E eu sou a prova viva de que essa estória de "quem ama dois, ama meio" é balela. É mito!
Sou Flamenguista, com muito orgulho, amor, paixão e fervor desde os 7 anos de idade.
Minha história com o Flamengo começou de uma maneira muito inusitada, quando eu conto é sempre motivo de muitas risadas.
Uma aposta mudou a minha vida por completo. E eu aderi ao Flamengo assim como diz o hino:
"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo... Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer".
Daquele dia em diante, o Flamengo passou a ser minha vida.
Mas ele não é a minha única paixão.
Eu também amo o Grêmio.
Essa paixão começou por volta dos meus 10 anos de idade.
Sempre fui fascinada com o Rio Grande do Sul. Costumo dizer que sou gaúcha de coração. E não é segredo para ninguém que minha cor favorita é azul. De primeira eu apaixonei pela camisa do Grêmio.
Minha curiosidade despertou em mim a paixão pela história do clube e eu me apaixonei por completo.
E como diz o hino:
"Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver".
Gauchão, Libertadores, Sul Americana.
E hoje, sou julgada por ter um coração enorme que consegue abrigar uma paixão tão grande e tão forte por dois times tão distintos, que estão constantemente se enfrentando.
Aquela final do Brasileiro em 2009 quase me causou um infarto. Eu não sabia se chorava ou se ria. Meu coração tava a mil e quase quebrei a TV umas 100 vezes pelo menos.
Fiquei imensamente feliz com a vitória do Mengão. Sai cantando o Hino do Flamengo igual louca pela casa e fui ver a carreata que passou aqui na rua.
É claro que também fiquei com o coração apertado pela derrota do Grêmio, e muito puta com as especulações de que o Grêmio "abriu as pernas" pro Flamengo para não entregar o título ao Internacional.
Mas me conformei e mais uma vez constatei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo.
O que quero dizer com tudo isso é que:
- Não importa o que os outros pensem, eu não devo satisfação a ninguém. Amo o Grêmio e o Flamengo com a mesma intensidade. Torço e vibro por ambos com o mesmo fervor.
- Meu coração bate forte pelo dois. Então não me chame de "vira folha".
- Antes de me julgar, vai tratar de pensar melhor na dedicação que você tem para com o seu time e me deixa com os meus, que eu tô muito bem com eles.
No meu coração não é Flamengo vs. Grêmio e sim ambos dividindo o mesmo espaço e me dando muitas alegrias e às vezes algumas dores de cabeça.
Mas, uma coisa é certa:
- O bem que eles me fazem nenhum outro poderia fazer!
sábado, 12 de março de 2011
Conflitos Internos
Pequena introdução:
Este texto foi escrito em 19/09/2004. Fala sobre alguns de meus questionamentos e inconformidades a cerca da religião. Assunto delicado e difícil de tratar.
Tenho fascínio pela Idade Média e meu assunto chave é Inquisição. Como sabem não sou historiadora, mas faço pesquisas sobre o assunto e posso dizer que tenho um conhecimento simplório sobre a temática, contudo este conhecimento (e sede de pesquisar e aprofundar-me no assunto) faz com que eu tenha certa segurança de falar sobre o assunto.
Acredito em Deus, não duvidem disso. Todavia, existem questões a cerca do Cristianismo e principalmente o Catolicismo que me deixam extremamente intrigada.
Não vou discutir todas as minhas inquietações agora, mas falarei sobre algumas delas no momento.
Além da Inquisição, a vida de Cristo e os mistérios em torno do Graal são assuntos que muito me interessam.
Então creio que este texto é um pontapé inicial. O momento em que estas inquietações pulsavam dentro de mim e me impulsionaram a ir em busca de mais informação.
É um texto muito simples, então não esperem muito dele. Como disse, foi escrito na época em que a paixão pela História aflorou de forma impactante.
O título original do texto é: Uma Revelação de Rebeldia (Revolta)
Obs: Por se tratar de um texto escrito 7 anos atrás, adianto que sofreu pequenas modificações e adaptações.
Há alguns meses atrás, comecei a me sentir diferente.
Não conseguia mais aceitar o que estava acontecendo a minha volta.
Comecei a enxergar as coisas de maneira diferente, não podia mais acreditar no que ouvia desde o momento em que nasci.
Minha vida tomou um novo rumo, eu me rebelei.
Sei que muitas pessoas não me entenderão, mas finalmente eu consegui compreender o que todos nós estamos fazendo aqui na Terra.
Nós somos o próprio Reino de Deus.
E é por este motivo que se inicia dentro de mim esta revolta.
Como posso acreditar em uma Igreja que se diz a casa de Deus, se esta mesma Igreja é ostentada de luxo e riqueza?
Como acreditaria em uma Igreja que ensina o perdão, se esta mesma Igreja foi capaz de matar milhões de pessoas por acreditar que estas seriam hereges?
Como acreditar que Jesus Cristo, "o filho de Deus", foi santo, se a própria Igreja que o denomina como tal escondeu 20 anos de sua vida? O que teria acontecido nesses 20 anos para que a Igreja não os revelasse a todos nós?
Essas são algumas de muitas perguntas que a Igreja não nos responde.
A Igreja que escondeu os possíveis 35 evangelhos escritos pelas pessoas que viveram com Jesus Cristo.
A Igreja que julgou heresia os manuscritos que teriam sido escritos pelo próprio Jesus, encontrados em uma caverna nas proximidades de Jerusalém.
Por que a Igreja os escondeu? O que ela temia afinal? Será que estes manuscritos acabariam com todo o seu poder? Estaria a Igreja com medo de perder a sua soberania?
Será que a Igreja que prega o Reino de Deus estaria preparada para compreender o verdadeiro significado do Reino Celestial que Jesus pregava?
Porque o próprio Jesus em suas palavras dizia que:
"O Reino de Deus está dentro de você e em tudo a seu redor. Não em um pedaço de madeira e nem em um pedaço de pedra.
Corte uma lasca de madeira e ali estarei. Levante uma pedra e me encontrarás".
Será que a Igreja entenderia este, que supostamente seria, o primeiro versículo do evangelho de Jesus Cristo?
Será que ela não estaria temendo que se a sociedade começasse a entender o verdadeiro projeto de Deus para a humanidade não existiriam mais os templos?
Porque se a pessoas deixassem de serem "manipuladas" pela Igreja, ela perderia por completo sua estrutura, sua base social, que estes desde os tempos primeiros.
Porque a Igreja em si, é a instituição que consegue manipular seus seguidores.
É uma instituição de poder, de controle.
Muitos dizem que os erros do passado não influenciam o presente.
Eu creio que o passado inescrupuloso da Igreja pode e está influenciando a Igreja atual. Impedindo-a de caminhar rumo a união, ao ecumênico. E sim trazendo de volta a perseguição, a dúvida, a revolta.
Existem segredos que se revelados podem acabar com toda a fachada pintada pela Igreja para a sociedade.
O mistério de Maria Madalena, por exemplo, e a sua relação com Jesus é algo que a ciência comprova, a Igreja omite e a sociedade não tem conhecimento sobre a tal.
Uma Igreja assim não nos faz compreender os projetos de Deus em nossa vida.
Devemos mudar, entender e inspirar-se somente em Jesus Cristo, em suas palavras, que por conseqüência não temos acesso, para mudar esta imagem de corrupção presente na Igreja no mundo.
Este texto foi escrito em 19/09/2004. Fala sobre alguns de meus questionamentos e inconformidades a cerca da religião. Assunto delicado e difícil de tratar.
Tenho fascínio pela Idade Média e meu assunto chave é Inquisição. Como sabem não sou historiadora, mas faço pesquisas sobre o assunto e posso dizer que tenho um conhecimento simplório sobre a temática, contudo este conhecimento (e sede de pesquisar e aprofundar-me no assunto) faz com que eu tenha certa segurança de falar sobre o assunto.
Acredito em Deus, não duvidem disso. Todavia, existem questões a cerca do Cristianismo e principalmente o Catolicismo que me deixam extremamente intrigada.
Não vou discutir todas as minhas inquietações agora, mas falarei sobre algumas delas no momento.
Além da Inquisição, a vida de Cristo e os mistérios em torno do Graal são assuntos que muito me interessam.
Então creio que este texto é um pontapé inicial. O momento em que estas inquietações pulsavam dentro de mim e me impulsionaram a ir em busca de mais informação.
É um texto muito simples, então não esperem muito dele. Como disse, foi escrito na época em que a paixão pela História aflorou de forma impactante.
O título original do texto é: Uma Revelação de Rebeldia (Revolta)
Obs: Por se tratar de um texto escrito 7 anos atrás, adianto que sofreu pequenas modificações e adaptações.
Há alguns meses atrás, comecei a me sentir diferente.
Não conseguia mais aceitar o que estava acontecendo a minha volta.
Comecei a enxergar as coisas de maneira diferente, não podia mais acreditar no que ouvia desde o momento em que nasci.
Minha vida tomou um novo rumo, eu me rebelei.
Sei que muitas pessoas não me entenderão, mas finalmente eu consegui compreender o que todos nós estamos fazendo aqui na Terra.
Nós somos o próprio Reino de Deus.
E é por este motivo que se inicia dentro de mim esta revolta.
Como posso acreditar em uma Igreja que se diz a casa de Deus, se esta mesma Igreja é ostentada de luxo e riqueza?
Como acreditaria em uma Igreja que ensina o perdão, se esta mesma Igreja foi capaz de matar milhões de pessoas por acreditar que estas seriam hereges?
Como acreditar que Jesus Cristo, "o filho de Deus", foi santo, se a própria Igreja que o denomina como tal escondeu 20 anos de sua vida? O que teria acontecido nesses 20 anos para que a Igreja não os revelasse a todos nós?
Essas são algumas de muitas perguntas que a Igreja não nos responde.
A Igreja que escondeu os possíveis 35 evangelhos escritos pelas pessoas que viveram com Jesus Cristo.
A Igreja que julgou heresia os manuscritos que teriam sido escritos pelo próprio Jesus, encontrados em uma caverna nas proximidades de Jerusalém.
Por que a Igreja os escondeu? O que ela temia afinal? Será que estes manuscritos acabariam com todo o seu poder? Estaria a Igreja com medo de perder a sua soberania?
Será que a Igreja que prega o Reino de Deus estaria preparada para compreender o verdadeiro significado do Reino Celestial que Jesus pregava?
Porque o próprio Jesus em suas palavras dizia que:
"O Reino de Deus está dentro de você e em tudo a seu redor. Não em um pedaço de madeira e nem em um pedaço de pedra.
Corte uma lasca de madeira e ali estarei. Levante uma pedra e me encontrarás".
Será que a Igreja entenderia este, que supostamente seria, o primeiro versículo do evangelho de Jesus Cristo?
Será que ela não estaria temendo que se a sociedade começasse a entender o verdadeiro projeto de Deus para a humanidade não existiriam mais os templos?
Porque se a pessoas deixassem de serem "manipuladas" pela Igreja, ela perderia por completo sua estrutura, sua base social, que estes desde os tempos primeiros.
Porque a Igreja em si, é a instituição que consegue manipular seus seguidores.
É uma instituição de poder, de controle.
Muitos dizem que os erros do passado não influenciam o presente.
Eu creio que o passado inescrupuloso da Igreja pode e está influenciando a Igreja atual. Impedindo-a de caminhar rumo a união, ao ecumênico. E sim trazendo de volta a perseguição, a dúvida, a revolta.
Existem segredos que se revelados podem acabar com toda a fachada pintada pela Igreja para a sociedade.
O mistério de Maria Madalena, por exemplo, e a sua relação com Jesus é algo que a ciência comprova, a Igreja omite e a sociedade não tem conhecimento sobre a tal.
Uma Igreja assim não nos faz compreender os projetos de Deus em nossa vida.
Devemos mudar, entender e inspirar-se somente em Jesus Cristo, em suas palavras, que por conseqüência não temos acesso, para mudar esta imagem de corrupção presente na Igreja no mundo.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Meu Erro
Mesmo depois de tanto tempo
Nunca te esqueci.
Te amo mais que nunca
E vou te amar até a eternidade.
Se existe alguém no mundo
Que tem meu coração nas mãos
Este alguém é você.
Daria tudo para te ver mais uma vez
Ter a chance de dizer
O quanto senti tua falta
Todo esse tempo.
Deixar você saber
Que meu amor nunca morreu.
E tudo que vivemos juntos
Vai estar para sempre
Em minha memória.
Ninguém jamais ocupará o seu lugar
Você vai ser sempre o único em minha vida.
E por mais que eu tente amar outra pessoa
De nada valerá
Pois amor verdadeiro
Só existe em mim
Porque um dia eu te encontrei.
Você foi minha maravilha,
mas também foi minha ilusão.
E todo ódio que senti por você
Nunca chegou perto do tamanho
Do amor que tenho.
Te dei minha vida.
E por você seria capaz até de morrer.
Daria qualquer coisa
Para ver novamente o teu sorriso
Contemplar o brilho dos teus olhos
Dizer mais uma vez o quanto te amo.
E que minha vida não existe,
não tem razão sem você.
Daria por você meu último suspiro.
Pois você é o ar que respiro
É pena não poder fazê-lo.
Mas nunca perderei a esperança.
Podem se passar mil anos
Estarei te amando cada vez mais.
A lembrança de teus olhos
Vão me guiar na escuridão.
E sei que eles me levarão
Até a luz de tua face.
Pois você nunca deixará de ser
O grande amor da minha vida
E o meu maior erro.
Porque mesmo na esperança
Seu coração nunca mais
Pertencerá ao meu.
[15/01/2008]
Nunca te esqueci.
Te amo mais que nunca
E vou te amar até a eternidade.
Se existe alguém no mundo
Que tem meu coração nas mãos
Este alguém é você.
Daria tudo para te ver mais uma vez
Ter a chance de dizer
O quanto senti tua falta
Todo esse tempo.
Deixar você saber
Que meu amor nunca morreu.
E tudo que vivemos juntos
Vai estar para sempre
Em minha memória.
Ninguém jamais ocupará o seu lugar
Você vai ser sempre o único em minha vida.
E por mais que eu tente amar outra pessoa
De nada valerá
Pois amor verdadeiro
Só existe em mim
Porque um dia eu te encontrei.
Você foi minha maravilha,
mas também foi minha ilusão.
E todo ódio que senti por você
Nunca chegou perto do tamanho
Do amor que tenho.
Te dei minha vida.
E por você seria capaz até de morrer.
Daria qualquer coisa
Para ver novamente o teu sorriso
Contemplar o brilho dos teus olhos
Dizer mais uma vez o quanto te amo.
E que minha vida não existe,
não tem razão sem você.
Daria por você meu último suspiro.
Pois você é o ar que respiro
É pena não poder fazê-lo.
Mas nunca perderei a esperança.
Podem se passar mil anos
Estarei te amando cada vez mais.
A lembrança de teus olhos
Vão me guiar na escuridão.
E sei que eles me levarão
Até a luz de tua face.
Pois você nunca deixará de ser
O grande amor da minha vida
E o meu maior erro.
Porque mesmo na esperança
Seu coração nunca mais
Pertencerá ao meu.
[15/01/2008]
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Ela não pode mais AMAR!
Ele sempre foi louco por ela.
Daria sua própria vida em troca de qualquer coisa que pudesse fazê-la feliz.
Adorava vê-la sorrir. Era fascinado pelo olhar encantador que ela possuía.
Mas de repente tudo de desfez.
No olhar dela só se via tristeza.
Seu jeito de ser e agir não eram mais o mesmo.
E ele sabia, melhor que qualquer um dos amigos que estavam sempre cercando-a:
Ela estava sofrendo.
Disfarçava da melhor maneira possível, muitos dos amigos não percebiam.
Mas a ele, ela não conseguia enganar.
Ele sabia.
A observava há muito tempo. Conhecia muito bem suas mudanças de humor, seus trejeitos, tiques e manias.
E o que ele via no olhar dela agora era raiva, revolta, dor.
Ele nunca teve coragem de dizer a ela o quanto a amava.
Sabia que ela não era a rainha da popularidade, mas muitos rapazes a cercavam.
O jeito meigo dela, o olhar, o sorriso, o carinho que ela dedicava aos que amava verdadeiramente faziam dela uma garota mais que especial.
Por vezes pensou em conversar com ela, sabia que ela jamais seria grossa a ponto de virar-lhe a cara.
Mas sempre que conseguia juntar toda a coragem que precisava, o "namorado" dela chegava e a levava para longe dele.
Conhecia muito bem a fama do rapaz, contudo sabia que ele era o motivo da felicidade dela. Ela estava sempre sorrindo junto dele e vê-la sorrir não tinha preço.
Agora sabia que algo de errado sucedera.
Ele não aparecia mais, e ela estava sempre a viajar para algum lugar muito distante, mesmo quando estava cercada pelos amigos, ela parecia viajar.
Por vezes a viu chorar escondida.
Sabia o quão orgulhosa ela era e no mínimo não queria preocupar os amigos com coisas que ela julgava serem "besteiras".
Os amigos se preparavam para ir para a aula. A chamaram, ela estava mais uma vez em seu mundo. Fez sinal para eles pedindo que seguissem sem ela. Era a oportunidade perfeita.
Esperou que todos saíssem e a observou por mais alguns minutos. Talvez o "namorado" fosse aparecer.
E parecia que ela esperava que isso acontecesse, olhava para todos os lados, disfarçadamente, como que o esperando.
Mas ele não apareceu.
Levantou-se da cadeira onde estava e foi até a mesa dela.
Ele: Posso sentar?
Ela: Sim... Eu conheço você?
Ele: Já fizemos uma matéria juntos, mas creio que você não se lembra.
Ela: Hum.
Ele: Está tudo bem contigo? Você parece triste.
Ela: Olha, eu não me lembro de você, mas acho que posso conversar contigo sobre isso. Meus amigos jamais entenderiam. Eles gostam de julgar demais as pessoas e eu não os condeno por isso. Somos humanos e sempre cometemos esse erro. Queria que eles me apoiassem, mas ele nunca aprovaram minhas atitudes.
Ele: E por que diz isso?
Ela: Eu amei demais alguém que não merecia minha atenção e eles sempre me disseram para não me apaixonar por esse cara. Ele não presta, você merece coisa melhor, blá blá blá.
Ele: Esse é o cara que sempre vejo com você.
Ela: Sim. Ele mesmo. Eu juro que não queria me apaixonar, mas não podemos mandar no coração. Ele às vezes comete erros irreparáveis, mas isso tudo faz parte do grande aprendizado que é a vida.
Ele: Sim, claro. Mas o que aconteceu?
Ela: Ele mentiu pra mim, me enganou. Roubou meu coração e agora vai mantê-lo guardado com ele para sempre. Cheio de espinhos e farpas, dentro de um baú, junto com todos os outros que ele já despedaçou.
Ele: Isso não se faz. Sempre via vocês juntos, ele parecia te fazer muito feliz.
Ela: Sim ele fazia. Até o momento que deixou a máscara cair.
(Ela deixou algumas lágrimas rolarem)
Ele: Não chore. Eu gosto de te ver sorrindo. Daria qualquer coisa para que você não sofresse.
Ela: Infelizmente não há nada que possa fazer. Nunca mais eu vou me apaixonar.
Ele: Por que não? Não deve pensar assim. Está sofrendo agora, mas um dia isso vai passar e você vai encontrar alguém que vai fazê-la muito feliz, como ninguém mais no mundo a fará.
Ela: Não! Eu já encontrei esse alguém e ele jogou o meu amor pela janela. Destruiu todos os meus sonhos.
Ele: E se você me deixasse tentar? Eu te observo há tanto tempo. Sou fascinado por você.
Ela: Eu não posso me apaixonar por você!
Ele: Por que não?
Ela: Eu não tenho um coração e eu não sinto paixão.
Ele: Mas isso é porque você está sofrendo agora, está desiludida, mas assim que a dor passar e você puder sorrir de forma sincera novamente, tudo mudará e você voltará a sentir todas as emoções que no momento só te deixam mal.
Ela: Isso nunca vai passar.
Ele preferiu não insistir no momento. Despediu-se dela e seguiu seu caminho.
Depois daquela tarde em que conversaram, sempre a via perdida em seu mundo.
Algumas vezes chorava, outras suspirava e em outras apenas perdia o olhar em algum ponto do nada.
Ele aos poucos percebia que:
Ela não pode mais AMAR! A dor que a consome é mais forte que qualquer outro mal da humanidade.
É algo que nunca vai deixá-la. A ferida se fechará, mas a marca vai permanecer para sempre.
E todas as vezes que ela fraquejar, será atingida por um golpe que vai se tornar cada vez menos suportável.
E o desespero a fará pensar que finalmente enlouqueceu, que toda a sua sanidade a deixou.
E ela tentará gritar, mas a voz a abandonará, e ninguém poderá salvá-la desse mal.
E quando não houver mais nenhuma alternativa, ela irá sucumbir.
E ele assistirá a tudo, vendo seu amor desfalecer pouco a pouco, tomada pela loucura e pela dor.
E então, nada mais lhe restará senão morrer junto a ela.
Daria sua própria vida em troca de qualquer coisa que pudesse fazê-la feliz.
Adorava vê-la sorrir. Era fascinado pelo olhar encantador que ela possuía.
Mas de repente tudo de desfez.
No olhar dela só se via tristeza.
Seu jeito de ser e agir não eram mais o mesmo.
E ele sabia, melhor que qualquer um dos amigos que estavam sempre cercando-a:
Ela estava sofrendo.
Disfarçava da melhor maneira possível, muitos dos amigos não percebiam.
Mas a ele, ela não conseguia enganar.
Ele sabia.
A observava há muito tempo. Conhecia muito bem suas mudanças de humor, seus trejeitos, tiques e manias.
E o que ele via no olhar dela agora era raiva, revolta, dor.
Ele nunca teve coragem de dizer a ela o quanto a amava.
Sabia que ela não era a rainha da popularidade, mas muitos rapazes a cercavam.
O jeito meigo dela, o olhar, o sorriso, o carinho que ela dedicava aos que amava verdadeiramente faziam dela uma garota mais que especial.
Por vezes pensou em conversar com ela, sabia que ela jamais seria grossa a ponto de virar-lhe a cara.
Mas sempre que conseguia juntar toda a coragem que precisava, o "namorado" dela chegava e a levava para longe dele.
Conhecia muito bem a fama do rapaz, contudo sabia que ele era o motivo da felicidade dela. Ela estava sempre sorrindo junto dele e vê-la sorrir não tinha preço.
Agora sabia que algo de errado sucedera.
Ele não aparecia mais, e ela estava sempre a viajar para algum lugar muito distante, mesmo quando estava cercada pelos amigos, ela parecia viajar.
Por vezes a viu chorar escondida.
Sabia o quão orgulhosa ela era e no mínimo não queria preocupar os amigos com coisas que ela julgava serem "besteiras".
Os amigos se preparavam para ir para a aula. A chamaram, ela estava mais uma vez em seu mundo. Fez sinal para eles pedindo que seguissem sem ela. Era a oportunidade perfeita.
Esperou que todos saíssem e a observou por mais alguns minutos. Talvez o "namorado" fosse aparecer.
E parecia que ela esperava que isso acontecesse, olhava para todos os lados, disfarçadamente, como que o esperando.
Mas ele não apareceu.
Levantou-se da cadeira onde estava e foi até a mesa dela.
Ele: Posso sentar?
Ela: Sim... Eu conheço você?
Ele: Já fizemos uma matéria juntos, mas creio que você não se lembra.
Ela: Hum.
Ele: Está tudo bem contigo? Você parece triste.
Ela: Olha, eu não me lembro de você, mas acho que posso conversar contigo sobre isso. Meus amigos jamais entenderiam. Eles gostam de julgar demais as pessoas e eu não os condeno por isso. Somos humanos e sempre cometemos esse erro. Queria que eles me apoiassem, mas ele nunca aprovaram minhas atitudes.
Ele: E por que diz isso?
Ela: Eu amei demais alguém que não merecia minha atenção e eles sempre me disseram para não me apaixonar por esse cara. Ele não presta, você merece coisa melhor, blá blá blá.
Ele: Esse é o cara que sempre vejo com você.
Ela: Sim. Ele mesmo. Eu juro que não queria me apaixonar, mas não podemos mandar no coração. Ele às vezes comete erros irreparáveis, mas isso tudo faz parte do grande aprendizado que é a vida.
Ele: Sim, claro. Mas o que aconteceu?
Ela: Ele mentiu pra mim, me enganou. Roubou meu coração e agora vai mantê-lo guardado com ele para sempre. Cheio de espinhos e farpas, dentro de um baú, junto com todos os outros que ele já despedaçou.
Ele: Isso não se faz. Sempre via vocês juntos, ele parecia te fazer muito feliz.
Ela: Sim ele fazia. Até o momento que deixou a máscara cair.
(Ela deixou algumas lágrimas rolarem)
Ele: Não chore. Eu gosto de te ver sorrindo. Daria qualquer coisa para que você não sofresse.
Ela: Infelizmente não há nada que possa fazer. Nunca mais eu vou me apaixonar.
Ele: Por que não? Não deve pensar assim. Está sofrendo agora, mas um dia isso vai passar e você vai encontrar alguém que vai fazê-la muito feliz, como ninguém mais no mundo a fará.
Ela: Não! Eu já encontrei esse alguém e ele jogou o meu amor pela janela. Destruiu todos os meus sonhos.
Ele: E se você me deixasse tentar? Eu te observo há tanto tempo. Sou fascinado por você.
Ela: Eu não posso me apaixonar por você!
Ele: Por que não?
Ela: Eu não tenho um coração e eu não sinto paixão.
Ele: Mas isso é porque você está sofrendo agora, está desiludida, mas assim que a dor passar e você puder sorrir de forma sincera novamente, tudo mudará e você voltará a sentir todas as emoções que no momento só te deixam mal.
Ela: Isso nunca vai passar.
Ele preferiu não insistir no momento. Despediu-se dela e seguiu seu caminho.
Depois daquela tarde em que conversaram, sempre a via perdida em seu mundo.
Algumas vezes chorava, outras suspirava e em outras apenas perdia o olhar em algum ponto do nada.
Ele aos poucos percebia que:
Ela não pode mais AMAR! A dor que a consome é mais forte que qualquer outro mal da humanidade.
É algo que nunca vai deixá-la. A ferida se fechará, mas a marca vai permanecer para sempre.
E todas as vezes que ela fraquejar, será atingida por um golpe que vai se tornar cada vez menos suportável.
E o desespero a fará pensar que finalmente enlouqueceu, que toda a sua sanidade a deixou.
E ela tentará gritar, mas a voz a abandonará, e ninguém poderá salvá-la desse mal.
E quando não houver mais nenhuma alternativa, ela irá sucumbir.
E ele assistirá a tudo, vendo seu amor desfalecer pouco a pouco, tomada pela loucura e pela dor.
E então, nada mais lhe restará senão morrer junto a ela.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O Dom da Premonição
Muita gente não acredita que seja possível prever o que vai acontecer.
E quando digo isso, não falo de fatos distantes, não falo de futuro e sim de coisas que estão a um ou dois dias de ser tornarem reais.
Não sei se é assim que acontece comigo, mas os meus sonhos sempre revelam que algo está por vir.
Durante muito tempo, eu não compreendia do que se tratava, mas hoje vejo que de certa forma eu consigo saber o que vai acontecer (algumas vezes no momento em que ocorre, na maioria antes, e outras de forma atrasada).
[Na verdade, o sonho é no tempo certo, a minha interpretação que é atrasada, por isso disse que posso prever de forma atrasada]
Não gosto de encarar isso como um DOM, mas é o que, na verdade e de fato É, um dom.
O dom de saber que algo bom ou ruim pode acontecer.
Infelizmente, a maior parte dos sonhos leva a uma notícia ruim. Mas algumas vezes é possível prever algo bom.
Sempre que algo ruim está para acontecer, seja comigo ou com alguém próximo, os sonhos me revelam.
O único problema é ENTENDER e INTERPRETAR a premonição, antes que o fato ocorra.
Lembro-me uma vez que estava em Aimorés com meus pais, na casa de uma tia minha (devo confessar, que essa foi a pior de todas as premonições que já tive, foi a mais real, muito me assustou e foi quando eu confirmei que realmente posso ver as coisas acontecerem), estávamos todos dormindo no mesmo quarto, eles na cama de casal e eu num colchão no chão. Deveria ser por volta de 2h da manhã, acordei assustada depois de um sonho que tive, cheguei a sentar na "cama", nunca tenho sonhos que me deixam nesse estado. Não acordei ninguém, é claro, mas estava com muito medo. O que eu tinha visto era muito real (até hoje me arrepio quando lembro disso).
Eu sonhei que tinha visto um acidente.
Um senhor de aproximadamente 70 anos, conduzia uma carroça na avenida principal, que liga o meu bairro a Jardim América. O cavalo que puxava a carroça o arremessou contra o poste, ele bateu com a cabeça e morreu. (Sim, eu sei, um acidente idiota e completamente non-sense. Mas esses não são os fatos que importam).
Eu estava passando de carro, meu pai ao volante e eu no carona (eu sempre ando na frente), e quando nos aproximamos do local, eu passei exatamente do lado onde o corpo estava, o fato que mais me assustou foi que: no lugar do rosto do homem eu via uma caveira. O rosto era completamente desfigurado, e tudo que eu vi foi a caveira.
Aquilo me deixou muito intrigada.
Não contei a ninguém o sonho.
Isso ocorreu na madrugada de sábado para domingo.
Voltamos para casa no domingo e tudo seguia seu curso normalmente.
Na segunda, as coisas começaram a se encaixar.
E a premonição foi finalmente interpretada.
Minha mãe foi para o trabalho, como de costume e eu para a UFES.
Quando cheguei em casa, ela me disse que tinha encontrado a minha madrinha no ônibus (primeiro fato estranho: Minha madrinha morou por muitos anos em Boa Sorte, mas agora se mudou para Vila Velha, ou seja, praticamente impossível elas se encontrarem no ônibus, a menos que minha madrinha estivesse em Boa Sorte, e ela estava).
Minha mãe também me disse que uma vizinha da minha madrinha tinha falecido.
E foi então que a ficha caiu.
E eu consegui entender o sonho.
Eu sonhei com o acidente e ele ocorreu na rua de baixo da casa onde a mulher morava.
Segundo os médicos, ela morreu por volta das 2h da manhã (quando foram chamá-la pela manhã, ela já estava morta).
A caveira que eu vi, simbolizava a morte dela, e o local do acidente me dizia onde estava acontecendo a morte.
Outro fato que pode ser interpretado como um sinal foi o piar de uma coruja, que segundo minha mãe, não é sinal de boa coisa. Assim como as mariposas, as corujas também são mensageiras da morte. (podem ser superstições boas, mas eu acredito).
Sempre que sonho com a minha ex-melhor amiga, alguém do meu passado aparece para me visitar.
Quando sonho com o garoto que mais odeio na face da Terra, Caio Eduardo (sim, eu não escondo de ninguém que eu e Caio nascemos pra odiar um ao outro, e não tenho vergonha alguma de dizer que não o suporto, assim como ele gosta de esfregar na minha cara quando me encontra o quanto o sentimento é recíproco), alguma coisa desanda, uma traição acontece, alguém que eu gosto muito se separa de mim.
Dentre outros sonhos que não cabe a mim contar no momento.
São pequenas coisas, que quando se organizam e se tornam reais, me mostram que ainda estou pecando no interpretar.
Ainda não tenho uma opinião concreta sobre ele meu "dom", se é que posso chamá-lo assim, mas acredito que de certa forma sou privilegiada.
Isso às vezes me assusta, outras me deixa surpresa, mas não me incomodo com o fato de poder sentir que algo está por vir.
E quando digo isso, não falo de fatos distantes, não falo de futuro e sim de coisas que estão a um ou dois dias de ser tornarem reais.
Não sei se é assim que acontece comigo, mas os meus sonhos sempre revelam que algo está por vir.
Durante muito tempo, eu não compreendia do que se tratava, mas hoje vejo que de certa forma eu consigo saber o que vai acontecer (algumas vezes no momento em que ocorre, na maioria antes, e outras de forma atrasada).
[Na verdade, o sonho é no tempo certo, a minha interpretação que é atrasada, por isso disse que posso prever de forma atrasada]
Não gosto de encarar isso como um DOM, mas é o que, na verdade e de fato É, um dom.
O dom de saber que algo bom ou ruim pode acontecer.
Infelizmente, a maior parte dos sonhos leva a uma notícia ruim. Mas algumas vezes é possível prever algo bom.
Sempre que algo ruim está para acontecer, seja comigo ou com alguém próximo, os sonhos me revelam.
O único problema é ENTENDER e INTERPRETAR a premonição, antes que o fato ocorra.
Lembro-me uma vez que estava em Aimorés com meus pais, na casa de uma tia minha (devo confessar, que essa foi a pior de todas as premonições que já tive, foi a mais real, muito me assustou e foi quando eu confirmei que realmente posso ver as coisas acontecerem), estávamos todos dormindo no mesmo quarto, eles na cama de casal e eu num colchão no chão. Deveria ser por volta de 2h da manhã, acordei assustada depois de um sonho que tive, cheguei a sentar na "cama", nunca tenho sonhos que me deixam nesse estado. Não acordei ninguém, é claro, mas estava com muito medo. O que eu tinha visto era muito real (até hoje me arrepio quando lembro disso).
Eu sonhei que tinha visto um acidente.
Um senhor de aproximadamente 70 anos, conduzia uma carroça na avenida principal, que liga o meu bairro a Jardim América. O cavalo que puxava a carroça o arremessou contra o poste, ele bateu com a cabeça e morreu. (Sim, eu sei, um acidente idiota e completamente non-sense. Mas esses não são os fatos que importam).
Eu estava passando de carro, meu pai ao volante e eu no carona (eu sempre ando na frente), e quando nos aproximamos do local, eu passei exatamente do lado onde o corpo estava, o fato que mais me assustou foi que: no lugar do rosto do homem eu via uma caveira. O rosto era completamente desfigurado, e tudo que eu vi foi a caveira.
Aquilo me deixou muito intrigada.
Não contei a ninguém o sonho.
Isso ocorreu na madrugada de sábado para domingo.
Voltamos para casa no domingo e tudo seguia seu curso normalmente.
Na segunda, as coisas começaram a se encaixar.
E a premonição foi finalmente interpretada.
Minha mãe foi para o trabalho, como de costume e eu para a UFES.
Quando cheguei em casa, ela me disse que tinha encontrado a minha madrinha no ônibus (primeiro fato estranho: Minha madrinha morou por muitos anos em Boa Sorte, mas agora se mudou para Vila Velha, ou seja, praticamente impossível elas se encontrarem no ônibus, a menos que minha madrinha estivesse em Boa Sorte, e ela estava).
Minha mãe também me disse que uma vizinha da minha madrinha tinha falecido.
E foi então que a ficha caiu.
E eu consegui entender o sonho.
Eu sonhei com o acidente e ele ocorreu na rua de baixo da casa onde a mulher morava.
Segundo os médicos, ela morreu por volta das 2h da manhã (quando foram chamá-la pela manhã, ela já estava morta).
A caveira que eu vi, simbolizava a morte dela, e o local do acidente me dizia onde estava acontecendo a morte.
Outro fato que pode ser interpretado como um sinal foi o piar de uma coruja, que segundo minha mãe, não é sinal de boa coisa. Assim como as mariposas, as corujas também são mensageiras da morte. (podem ser superstições boas, mas eu acredito).
Sempre que sonho com a minha ex-melhor amiga, alguém do meu passado aparece para me visitar.
Quando sonho com o garoto que mais odeio na face da Terra, Caio Eduardo (sim, eu não escondo de ninguém que eu e Caio nascemos pra odiar um ao outro, e não tenho vergonha alguma de dizer que não o suporto, assim como ele gosta de esfregar na minha cara quando me encontra o quanto o sentimento é recíproco), alguma coisa desanda, uma traição acontece, alguém que eu gosto muito se separa de mim.
Dentre outros sonhos que não cabe a mim contar no momento.
São pequenas coisas, que quando se organizam e se tornam reais, me mostram que ainda estou pecando no interpretar.
Ainda não tenho uma opinião concreta sobre ele meu "dom", se é que posso chamá-lo assim, mas acredito que de certa forma sou privilegiada.
Isso às vezes me assusta, outras me deixa surpresa, mas não me incomodo com o fato de poder sentir que algo está por vir.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Minha nova vida
Viver por minha conta, andar com minhas próprias pernas foi tudo o que sempre quis, contudo confesso que não é fácil.
O que mais me incomoda é a saudade dos que lá deixei.
Já conheci algumas pessoas aqui, mas ainda não tenho com quem compartilhar minhas angustias ou até mesmo minhas besteiras.
Recebi e-mails de alguns amigos. Ainda não tive coragem para responder. Todos me perguntam como estou, porque parti e como sempre: onde estou?
Como me fazem falta todos eles. Mas não há como voltar atrás, aqui estou e aqui vou ficar.
Um dia voltarei, e espero que todos possam me perdoar.
Viver aqui não é de todo ruim.
O clima não é quente como o capixaba.
Aqui quase sempre faz frio. Não chove muito como em São Paulo, mas é sempre bom ter um guarda-chuva na bolsa.
Minha casa é bem simples.
No térreo (para me poupar esforço, é claro). Um quarto, escritório, sala de estar, cozinha conjugada, área de serviço, banheiro e o melhor de tudo: um jardim.
Confesso que não tenho muito tempo para cuidar dele, mas nos fins de semana, dedico parte do meu tempo a ele. (Tô pensando com contratar alguém para me dar umas dicas)
Eu adoro plantas, mas nunca cuidei delas.
Eu me sinto bem aqui.
Tenho um trabalho, uma casa, alguns colegas.
É lógico que não é a mesma coisa de estar em casa, mas essa minha nova vida, minha casa, me fazem feliz.
Ainda não conheço muitos lugares aqui, mas como eu disse passo parte dos meus fins de semana no jardim.
Tem uma praça aqui perto, e os colegas de trabalho me disseram que tem um parque aqui perto, mas ainda não tive oportunidade de ir até lá. Quem sabe eu não vá no próximo fim de semana.
Me sinto em paz aqui.
E tudo o que tenho a dizer é que:
- Minha nova vida me faz muito bem. O que mais me faz falta são meus pais e meus amigos. Mas vivo bem aqui, não se preocupem.
-Vou seguir meu caminho, vou viver.
Precedido por:
Malas prontas, é hora de partir!
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Eu costumava dominar o mundo
Houve um tempo onde tudo era paz.
Os pássaros cantavam livremente pelos campos.
As flores não desabrochavam apenas na Primavera e as folhas não caiam no Outono.
Tudo era belo, não existia perfeição, contudo a harmonia reinava em todos os lugares do meu Reino.
Vizinhos partilhavam de tudo. Crianças brincavam pelas ruas, sem medo de serem crianças.
Os pais amavam seus filhos com todo o coração.
Os filhos tinham nos pais um espelho, um exemplo de dignidade e comportamento.
Neste Reino não havia guerras. Não existiam armas porque não era necessário lutar.
Rios, lagos, cachoeiras, mares e oceanos eram fontes inesgotáveis de vida e saúde.
Vivia-se bem e não havia doenças, epidemias ou qualquer outro mal que pudesse prejudicar a VIDA.
Era o tempo no qual eu costumava dominar o mundo.
Os pássaros cantavam livremente pelos campos.
As flores não desabrochavam apenas na Primavera e as folhas não caiam no Outono.
Tudo era belo, não existia perfeição, contudo a harmonia reinava em todos os lugares do meu Reino.
Vizinhos partilhavam de tudo. Crianças brincavam pelas ruas, sem medo de serem crianças.
Os pais amavam seus filhos com todo o coração.
Os filhos tinham nos pais um espelho, um exemplo de dignidade e comportamento.
Neste Reino não havia guerras. Não existiam armas porque não era necessário lutar.
Rios, lagos, cachoeiras, mares e oceanos eram fontes inesgotáveis de vida e saúde.
Vivia-se bem e não havia doenças, epidemias ou qualquer outro mal que pudesse prejudicar a VIDA.
Era o tempo no qual eu costumava dominar o mundo.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Eu ODEIO Mentiras!
Um dos maiores traumas que tenho na vida e a razão pela qual eu digo que no meu peito tem um bloco de gelo e não um coração, vem do que vou dizer a seguir.
Existem três coisas no mundo que realmente me deixam irritada:
1)Mentiras.
2)Pessoas Falsas.
3)Perguntas Idiotas.
Já disse isso mais de uma vez e não vou me cansar nunca de repetir:
- Eu tenho olhos para VER.
- Será que custa entender isso?
- Não sou idiota e não durmo no ponto. Pode até me enganar por um mês, dois, três... um ano, contudo, eu sempre vou descobrir a verdade por trás dos fatos.
Mentiras pra mim são a PIOR espécie de traição que pode existir na face da Terra.
Dói muito mais do que ser chamada de "corna" em rede nacional.
Tem horas que até penso:
"Me põe um chifre, mas não mente pra mim. Isso dói demais"
Enganar alguém é algo que não sei fazer, mas parece que as pessoas que convivem comigo não tem medo de cometer esse erro.
Até meu melhor amigo já caiu na besteira de fazer isso. Pagou um preço caríssimo por isso e aprendeu a lição.
Ninguém consegue me enganar. Pode parecer prepotência minha dizer isso, mas na verdade não é.
Eu posso levar muito tempo, mas sempre descubro a verdade. E são nessas horas que as minhas armas de defesa entram em ação.
Sou humana e confesso que minha primeira reação é sempre o desejo de matar. O segundo passo é sempre a vingança (sim, eu sou um ser que sempre pensa em se vingar, mas sempre me controlo e passo para o próximo passo). Todavia o terceiro é o meu favorito e o que funciona melhor, porque é o que deixa a marca mais profunda e dolorida: o DESPREZO.
Esse sim é o meu favorito.
Aquele que faço com muito gosto.
É claro que como ser humano, eu sempre me arrependo depois de um tempo de me sentir tão bem praticando tal ato. Mas no primeiro momento, aquele no qual eu tenho que colocar a raiva pra fora, eu me sinto muito SATISFEITA.
E o que me tornou essa pessoa que se vinga através do desprezo, principalmente, foi uma mentira.
Uma pequena mentira que aos poucos se tornou uma bola de neve e logo não havia mais como voltar atrás.
Alguém em quem eu confiei demais, dei todo o meu amor durante DOIS (maravilhosos e turbulentos) anos, me traiu da pior maneira possível: mentiu pra mim.
Eu poderia suportar qualquer coisa.
Poderia suportar que essa pessoa dissesse na minha cara:
- Eu não te amo mais, não te quero, pra mim acabou!
- Eu tenho outra pessoa e ela é mais importante para mim que você.
- Não adianta insistir no que não dá mais certo.
Juro que doeria menos se fosse assim. Contudo, para minha infelicidade não foi.
Juro que se esse alguém dissesse na minha cara: Você é uma "corna". Eu iria suportar tudo de cabeça erguida e sobreviver.
Mas esse alguém preferiu mentir. Preferiu enganar. Jogar fora tudo que eu o havia dado de presente. E tudo de mais precioso que eu tinha: meu CORAÇÃO.
Quem me conhece, sabe que eu vivo dizendo:
- Não posso amar de verdade, não posso me entregar, não tenho um coração pra oferecer a ninguém.
Muitos se assustam, outros dizem que não deveria pensar dessa maneira, mas é isso que sou: alguém que não tem coração, que não pode amar. Que espera que alguém tenha a coragem de confiar o coração nas minhas mãos, para que eu possa cuidar dele com todo carinho.
E tudo isso por causa de uma mentira.
Muitos não acreditam quando eu digo, mas a primeira mentira foi descoberta no momento em que estava sendo contada. (Já disse, eu tenho olhos pra VER).
Que ódio eu senti naquele momento. Será que o idiota não podia lembrar que eu estaria sempre por perto? (Não éramos vizinhos, mas eu morava praticamente ao lado).
Essa foi a primeira vez que a máscara caiu. Dali em diante, começou a enchente. E nível das mentiras só ia se elevando. (Não darei detalhes do que aconteceu, até porque esse não é meu propósito hoje, e na verdade, isso está no passado e lá deve ficar. Contudo devo dizer que essa foi a maior decepção, alias, eu deveria dizer TRAIÇÃO que sofri na vida).
A cara de pau foi tanta que chegou um momento em que eu realmente queria por todas as cartas na mesa, e esfregar na cara da pessoa que eu já sabia de toda a verdade. (Juro que ainda quero uma explicação. E percebo que esse alguém também quer se explicar). Infelizmente não deu tempo. A raiva subiu a cabeça de ambos e a discussão foi fervorosa e com algumas dúzias de palavras tudo se desfez.
Eu tenho plena consciência do arrependimento dessa pessoa. Sei que ela jamais passaria por cima do próprio orgulho e me procuraria. Assim como eu também nunca vou procurá-la.
Aquela velha história: de quem só me faz mal, eu quero distância.
Mentir, pra mim é golpe mais que baixo. Todos que tentaram nunca foram bem sucedidos.
Eu tenho faro de LOBO pra descobrir falcatruas.
E nem adianta querer se arrepender depois, recuperar minha confiança não é algo fácil.
Me põe de cara com um prato de 'fígado de boi', mas não tenta me enganar.
Eu sou do tipo que nunca fala o que me chateia de primeira. Então tudo mundo pensa que pode pisar em mim. E os três erros mais comuns que cometem ao me julgar pelo que vêem são:
ERRO 1: Ela é uma boba.
ERRO 2: Tem sangue de barata coitada.
ERRO 3: Não sabe se defender, essa é mole de enganar.
Não sou boba. (Meu lado reservista me impede de ficar rebatendo coisas em uma discussão, então às vezes me calo e deixo quem ta discutindo comigo me descascar).
Não tenho sangue de barata. (Eu posso não fazer nada na hora que me ofendem, mas quando a resposta sair, vai doer mais que uma facada no rim).
Sei me defender e ninguém me engana. (O que mais dói em uma briga comigo, é saber que eu guardei as coisas tempo o suficiente para ter excelentes verdades pra jogar na cara de quem tá discutindo comigo. Eu tiro coisas do baú que as pessoas nem lembravam existir. E isso machuca. E são nesses momentos que minha vingança é doce como chocolate branco).
Eu odeio mentiras com todo o meu 'bloco de gelo' (sim, eu não tenho coração, não se esqueça disso).
É algo inaceitável pra mim.
É traição de milionésimo grau.
Pensa bem, antes de tentar.
Vai estar comprando sua passagem pro Inferno.
Então se você ainda pensa em ter um lugar no céu, preserve a verdade quando for se relacionar comigo, não importa a origem dessa relação: amizade, namoro, caso, rolo, etc.
Não tenho paciência pra esse tipo de coisa e juro que não poupo esforços em retribuir de uma maneira muito "simpática" a essa "boa ação".
Fica a dica.
PS: Vocês devem estar se perguntando por que eu mencionei o prato de 'fígado de boi'.
Eu tenho vertigem quando fico diante desse pedaço de carne. Fico de todas as cores possíveis (azul, verde, roxo, amarelo, branco... desmaio). Nunca fico perto do açougue quando vou ao supermercado e se houver a necessidade de estar lá, fico olhando as 'plaquinhas' com os preços das carnes pra nunca encontrar o bendito.
Existem três coisas no mundo que realmente me deixam irritada:
1)Mentiras.
2)Pessoas Falsas.
3)Perguntas Idiotas.
Já disse isso mais de uma vez e não vou me cansar nunca de repetir:
- Eu tenho olhos para VER.
- Será que custa entender isso?
- Não sou idiota e não durmo no ponto. Pode até me enganar por um mês, dois, três... um ano, contudo, eu sempre vou descobrir a verdade por trás dos fatos.
Mentiras pra mim são a PIOR espécie de traição que pode existir na face da Terra.
Dói muito mais do que ser chamada de "corna" em rede nacional.
Tem horas que até penso:
"Me põe um chifre, mas não mente pra mim. Isso dói demais"
Enganar alguém é algo que não sei fazer, mas parece que as pessoas que convivem comigo não tem medo de cometer esse erro.
Até meu melhor amigo já caiu na besteira de fazer isso. Pagou um preço caríssimo por isso e aprendeu a lição.
Ninguém consegue me enganar. Pode parecer prepotência minha dizer isso, mas na verdade não é.
Eu posso levar muito tempo, mas sempre descubro a verdade. E são nessas horas que as minhas armas de defesa entram em ação.
Sou humana e confesso que minha primeira reação é sempre o desejo de matar. O segundo passo é sempre a vingança (sim, eu sou um ser que sempre pensa em se vingar, mas sempre me controlo e passo para o próximo passo). Todavia o terceiro é o meu favorito e o que funciona melhor, porque é o que deixa a marca mais profunda e dolorida: o DESPREZO.
Esse sim é o meu favorito.
Aquele que faço com muito gosto.
É claro que como ser humano, eu sempre me arrependo depois de um tempo de me sentir tão bem praticando tal ato. Mas no primeiro momento, aquele no qual eu tenho que colocar a raiva pra fora, eu me sinto muito SATISFEITA.
E o que me tornou essa pessoa que se vinga através do desprezo, principalmente, foi uma mentira.
Uma pequena mentira que aos poucos se tornou uma bola de neve e logo não havia mais como voltar atrás.
Alguém em quem eu confiei demais, dei todo o meu amor durante DOIS (maravilhosos e turbulentos) anos, me traiu da pior maneira possível: mentiu pra mim.
Eu poderia suportar qualquer coisa.
Poderia suportar que essa pessoa dissesse na minha cara:
- Eu não te amo mais, não te quero, pra mim acabou!
- Eu tenho outra pessoa e ela é mais importante para mim que você.
- Não adianta insistir no que não dá mais certo.
Juro que doeria menos se fosse assim. Contudo, para minha infelicidade não foi.
Juro que se esse alguém dissesse na minha cara: Você é uma "corna". Eu iria suportar tudo de cabeça erguida e sobreviver.
Mas esse alguém preferiu mentir. Preferiu enganar. Jogar fora tudo que eu o havia dado de presente. E tudo de mais precioso que eu tinha: meu CORAÇÃO.
Quem me conhece, sabe que eu vivo dizendo:
- Não posso amar de verdade, não posso me entregar, não tenho um coração pra oferecer a ninguém.
Muitos se assustam, outros dizem que não deveria pensar dessa maneira, mas é isso que sou: alguém que não tem coração, que não pode amar. Que espera que alguém tenha a coragem de confiar o coração nas minhas mãos, para que eu possa cuidar dele com todo carinho.
E tudo isso por causa de uma mentira.
Muitos não acreditam quando eu digo, mas a primeira mentira foi descoberta no momento em que estava sendo contada. (Já disse, eu tenho olhos pra VER).
Que ódio eu senti naquele momento. Será que o idiota não podia lembrar que eu estaria sempre por perto? (Não éramos vizinhos, mas eu morava praticamente ao lado).
Essa foi a primeira vez que a máscara caiu. Dali em diante, começou a enchente. E nível das mentiras só ia se elevando. (Não darei detalhes do que aconteceu, até porque esse não é meu propósito hoje, e na verdade, isso está no passado e lá deve ficar. Contudo devo dizer que essa foi a maior decepção, alias, eu deveria dizer TRAIÇÃO que sofri na vida).
A cara de pau foi tanta que chegou um momento em que eu realmente queria por todas as cartas na mesa, e esfregar na cara da pessoa que eu já sabia de toda a verdade. (Juro que ainda quero uma explicação. E percebo que esse alguém também quer se explicar). Infelizmente não deu tempo. A raiva subiu a cabeça de ambos e a discussão foi fervorosa e com algumas dúzias de palavras tudo se desfez.
Eu tenho plena consciência do arrependimento dessa pessoa. Sei que ela jamais passaria por cima do próprio orgulho e me procuraria. Assim como eu também nunca vou procurá-la.
Aquela velha história: de quem só me faz mal, eu quero distância.
Mentir, pra mim é golpe mais que baixo. Todos que tentaram nunca foram bem sucedidos.
Eu tenho faro de LOBO pra descobrir falcatruas.
E nem adianta querer se arrepender depois, recuperar minha confiança não é algo fácil.
Me põe de cara com um prato de 'fígado de boi', mas não tenta me enganar.
Eu sou do tipo que nunca fala o que me chateia de primeira. Então tudo mundo pensa que pode pisar em mim. E os três erros mais comuns que cometem ao me julgar pelo que vêem são:
ERRO 1: Ela é uma boba.
ERRO 2: Tem sangue de barata coitada.
ERRO 3: Não sabe se defender, essa é mole de enganar.
Não sou boba. (Meu lado reservista me impede de ficar rebatendo coisas em uma discussão, então às vezes me calo e deixo quem ta discutindo comigo me descascar).
Não tenho sangue de barata. (Eu posso não fazer nada na hora que me ofendem, mas quando a resposta sair, vai doer mais que uma facada no rim).
Sei me defender e ninguém me engana. (O que mais dói em uma briga comigo, é saber que eu guardei as coisas tempo o suficiente para ter excelentes verdades pra jogar na cara de quem tá discutindo comigo. Eu tiro coisas do baú que as pessoas nem lembravam existir. E isso machuca. E são nesses momentos que minha vingança é doce como chocolate branco).
Eu odeio mentiras com todo o meu 'bloco de gelo' (sim, eu não tenho coração, não se esqueça disso).
É algo inaceitável pra mim.
É traição de milionésimo grau.
Pensa bem, antes de tentar.
Vai estar comprando sua passagem pro Inferno.
Então se você ainda pensa em ter um lugar no céu, preserve a verdade quando for se relacionar comigo, não importa a origem dessa relação: amizade, namoro, caso, rolo, etc.
Não tenho paciência pra esse tipo de coisa e juro que não poupo esforços em retribuir de uma maneira muito "simpática" a essa "boa ação".
Fica a dica.
PS: Vocês devem estar se perguntando por que eu mencionei o prato de 'fígado de boi'.
Eu tenho vertigem quando fico diante desse pedaço de carne. Fico de todas as cores possíveis (azul, verde, roxo, amarelo, branco... desmaio). Nunca fico perto do açougue quando vou ao supermercado e se houver a necessidade de estar lá, fico olhando as 'plaquinhas' com os preços das carnes pra nunca encontrar o bendito.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Ela escolheu VIVER!
Sentada na areia, ela observava o mar.
Nunca fora sua grande paixão. Amava as estrelas.
Mas era a paixão DELE. Ele sempre amou o mar.
E estar perto do mar fazia com que ela o sentisse por perto.
Como queria que tudo fosse diferente.
Que ele não tivesse nunca que partir.
Mas a vida havia sido cruel com eles mais uma vez.
Testando toda força daquele amor.
Não tinha mais lágrimas para chorar.
Fazia 4 meses que ele não voltava para "casa".
Sim, ele não morava mais em frente a sua casa. Não era mais seu vizinho. Não podia esperar que a qualquer momento batesse a sua porta.
Deixou a brisa vespertina a tocar.
Era como um abraço dele.
Por que será que o destino quis assim? Sabia que tudo era parte da profissão dele, que as viagens eram inevitáveis, mas não conseguia suportar a dor.
Despedidas sempre lhe partiam o coração, mas ele sempre insistia em tê-la por perto no aeroporto.
E aquelas cenas nunca deixavam a mente dela, eram sempre momentos dolorosos.
Fazia de tudo pra conter o choro, mas sempre desabava, e ele também não deixava de seguir por esse caminho.
Ela não iria mais viver daquela forma.
Havia se decidido.
Iria para junto dele!
Sabia que a mãe não concordaria, o pai arrancaria seu fígado, mas assim que entrasse de férias, iria encontrá-lo e com ele ficaria.
Amava os pais, mais que a si mesma. Mas ele era tudo em sua vida.
Se jogou no mar. Reviveu o velho passatempo de criança.
Já estava pronta para a bronca que levaria quando chegasse em casa ensopada.
Não se importava mais.
Naquele momento só o que queria era viver.
E prometeu a si mesma, perante o mar que ele amava e a estrelas que surgiam no céu.
Aquele amor ninguém haveria de impedir.
Nunca fora sua grande paixão. Amava as estrelas.
Mas era a paixão DELE. Ele sempre amou o mar.
E estar perto do mar fazia com que ela o sentisse por perto.
Como queria que tudo fosse diferente.
Que ele não tivesse nunca que partir.
Mas a vida havia sido cruel com eles mais uma vez.
Testando toda força daquele amor.
Não tinha mais lágrimas para chorar.
Fazia 4 meses que ele não voltava para "casa".
Sim, ele não morava mais em frente a sua casa. Não era mais seu vizinho. Não podia esperar que a qualquer momento batesse a sua porta.
Deixou a brisa vespertina a tocar.
Era como um abraço dele.
Por que será que o destino quis assim? Sabia que tudo era parte da profissão dele, que as viagens eram inevitáveis, mas não conseguia suportar a dor.
Despedidas sempre lhe partiam o coração, mas ele sempre insistia em tê-la por perto no aeroporto.
E aquelas cenas nunca deixavam a mente dela, eram sempre momentos dolorosos.
Fazia de tudo pra conter o choro, mas sempre desabava, e ele também não deixava de seguir por esse caminho.
Ela não iria mais viver daquela forma.
Havia se decidido.
Iria para junto dele!
Sabia que a mãe não concordaria, o pai arrancaria seu fígado, mas assim que entrasse de férias, iria encontrá-lo e com ele ficaria.
Amava os pais, mais que a si mesma. Mas ele era tudo em sua vida.
Se jogou no mar. Reviveu o velho passatempo de criança.
Já estava pronta para a bronca que levaria quando chegasse em casa ensopada.
Não se importava mais.
Naquele momento só o que queria era viver.
E prometeu a si mesma, perante o mar que ele amava e a estrelas que surgiam no céu.
Aquele amor ninguém haveria de impedir.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Marcas
Há coisas que o tempo não pode apagar.
Marcas que nem mesmo milênios seriam capazes de nos fazer esquecer.
Algumas realmente deixam cicatrizes, outras são feridas que nunca hão de se fechar.
E estas que sempre estão abertas, são as que mais doem.
Aquelas que nos fazem sangrar por dentro.
E felizmente ou não, não são advindas do amor.
São provenientes de uma amizade fadada à decadência.
Como pode haver no mundo pessoas que não se importam com os sentimentos das outras?
Como há de existir tamanha falsidade e descaramento?
Será que não existem mais no mundo sentimentos puros e verdadeiros?
Será que eu sou tão idiota por ainda acreditar nas pessoas que me cercam?
Eu acredito nos sentimentos verdadeiros e principalmente na pureza que eles carregam.
E confesso que muitos pensam que sou cega a ponto de não enxergar o que se passa a minha volta.
Mas a muitos destes já disse e torno a repetir:
- Vocês podem enganar a todos, mas eu tenho olhos para ver!
Não suporto gente falsa e menos ainda os que pensam que podem passar por cima de mim sem que eu me dê conta disso.
Já perdi muitos que um dia julguei que fossem meus amigos verdadeiros e hoje não os quero mal de forma alguma, mas o que restou de minha parte para com eles foi o desprezo.
Eu odeio ter que chegar a esse ponto, mas se não tiver mais escolha não me importarei de usá-lo como arma de defesa.
Estou cansada de colecionar marcas, daquelas que são como feridas abertas, que sangram como rios que correm para o mar.
Estou cansada de pessoas venenosas que só sabem destilar o seu veneno pensando que meus anticorpos não estão preparados para repeli-lo de minha corrente sanguínea.
Eu não sou cega, já disse e volto a repetir!
Também devo dizer que não tenho sangue de barata e não sou nenhuma mosca morta.
E peço aos falsos que tomem cuidado comigo, porque quando me irrito não tenho controle sobre tudo o que mantenho guardado para não me indispor com eles.
Eu tenho muitas dessas marcas e decidi que mesmo que elas nunca se tornem cicatrizes que trarão apenas a lembrança de um momento ruim, eu vou cuidar para que elas ao menos deixem de sangrar.
Eu não sou de ferro e minha paciência tem limites.
Sou alguém que preza a transparência e que muito cativa os amigos que tem. Contudo não suporta que eles lhe deixem marcas que não sejam para lembrar os momentos felizes.
E no fundo, não tenho medo de com o meu desprezo deixar marcas que vão doer tanto como as que tenho no bloco gelo que substitui o meu coração.
Marcas que nem mesmo milênios seriam capazes de nos fazer esquecer.
Algumas realmente deixam cicatrizes, outras são feridas que nunca hão de se fechar.
E estas que sempre estão abertas, são as que mais doem.
Aquelas que nos fazem sangrar por dentro.
E felizmente ou não, não são advindas do amor.
São provenientes de uma amizade fadada à decadência.
Como pode haver no mundo pessoas que não se importam com os sentimentos das outras?
Como há de existir tamanha falsidade e descaramento?
Será que não existem mais no mundo sentimentos puros e verdadeiros?
Será que eu sou tão idiota por ainda acreditar nas pessoas que me cercam?
Eu acredito nos sentimentos verdadeiros e principalmente na pureza que eles carregam.
E confesso que muitos pensam que sou cega a ponto de não enxergar o que se passa a minha volta.
Mas a muitos destes já disse e torno a repetir:
- Vocês podem enganar a todos, mas eu tenho olhos para ver!
Não suporto gente falsa e menos ainda os que pensam que podem passar por cima de mim sem que eu me dê conta disso.
Já perdi muitos que um dia julguei que fossem meus amigos verdadeiros e hoje não os quero mal de forma alguma, mas o que restou de minha parte para com eles foi o desprezo.
Eu odeio ter que chegar a esse ponto, mas se não tiver mais escolha não me importarei de usá-lo como arma de defesa.
Estou cansada de colecionar marcas, daquelas que são como feridas abertas, que sangram como rios que correm para o mar.
Estou cansada de pessoas venenosas que só sabem destilar o seu veneno pensando que meus anticorpos não estão preparados para repeli-lo de minha corrente sanguínea.
Eu não sou cega, já disse e volto a repetir!
Também devo dizer que não tenho sangue de barata e não sou nenhuma mosca morta.
E peço aos falsos que tomem cuidado comigo, porque quando me irrito não tenho controle sobre tudo o que mantenho guardado para não me indispor com eles.
Eu tenho muitas dessas marcas e decidi que mesmo que elas nunca se tornem cicatrizes que trarão apenas a lembrança de um momento ruim, eu vou cuidar para que elas ao menos deixem de sangrar.
Eu não sou de ferro e minha paciência tem limites.
Sou alguém que preza a transparência e que muito cativa os amigos que tem. Contudo não suporta que eles lhe deixem marcas que não sejam para lembrar os momentos felizes.
E no fundo, não tenho medo de com o meu desprezo deixar marcas que vão doer tanto como as que tenho no bloco gelo que substitui o meu coração.
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