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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Acima das nuvens, sempre há sol!



Oi, vem cá! Vamos conversar!
Sim é com você mesmo que eu tô falando, você que está aí desanimado de tudo, completamente sem esperança. Chega aqui, deixa eu te falar uma coisinha:
- Acima das nuvens, sempre há sol!
É sério, se você já teve a oportunidade de viajar de avião, você sabe o que eu tô querendo dizer, mas não é disso que viemos falar hoje.
Esse texto tem um cunho motivacional. Hoje eu vim aqui te pedir pra não desistir, pra aguentar firme, mesmo que o seu dia esteja nublado, ainda tem luz lá encima, lá além das nuvens.
Nem todo dia vai ser colorido como um dia de verão, mas isso nunca quis dizer que só existiriam trevas, não é mesmo?
Então hoje eu resolvi passar aqui só pra te deixar essas palavras, só pra te lembrar que tudo tem seu momento certo de brilhar.

 

domingo, 2 de agosto de 2020

E quem foi que disse que a gente não pode mudar?


Quando eu comecei a sonhar com tudo o que vivo hoje, eu fui chamada de louca inúmeras vezes.

Sempre ouvia coisas do tipo:

- Mas você já tem um diploma, uma carreira, já está estável na sua profissão.

- Você não vai mais dar aulas?

- Não gosta mais de ser professora?

As escolhas que fiz não tem nada a ver com o fato de eu gostar ou não de dar aulas. Até porque eu amo ser professora e sigo dando aulas mesmo agora que ingressei na segunda graduação.

O fato de ter escolhido mudar, de ter ingressado na carreira científica, vem de um amor que sempre esteve adormecido em meu coração. Que seguia "escondido", pelo medo do novo, pelo medo de decepcionar a mim mesma e àqueles que amo. Pela angústia de não saber se estou no caminho certo.

A verdade é que eu nunca saberei se fiz a escolha certa ou não. Mas é que eu sempre fui assim, eu sempre dei ouvidos ao que o meu coração me diz, eu sempre acreditei que se eu quisesse eu poderia mudar o mundo.

É difícil explicar pra vocês que a minha geração é a geração da mudança, e que não há nada de errado nisso. Em querer testar hipóteses, em descobrir as respostas a partir das próprias experiências, dos próprios erros.

Às vezes o medo nos cega, nos torna cômodos. Correr riscos não é pra qualquer um. O novo pode ser assustador, contudo, ele também pode ser reconfortante.

E por que não apostar no clichê: nunca é tarde para começar?

O mundo não é mais o mesmo de 50 anos atrás, onde nós mulheres não tínhamos espaço e nosso único lugar era cuidar da casa e do marido. Ainda há muito a ser conquistado, entretanto, as mulheres já ocupam lugares que antes eram inimagináveis.

A sociedade precisa entender que nem todas as mulheres serão "donas de casa", pelo menos não no sentido mais convencional do termo. Seremos donas de casa sim, mas a dona de casa moderna é aquela que está por aí, na universidade, na indústria, na chefia…

A gente tem medo de mudar, mas muitas vezes, é somente com uma grande mudança que alcançamos o nosso verdadeiro potencial.

Eu não deixei de amar a minha profissão, entretanto, isso não quer dizer que eu não possa buscar evoluir, me tornar melhor, como pessoa, como profissional.

Eu resolvi realizar um sonho antigo, que pra muitos pode parecer bobagem ou até mesmo loucura. E sim, talvez vocês estejam certos, mas é possível que a gente só vá descobrir isso no futuro.

O que vim dizer pra vocês hoje é:

Abrace a mudança! Não tenha medo de encarar o novo, por mais difícil que possa parecer!

Se desafie, confie no seu potencial Saia da zona de conforto! Se reinvente! 

E se por acaso as coisas não saírem como você planejou, está tudo bem! Cometer um erro não é a pior coisa do mundo. A ciência está aí pra comprovar que é somente com inúmeras tentativas que se pode descobrir algo novo, extraordinário!

Então se você tem vontade de mudar, não deixe que a opinião alheia te impeça de buscar o que te faz feliz. E se essa não é a sua vontade, está tudo bem também.


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A Prima Rica


Todos temos aquela prima que passa dos 30 e ainda não se casou. Sempre dedicada ao trabalho e aos estudos, ela segue seu caminho realizando sonhos sem ter muito tempo para construir família.
Algumas vezes, ela até é a "namoradeira" da família, e a cada novo relacionamento todos cruzam os dedos e pensam: agora vai! 
Mas então, por alguma razão desconhecida, ela aparece solteira outra vez e com planos de mudar de estado ou quem sabe até de país.
Ela sempre aguça a curiosidade de todos, é polêmica e intrigante, gosta de mexer com a mente dos que a rodeiam com postagens misteriosas nas redes sociais.
Às vezes ela até confessa que está na hora de "sossegar", que imagina os filhos correndo pela casa ou brincando no quintal com os primos. E quando menos esperam, lá vem ela com planos de fazer uma segunda graduação ou quem sabe um intercâmbio.
Ela é assim! Não porque ela não sabe o que quer, mas sim porque decidiu não sucumbir a pressão da sociedade. Por que mesmo que ela precisa casar? Por que ela não pode simplesmente realizar suas metas e depois dos 50 decidir adotar um casal de pequerruchos e amá-los com todo o seu coração.
Ela vai ser chamada de "a prima rica", aquela que mora no sul, e vive viajando. Outras vão chamá-la de louca, ou de encalhada, mas ela não vai se importar.
Ela fez suas escolhas e aprendeu a viver com elas. 
Não é porque ela não vai casar que ela não queira viver um amor. Ela é diferente, no modo de pensar e nas ações.
Ela escolheu viver, buscar seus sonhos, que não incluem o casamento como prioridade.
Ela será independente, majestosa.
E as outras primas vão ter que aprender a lidar com isso.




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

"Não pense em crise, trabalhe!"


Primeiramente, gostaria de dizer que não estou aqui para defender ou acusar ninguém.
Michel Temer não me representa, isso é óbvio. Todos os que me conhecem sabem minha visão sobre o "governo" dele.
Mas a questão que vamos abordar aqui hoje é o lema de governo de Temer: "Não pense em crise, trabalhe!".
Como todos vocês sabem, eu trabalho em Campo Grande, o centro comercial de Cariacica.
Esses últimos dois dias (segunda e terça), véspera do Dia das Crianças, Campo Grande estava superlotado, impossível de caminhar. A movimentação de pessoas era grande, lojas cheias e ônibus superlotados.
Em conversa com minha chefe e amiga Nara, após refletirmos sobre a situação de Campo Grande nesses últimos dias (fim da greve dos bancos, lojas cheias e ruas lotadas), chegamos a seguinte conclusão:
- Nesta mesma época, em 2015, foi quando a crise estourou e logo depois com o rompimento da barragem em Mariana, a situação estava muito critica aqui no estado e o poder de compra do capixaba caiu substancialmente.
- 2016 foi o ano do recomeço. Quem tinha que sair país já foi, e quem ficou arrumou um meio de driblar a falta de emprego na industria e outros setores.
- E todos nós sabemos o quanto brasileiro é festivo. Se o ano passado, o Dia das Crianças e o Natal passou "em branco" em muitas casas em Cariacica, acredito que o cenário em 2016 será diferente. Visto pela movimentação dos últimos dias em CG, enquanto em 2015 tínhamos lojas fechando a todo momento e ruas quase desertas. 2016 já está se mostrando totalmente diferente.
- Não creio que Temer tinha consciência de seu discurso "Não pense em crise, trabalhe!" daria certo, mas não podemos negar que a criatividade do brasileiro está fazendo a economia voltar a girar e isso pode fazer com que o Brasil consiga se reerguer.
E pra quem conhece Campo Grande, prepare-se para ruas tumultuadas e muitos esbarrões porque agora que o 12 de outubro se foi, vem aí o Natal.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O sonho de toda menina é casar!


É assim que funciona:
você nasce menina, e já nasce prometida a alguém, a algum filho de alguma amiga da sua mãe.
Você vai crescendo, começa a estudar. Faz vários amigos, meninos e meninas. E tem sempre aquele amiguinho que pode ser o seu primeiro amor.
Sua mãe e a mãe dele descobrem e logo começa a pressão:
- Quando crescerem, eles vão se casar!
- Ai que lindinho!
Você chega a adolescência e arruma o primeiro namorado. Logo a família toda fica sabendo e começam os planos:
- Ah, aos 20 anos eles vão se casar! Assim que ela terminar a faculdade!
Daí você passa dos 20, termina a faculdade, tem emprego fixo, já namorou um, dois, três; não é mais uma menininha, já sabe o que quer vida.
Mas a pressão continua, afinal, o sonho de toda menina é casar.
Mas e se o meu sonho for diferente, sociedade?
E se o meu sonho for a liberdade? A felicidade de ser independente? De ter minha própria casa? E cuidar de mim mesma?
Vai me excluir, sociedade?
O meu sonho de menina nunca foi casar. Meu sonho de menina sempre foi ser reconhecida pelo meu talento, pelas minhas qualidades.
Meu sonho de menina sempre foi ser dona de mim mesma.
Não critico quem sonhe em se casar, apenas penso que a sociedade poderia ser menos radical com quem sonha com satisfação pessoal e não depender de ninguém.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Vem aí 2016!



Vem aí 366 novas voltas.
366 oportunidades de fazer diferente, de reaprender, de recomeçar, de ser feliz.
366 chances de construir novas histórias, de trilhar novos caminhos, de realizar sonhos antigos ou vontades que acabaram de nascer.
366 dias para se redescobrir, se reinventar.
366 oportunidades de se amar um pouco mais para que o outro posso ver valor em te amar também.
366 chances de cair, de aprender com os próprios erros e ter forças para levantar a cabeça e tentar outra vez. Pois é errando que se acerta, não é mesmo?
366 dias para curtir a solidão. Sim, a solidão! É isso mesmo! Não a solidão que te deixa vazio, mas sim solidão que te ensina o autoconhecimento.
366 oportunidades de estar com as pessoas que ama. Reunir a família, rever os amigos, agregar mais pessoas ao seu círculo de amizades ou até mesmo remover aquelas que não te fazem bem.
366 chances de sorrir, de curtir um amanhecer ou um crepúsculo. De encher a cara e aprender com a ressaca que pegar leve também faz parte.
366 dias para se renovar, para amar, para odiar, para chorar e lavar a alma, para se emocionar ouvindo uma nova canção.
366 razões para fazer de 2016 um ano mágico. Não porque as datas mudaram, mais sim porque a sua atitude perante a vida mudou.
366 oportunidades de amadurecer, de crescer, de conquistar.
Vêm aí 2016.
E cada um de seus 366 dias, seja uma chance de torná-lo inesquecível.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

As escolhas de Tobi e seus efeitos - Segundo Jully


Uma breve análise de 4 discos e 2 apresentações no Wacken Open Air (WOA) - 2011 e 2014:

The Scarecrow, The Scarecrow part 1 (The Wicked Symphony) e The Scarecrow part 2 (Angel of Babylon) contra The Mystery of time.

Nos 3 primeiros, Tobias optou por um lineup composto por Jorn Lande, André Matos, Michael Kiske, Bob Catley, Amanda Somerville, Alice Cooper, Jon Oliva, Roy Khan, tendo como convidado especial Klaus Meine. Nas apresentações ao vivo contando com Kai Hansen como substituto imediato de Alice Cooper e Jon Oliva nas canções melodramáticas (Death Is Just a Feeling e The Toy Master), que na minha humilde opinião ficou dez vezes melhor que a versão de estúdio cantada por Cooper e Oliva.
Como vocal feminino a sempre-presente Amanda Somerville (substituta oficial de Sharon Den Adel, o vocal feminino das "Metal Operas").

Gostaria de abrir um parêntese aqui:
1) Se pegarmos a apresentação de 2008 do WOA que resultou no DVD "The Flying Opera" como parâmetro em relação a WOA 2011, a presença de Cloudy (em 2008) de um up nos vocais femininos, mesmo mantendo a Amanda como lead female vocal.
2) Mesmo gostando muito da Amanda, de sua presença de palco e sua intimidade com Tobi e Kiske; Amanda jamais será Sharon e os vocais femininos de Farewell não foram feitos para ela (Se você gostou do resultado, sorry pelo comentário). Estou pra dizer que Tarja Turunen seria uma melhor opção pra cantar Farewell ao vivo.

Voltando ao foco:
Para The Mystery of Time, Tobias trouxe de volta Cloudy para vocal feminino, deixou a Amanda na geladeira e compôs um lineup, diferente e inusitado, contando somente com Bob Catley e seu fiel escudeiro Michael Kiske, como vozes conhecidas e amadas do povo.
E neste ponto temos algumas questões para analisar com carinho.
The Mystery of Time chegou ao um nível totalmente diferente de álbum já produzido pelo Avantasia. Biff Byford grudou Invoke The Machine nas nossas cabeças, Cloudy mostrou a que veio em Sleepwalking. Creio que meu problema é com Eric Martin.
Nas versões de estúdio, ele deu uma nova "pegada" na voz do Tobi em What's Left of Me, mas nas apresentações ao vivo, ele detonou com o Avantasia, literalmente.
Acredito que a maior causa disso tenha sido seu nervosismo e o fato de não ter gravado as letras como deveria, já que cantou algumas das baladas presentes em "The Metal Operas". 
Outro detalhe importante é, que, assim como a Amanda, o timbre dele não combina com determinadas canções do Avantasia.

Ao meu ver, The Mystery of Time e WOA 2014, resultaram em insucesso pois, principalmente nas presentações ao vivo, Tobias, Amanda e Oliver tiveram que subir uma "oitava" a mais para acompanhar Eric Martin e Biff Byford pois o timbre deles é muito alto e em alguns momentos soaram desafinados (gritando, ao invés de cantar em uníssono como estamos acostumados a ver com a presença de Kiske, Matos e Lande nos vocais).
Acho que sou tradicionalista demais, confesso. Contudo, me decepcionou o modo como as canções-hino do Avantasia soaram em WOA 2014, não há como negar. Até o Tobias parecia estar fora de ritmo (todos nós sabemos que sua voz é muito mais "rasgada" ao vivo que no estúdio, mas algo está realmente fora do lugar).

Considerando todos esses fatos e os anúncios feitos por Tobias até o presente momento para o lineup do próximo álbum, me pergunto:

- O que podemos esperar de Ghostlights sabendo que Jorn Lande, Michael Kiske e Bob Catley estão na lista? Principalmente Jorn Lande!

Eu particularmente acredito que o Tobi vai fazer um lineup old school e colocar o Avantasia de volta na sua melhor forma.
Ghostlights pode ser o último álbum do Avantasia e mesmo não estando preparados para isso, devemos considerar tal possibilidade.
E digo mais, o Tobi ainda pode ser mais old school ainda a ponto de trazer André Matos de volta. Eu confesso que não ficaria totalmente surpresa se acontecesse.
Eu espero que Ghostlights consiga chegar num nível de profundidade maior que The Mystery of Time e que a tão falada apresentação de 3 horas seja um sucesso e que vire um DVD. *-----*
Teremos que aguardar até 2016 para saber como vai ser, mas estou com boas expectativas só pelo fato de saber que Lande está presente. Com ele no lineup, podemos esperar algo realmente ÉPICO.

Confira os vídeos das apresentações, abaixo:

Avantasia - At Wacken Open Air 2011 
(Michael Kiske, Bob Catley, Jorn Lande, Kai Hansen e Amanda Somerville)




Avantasia - Live at Wacken 2014
(Michael Kiske, Eric Martin, Bob Catley, Ronnie Atkins, Amanda Somerville e
Thomas Rettke)





segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conexões

E quando as conexões vão além do físico, o que fazer?
Como explicar todas as coisas que me ligam a você sem te aterrorizar?
É assustador! Eu sei! Também não consigo acreditar ou entender.
Como explicar que eu enfrentaria o mundo se fosse com você ao meu lado.
É irracional! A única justificativa plausível para tamanha devoção.
Se fosse somente o físico, seria mais fácil lidar, mais fácil resolver.
O problema é que você parece ser o meu encaixe perfeito, e eu que costumo ser muito hábil com as palavras ainda não encontrei um meio de dizer isso a você.
Todos os dias eu penso que estou ficando louca, que é tudo uma confusão da minha mente super fértil e que não deveria me importar ou me incomodar.
Então, eu passo a analisar os fatos de maneira isolada, cada característica parecida e contrária, o resultado é assustador:
- Até mesmo em nossas diferenças estamos conectados.
Será que existe mesmo uma lógica pra isso?
- Não! - respondo a mim mesma.
- Você está ficando louca Juliana, pare de "variar".
- Não vá meter os pés pelas mãos outra vez!
Mas a cada vez que nos conectamos de novo, eu tenho mais certeza que esse nosso " laço " não é em vão.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sobre relacionamentos saudáveis... e espaço

Esses dias, parei pra pensar a forma como eu vejo os relacionamentos e o que penso ser saudável neles ou não.
Percebi que, segundo a minha concepção, relacionamentos saudáveis precisam de espaço.
Aí você vai se perguntar:
- Do que você tá falando, sua louca? Como assim espaço?
Repito pra que você entenda:
- Todo relacionamento saudável, precisa de espaço.
Eu sou o tipo de pessoa na qual o ditado "não julgue o livro pela capa" se aplica muito bem.
Tenho aquele jeito de adolescente apaixonada, que é super melosa e chiclete, e que tá sempre com aquele brilho de amor no olhar.
Pois bem, é tudo fachada.
Sou romântica sim, carinhosa e até consigo ser meiga quando quero. Porém, por dentro, eu sou racional, calculista e pé no chão, do tipo que não fica no pé dos outros e nem cobrando nada. As pessoas sempre se surpreendem com esse fato.
Mas voltemos a questão do espaço.
Para mim, confiança e respeito são a base de tudo e onde existem esses dois, tudo pode ser arranjado e dialogado.
Acredito que o espaço seja necessário e saudável na vida de um casal porque nem sempre fazer tudo junto ou ser grudado demais é benéfico na vida a dois.
É importante não esquecer os amigos e sair com eles. Por que não?
E quando falo de sair com os amigos, não falo de encontro de casais e sim de você com suas bests e ele com os brothers dele.
Odeio esses casais que começam a namorar e esquecem que existe vida para além disso e só saem com outros casais.
E os velhos amigos? A amizade acaba só porque eles não estão em um relacionamento também?
Ter espaço e liberdade para sair com os amigos é fundamental.
Lembrando que ninguém aqui está falando de vale night. E sim de estar com pessoas que fazem parte da sua vida e não deveriam deixar de fazer só porque agora você namora.
Pense nisso e vá ver suas amigas, e não seja egoísta quando ele pedir pra ir tomar aquela cerveja com os brothers.
Dê um voto de confiança a si mesma e perceba que ele vai voltar inteirinho pra casa e morto de saudades da princesinha.

domingo, 24 de agosto de 2014

"É impossível impedir o destino!"

Esses dias me perguntaram:
- Você acredita em destino?
Automaticamente, respondi "sim, eu acredito!". Contudo, essa pergunta e consequentemente a minha resposta geraram uma discussão que me fez pensar no assunto.
Se pegarmos uma definição qualquer temos que:
"O destino é geralmente uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionados a uma possível ordem cósmica, (...) o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, da qual nada que existe pode escapar".
Sendo assim, todos somos predestinados a algo. Independentemente de nossas escolhas, toda a nossa vida já está traçada e qualquer caminho que escolhamos, uma hora ou outra nos levará a um único lugar: o nosso destino.
Se somos mesmo predestinados a viver uma situação, independente de querermos ou não, se realmente não temos escolhas, como justificar as voltas que o nosso mundo particular dá e as mudanças inesperadas em todas aquelas decisões que julgávamos como absolutas?
Só me vem uma justificativa em mente:
- Todas as escolhas que fazemos ao longo do caminho até nosso destino podem afetar apenas o tempo que levaremos para chegar até ele e não mudar o que de fato está previsto para acontecer.
Os Vikings me ensinaram a amar o destino, a acreditar que todos nós temos  um caminho que, na maioria das vezes não faz sentido algum, que não nos deixa feliz de imediato, que não somos capazes de aceitar ou entender. Porém, quando finalmente começa a dar certo, quando a sensatez nos encontra, e quando tudo é claro como águas cristalinas, o nosso destino revela aquilo que sempre desejamos.
Tudo tem um tempo certo para acontecer. O destino, às vezes, nos "prega peças" porque ainda não estamos prontos para viver determinados momentos. Mesmo que eles sejam o nosso maior desejo.
As coisas acontecem quando tem que acontecer e duram o quanto devem durar.
O destino existe para que a nossa vida tenha algum sentido, algum significado especial. Algo que possa render uma boa estória, seja ela uma comédia, um romance ou uma tragédia.
Tudo tem uma razão, nada acontece ao acaso. A vida faz parecer coincidência, mas tudo está traçado.
O destino sempre arruma um jeito de se concretizar.
"O destino é tudo! O destino governa! O destino é inexorável! É impossível impedir o destino!"

sábado, 29 de março de 2014

Verdades Ocultas

Se você soubesse o que se passa em minha mente,
se pudesse passar um dia preso no meu mundo,
com toda certeza diria que sou louca.
Todo mundo tem segredos.
Todo mundo tem algo a esconder.
Todo mundo tem segredos obscuros.
Passado, presente, o que se espera do futuro.
Nada disso importa.
E será que eu iria gostar de saber o que se passa em sua mente?
Eu te amaria mais?
Eu deixaria de gostar de você se eu conhecesse o seu verdadeiro eu? Aquele que só você mesmo conhece?
Será que você é tão verdadeiro assim como diz ser?
Será que tenho disfarçado bem todas as coisas que penso de ti?
Até que ponto a verdade pode ser ocultada?
Até que ponto a sinceridade total é acreditada?
Será que somos todos tão falsos a ponto de desacreditar o que é verdadeiro?
A loucura é só uma questão de perspectiva.
Quem pode dizer que não somos todos loucos? Todos sem razão?
Será que não existe mesmo uma máscara para cada momento?
Quem pode ser puro o bastante a ponto de ver por detrás de todas elas?
Eu sei que o seu maior medo é que todos descubram a sua obscuridade.
Que a luz mostre os seus segredos mais profundos.
Nada é o que parece ser! Nada é original!
Todos temos algo ao esconder.
Todos temos segredos.
Todos vivemos de aparências.
Todos vivemos para agradar.
Todos fingimos.
Todos mentimos.
Todos somos loucos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Paixões de TPM

TPM é mesmo uma síndrome complicada de se ter.
Como mulher, tenho autoridade suficiente para falar sobre o assunto.
Os sintomas são os mais variados possíveis: sono, dores de cabeça, ansiosidade, agressividade, sensibilidade, choro, entre outros.
O pior de todos os sintomas, é o que eu resolvi chamar de "paixões de TPM".
Sabe aquele momento no qual os seus olhos se abrem e começam a ver de forma diferente aquela pessoa que você geralmente menospreza, ou aquele seu amigo gay e no pior dos casos, aquela pessoa que está com você todos os dias e por estar tão próximo começa a chamar sua atenção do nada?
Então, uma dessas pessoas, é quem vai virar a sua paixão de TPM.
Sete dias ou, no máximo, duas semanas, completamente afim daquela pessoa que você nunca reparou. Pelo menos, não com os olhos do desejo.
É como estar sofrendo de uma embriaguez. A sua visão fica completamente desfocada, embaçada por essa nova paixão.
Pior do que a delícia da bebedeira, uma paixão de TPM é exatamente a ressaca. Uma completa dor de cabeça, com direito a náuseas.
Pode ocorrer de duas formas: 
1) A cada TPM um interessado diferente. (Não necessariamente, uma paixão a cada mês)
2) Um único interessado, que não necessariamente despertará o seu interesse todos os meses.
Vale lembrar que uma paixão de TPM sempre pode se repetir em diferentes/longos espaços de tempo.
É geralmente uma sensação estranha nos primeiros dois dias. Do terceiro dia em diante vem o deslumbramento, que pode durar o restante do período pré-menstrual ou na pior das hipóteses um mês inteiro.
Em determinados momentos é uma sensação maravilhosa, mas quando a sua visão finalmente volta ao normal, você dá graças a Deus por não ter tomado nenhuma iniciativa.
E pensamentos como:
- Nossa, onde eu estava com a cabeça?
- Ainda bem que eu fiquei na minha! Poderia ter acabado com uma amizade de anos!
- Nunca ia dar certo, a gente é diferente demais!
- Ele gosta da mesma fruta que eu. O que eu estava pensando?
- Era gatinho, mas não suporto quando ele abre a boca!
São pensamento tão frequentes que a gente pensa até que estava em uma especie de coma.
E então, vem uma nova TPM e com ela uma nova paixão. O ciclo se completa e volta ao ponto de partida.
E quando finalmente vem a "ressaca", você se pergunta quando isso vai parar, ou simplesmente não pode esperar para sentir a adrenalina da paixão se agitando em suas veias.




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amar é mesmo complicado

Amar é mesmo complicado.
Para uma pessoa tão confusa como eu, nem sempre é fácil fazer as pessoas entenderem como eu me sinto, ou de quem eu gosto. Sempre existe mais de um nome e isso deixa os outros atormentados.
Para evitar julgamentos, eu geralmente deixo pensarem que só existe um pensamento em minha mente.
Contudo, quando de repente  um novo nome surge na conversa o estranhamento na face do ouvinte é quase desconcertante.
Não, eu não sou problemática!
Qual é o problema em gostar de mais de um?
Por acaso é algum tipo de crime?
Bem, se a resposta for sim, estou encrencada.
Sim, eu vivo dizendo que não tenho mais coração. Essa é uma pequena mentira que eu conto a mim mesma todos os dias tentando evitar decepções.
Mas ao contrário do que eu digo, eu tenho um super coração, que é capaz de distribuir amor em quantidades absurdas e para mais de uma pessoa.
Pare de julgar o que você não se esforça para entender.
Eu não sou infiel, não tenho sangue frio o suficiente para isso. Eu apenas não consigo controlar todas essas emoções existentes em  mim.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conselheira amorosa? Eu?


Algumas semanas atrás, duas ou três talvez, estava conversando com meu primo adolescente Juninho e enquanto o assunto se desenrolava, surgiu o tópico "paqueras".
Não posso dizer que sou especialista no assunto, afinal todos vocês sabem o quanto eu sou meio desajeitada na hora de flertar com alguém e que geralmente a pessoa não me leva a sério. Apesar de ser tímida ao extremo, o meu lado cômico e na maior parte do tempo palhaço, disfarça bem a minha desabilidade em "dar cantadas" ou me insinuar para alguém.
Mesmo não sendo a rainha das paqueras, a gente tem sempre alguma dica que pode ajudar.
(Ao contrário do que dizem por aí, eu não sou a "pegadora" da família. Longe disso! Eu tenho meus "rolos" sim, mas quero deixar bem claro que não sou bem eu quem pega geral).
Pois então vamos ao que realmente interessa.
Essa minha eterna mania de analisar todas as situações e tentar ver o lado positivo de tudo, acabou me ajudando a criar certas estratégias na hora de paquerar, principalmente na minha adolescência.
(Devo ressaltar que não me considero uma "conselheira amorosa", ou pelo menos nunca pensei que a coisa pudesse ter chegado nesse nível e que eu merecesse tão generoso título).
Adolescência é realmente uma fase onde nem tudo te favorece, e mesmo assim, quem já passou por ela, sempre tem muitas estórias para contar.
Bem, eu considero que a minha melhor fase começou aos 14. Tudo era novo! Escola, novos amigos, novas descobertas e como não pode faltar novas decepções.
Quando se é adolescente, nem sempre as coisas saem do modo como planejamos, então não fique frustrado logo de primeira, sempre existe uma maneira de concertar as coisas.
(Eu particularmente, odeio fugir do plano. Mas cada um lida com as situações da maneira que melhor lhe convier. Geralmente quando eu saio do que foi planejado, a coisa dá errado. Mas essa sou eu).
Pais são geralmente os primeiros motivos dos planos darem errado, ou pelo menos, são os responsáveis pelas mudanças no plano.
É difícil paquerar quando se tem pais exigente e controladores, mas sempre existe um meio de contornar as proibições.
Não entrarei em detalhes sobre as minhas experiências, mas afirmo que, quando se tem pais controladores, nossa melhor aliada é a luz do dia.
Vocês devem estar se perguntando o motivo. Pois bem, quando você marca de dar uma volta com seus amigos as 3h da tarde, a maior preocupação dos seus pais será que você sofra de insolação. Já quando você sai a noite, a possibilidade de um atentado é maior (assaltos, sequestros, etc). Não que violência deixe de acontecer a luz do dia, mas pelo menos na minha época a incidência era menor.
Eu nunca fui fã dessa estória de sair com meninos do bairro. Então nunca sofri com as más línguas que poderiam me encontrar por aí com alguém.
Já saí com pessoas que moraram relativamente perto e como eu prévia, não foram experiências das quais eu queira me vangloriar. Os meninos dos outros bairros eram bem mais interessantes e menos estúpidos. É aquela velha história de que "a grama do vizinho é sempre mais verde que a sua" e era mesmo. Fora que, quando não se mora no mesmo bairro, a probabilidade se esbarrar no fim de tarde é menor e saudade sempre aumenta. E os telefonemas no fim de tarde eram sempre reconfortantes e reveladores.
(Detalhe (des)necessário: na minha época, poucos de nós tínhamos celulares, então a gente ligava pra casa da outra pessoa e era super engraçado quando a mãe ou a pai do gatinho atendia o telefone, era sempre motivo de muita zoação  O velho "tá namorando hein!" deixava muita gente sem graça. Às vezes acontecia o contrário também, de os meninos ligarem pra cá e minha mãe atender e querer saber quem era. O segredo era sempre se identificar como amigo).
No mais, a gente sempre arruma um jeitinho pra tentar ser bem sucedido na paquera. Às vezes, dá certo, outras não.
Eu até poderia dar mais conselhos, mas isso envolveria outras histórias de minha adolescência que eu gostaria de guardar para mim mesma.
O básico é isso.
Não adianta querer pedir pra vocês relaxarem, porque eu continuo tendo o mesmo frio na barriga de sempre.
Atenção e carinho é sempre importante. Vocês homens já devem ter percebido como nós mulheres gostamos de ser ouvidas.
O que eu posso recomendar é aproveitar o melhor que os momentos podem proporcionar.
E meninos:
Existem muitas meninas tímidas por aí, que geralmente sabem conversar muito bem com os garotos, e de forma alguma você diria que ela é tímida. Tenham calma e paciência. E não desistam se no primeiro encontro rolar apenas um "selinho". Lembre-se que esse foi um passo enorme para ela. Ela é super tímida e respeitar as etapas sempre garante uma boa recompensa no final.
Eu não acredito nessa história de que sei mesmo aconselhar, mas espero que tenha algum valor e sentido o que eu disse aqui hoje. 
Quem sabe eu volte a dar mais dicas algum dia.


OBS: Postagem dedicada ao Juninho.
Espero que ajude.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Superficialidades

O que tem acontecido com os casais ultimamente?
Quando os observo, os sinto tão superficiais.
O tão dito amor que eles dizem sentir, para mim parece mais conveniência:
"Eu estou com você porque você tem algo a me oferecer",
e quando digo isso, não me refiro a carinho, cumplicidade, entrega. Me refiro a bens materiais, a literalmente coisas que sua companhia pode me proporcionar.
É assim que tenho visto os casais que observo.
Já não existe mais o sentimento, é tudo um grande baile de máscaras,  fotos no facebook e menções no twitter.
E sim, eu sei que haverá aqueles que me chamarão de amargurada, seca e sem coração. Ao contrário do que pensam, eu amo sim.
Como já afirmei muitas vezes: "um jeito torto e errado de amar".
O que me incomoda é a falta de comprometimento verdadeiro.
A ausência dos olhares cúmplices que são capazes de desnudar a alma e traduzir aquilo que as palavras não podem dizer.
Me incomoda as "aparências", a necessidade que as pessoas tem de mostrar aquilo que na verdade não existe.
Eu não nasci para viver de imagens! Eu não me contento com metades.
Eu acho que sempre "quebro a cara" exatamente por não saber viver meu sentimentos pela metade.
Eu não sei ser superficial e exijo sempre, no mínimo, que a minha intensidade seja correspondida.
Eu tenho consciência de que não posso moldar ninguém, apesar de nunca desistir de tentar.
Então para mim, se não pode ser INTEIRO, é melhor que não seja.
Quem me conhece sabe que, por tudo o que já vivi e experienciei, eu não acredito mais no amor.
Todos sabem que nunca pensei em me casar e com toda essa superficialidade que tenho visto, está ideia continua firme em minha mente.
Mesmo amando tão intensamente o Tico, ou tendo sofrido e aprendido a viver com as consequências de meu maior trauma, mesmo quando era uma adolescente apaixonada, Diego me fez desistir da ideia de casar.
Isso não quer dizer que eu não queira um amor verdadeiro, que possa "preencher o vazio que habita em meu peito", contudo, se não for completo, não me basta.
Sei que é prepotência demais querer dedicação exclusiva, mas se não for para ser meu, então me deixe no meu canto, que eu tô muito bem sozinha.
E não, eu não sou aquele tipo de pessoa que vive desesperada por companhia masculina.
Como diria Marjorie:
"Eu vivo bem com a solidão".
Não posso negar que algumas raras vezes pode ser estressante, mas de 28 dos 30 dias do mês, eu fico em paz.
Eu me conheço bem e sei o que são necessidades urgentes e o que pode esperar.
Não pensem que sou uma pessoa seca, ignorante. Eu apenas não suporto falsidade e tenho certa aversão a gente "chiclete".
Eu sempre me vejo como um pássaro livre que não quer saber de amarras.
O meu espaço é algo que prezo muito, alguém uma vez me ensinou a me relacionar com as pessoas assim e eu meio que adotei como estilo de vida.
Não é que eu não sinta saudades das pessoas, eu só não gosto de incomodar.
Já me acostumei a resolver minhas "coisas" do meu jeito, sem querer atrapalhar ninguém.
Então não se espantem quando eu disser que não quero mais me envolver, que tô "fora do mercado" ou coisas do gênero.
Eu realmente estou cansada do que tenho visto.
E tenho certeza que tem gente que vai dizer que é despeito meu por conta de todas as coisas que aconteceram nos últimos meses.
Na boa, nunca me senti tão feliz. Juro que não tenho ciúmes de nenhum deles (Não vou citar nomes porque realmente não tem necessidade).
E só pra constar, entrei de cabeça em uma nova fase da minha vida.
Resolvi não me inquietar mais por aquilo que não tem razão, e vejo que isso já está fazendo uma diferença enorme.

terça-feira, 14 de junho de 2011

14 de Junho de 2005

I) Introdução e Justificativa


Existem inúmeras maneiras de lidar com os conflitos internos que nunca deixam a mente de uma pessoa quieta. Levemos em consideração os seguintes perfis:
1)Pessoas com predisposição a aceitar ajuda médica, procuram um analista.
2)Pessoas bem resolvidas, passam por um rápido processo de recuperação chamado: "Cai, Levantei e Segui em Frente".
3)Pessoas reservistas, guardam seus dilemas para si mesmas, ou ainda, contam para seus diários, ou simplesmente passam anos "martelando" possíveis soluções para tais dilemas.
4)Pessoas reservistas e com mania de utilizarem a escrita como meio de extravasar suas frustrações, escrevem livros, teses e antíteses sobre como lidar com os problemas relacionados a decepções.
É difícil dizer em qual desses perfis eu me encaixo, mas creio que optaria por classificar-me entre 3 e 4, sendo 4, o que mais encaixaria com o modo com o qual lido com determinadas situações.
Meu objetivo aqui é expressar-me sobre algo que ainda vaga pela minha mente. Datas que são impossíveis de serem esquecidas pelo simples fato de marcarem uma época em que eu era uma pessoa diferente e minha visão de perfeição também diferia do que é agora.


II) Teoria da Repetição Indevida, Causadora de Danos Irreparáveis


Uma vez no Inferno, não há uma maneira existente de livrar-se dele.
Quando dizem que um ciclo sempre se repetirá, não importando a distancia no tempo e no espaço que precise percorrer para que isso aconteça, não estão de "gozação com a sua cara".
Eu jamais imaginava na minha vida poder um dia afirmar que eu vivi o que denominamos em inglês: Revival.
De acordo com O Dicionário pode definir revival como:
→ Ressurgência de um estado de espírito do passado.
Indo além do significado já atribuído a palavra, definirei revival como:
→ Seqüência de datas distintas, que podem repetir-se em diferentes anos, porém nos mesmos dias da semana.
Ex: 14 de Junho de 2005 (Terça-feira) = 14 de Junho de 2011 (Terça-feira).
Existem datas na vida das pessoas que marcam sua existência por alguma razão. Se o ocorrido neste determinado dia foi um fato "positivo", será lembrado por quem sofreu a ação como algo bom.
Se o ocorrido neste dia foi um fato "negativo", será também lembrado como tal.
Em tese, esta teoria se aplica de forma inquestionável. Contudo, na pratica, tudo depende das conseqüências impostas por tais fatos, tudo depende do desfecho de cada situação.
Se a situação analisada tem uma final coerente com as expectativas dos praticantes da ação, logo as conseqüências não causaram nenhum dano a quem se lembra da data do fato ocorrido. Entretanto, se o que acontece é o inverso, se o desfecho da situação não corresponde às expectativas, logo as conseqüências da memória de tal data, causarão a quem recorda, danos irreparáveis.


III) Deveria o cérebro ter um dispositivo que permitisse ao seu "administrador" uma formatação completa dos dados?


Ao menor sinal de que um "revival" está próximo de acontecer, o cérebro deveria disponibilizar ao seu "administrador" um dispositivo que permitisse a formatação completa dos dados, a fim de que o "administrador" pudesse evitar possíveis situações de conflito com si próprio em vista da memória de determinado fato.
O que acontece na verdade é que o cérebro não possui um "administrador" e sim, é ele o responsável pelo comando das ações, reações, emoções, dilemas de um indivíduo.
Seria portanto necessário criar maneiras com as quais os indivíduos pudessem burlar estes sistemas e tornarem-se eles os "comandantes" de suas reações principalmente e não o cérebro.


IV) Considerações Finais


Todo esse papo sobre datas, revivals, quem comanda o cérebro ou quem é comandado por ele; é na verdade, um disfarce para algo que vai além da compreensão superficial.
Aquele velho papo de:
"Só conhece a dor quem a sente".
"Só eu sei o que eu passei".
"Há coisas que nem o tempo é capaz de apagar".
O que quero dizer com tudo isso é que:
2011, assim como 2010, é o ano de minha ruína, só que na parte II do processo.
2010 é exatamente igual em datas a 2004, sendo 2011 proporcional a 2005.
14 de Junho 2005, foi o dia do recomeçar.  O dia em que sentei naquele banco na praça e dialogamos sobre o que fazer.
O dia em que decisões, que mudaram o curso dos fatos, foram tomadas e aceitas por ambas as partes que as discutiram.
14 de Junho é só um dia depois de 13 de Junho; outro dia que jamais será apagado do livro de minhas memórias. Sejam as conseqüências/marcas, de tudo o que foi vivido, boas ou ruins.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sobre: Taras, preferências e um pouco de Genética


Antes de qualquer coisa, devo alertá-los que este post trata de inquietações pessoais e peculiares, que muito me incomodam.
Devo dizer também que, o assunto tratado aqui pode desencadear uma dissertação de mestrado, uma tese  de doutorado e até mesmo de PHD.
Sempre que me perguntam:
- Qual é a parte do corpo masculino que você olha primeiro? A que mais te atrai?
Eu respondo:
- Depois do rosto (olhos, boca e nariz principalmente), eu olho as panturrilhas.
Daí, muitos reagem com estranheza:
- As panturrilhas? Por que?
Logo começo a minha "palestra" sobre genética e sensualidade da seguinte forma, explicando a teoria da genética perfeita com base na análise da configuração da panturrilha.
É algo mais ou menos assim:
- Homem com panturrilha grossa e bem definida é um homem completo.
- Tem pernas esculturais, tornozelos arredondados e bonitos, unhas dos pés "quadradas", uma planta do pé "perfeita", tem coxas grossas e bumbum grande; tem ombros largos e um tórax que sem muito esforço pode ser delineado, um rosto que está entre o redondo e o quadrado e a cabeça não destoa de todo o resto do conjunto.
- Faça um teste. Comece a observar um homem debaixo para cima e você vai ver como estou certa. Não se deixe levar pela parte superior, a inferior tem sempre muito mais a dizer.
Depois desta longa explicação, muitos me confessaram que começaram a reparar se essa minha descrição procedia e me disseram que as configurações de fato se encaixam.
É claro que sempre digo a todos que essa teoria, se pudermos chamar assim, não surgiu do nada. Foram anos e mais anos de observação que me fizeram chegar a essas conclusões.
É muito fácil montar um esquema do padrão. Ele segue sempre a mesma ordem, e precisa ter sempre por primeiro elemento de análise as panturrilhas.
Quem segue essa ordem sempre se espanta com o resultado.
Veja abaixo o esquema:

Panturrilha → coxas → bumbum → ombros → rosto.

E se fôssemos  listar adjetivos que classificariam essa ordem, eles seguiriam o seguinte esquema:

Grossas → grossas → grande → largos → bem definido.

Não há erro! Quem já fez o teste, comprovou.
Então não se espante quando me "pegar" olhando para as pernas de alguém.
Eu confesso:
- Eu tenho tara por panturrilhas! É algo que foge ao meu controle.
E não é qualquer um que tem panturrilhas bonitas, isso não é algo que se pode adquirir com anos de malhação.
Panturrilhas com predisposição a serem bem definidas é algo que é herdado, é "receita de família".
Isso é genética da mais pura qualidade.
É a parte do corpo do homem que me diz tudo sobre a genética dele, me diz se ele é um bom candidato a pai dos meus filhos ou não.
É a parte do corpo do homem que me desperta o interesse de saber como é todo o resto.
É um dos lugares dos quais eu sempre quero arrancar um pedaço "no dente".
É a minha tara.
Eu vou perder 5 segundos olhando para o rosto de um homem e pelo menos 15 segundos olhando, admirando e comprovando a minha teoria quando olhar para as pernas dele.

OBS: A espessura da panturrilha é adaptável ao tipo de corpo que se tem, ela não destoa de todo o resto. Um homem magro não terá panturrilhas excessivamente grossas, mas elas de certa forma não serão extremamente finas, serão proporcionais ao corpo de tal indivíduo.

[26/05/2011]

segunda-feira, 21 de março de 2011

Terças-feiras

Agosto de 2004


O despertador toca às 5h30 da manhã, dia de aula, 2º ano E (diga-se de passagem a melhor turma).
Abro meus olhos, faço uma oração, rolo da cama (eu tenho mania de fazer isso), começam os desastres.
1) Rolei da cama e quando fui olhar como tava a rua, da janela, bati com o joelho na gaveta que estava aberta.
2) Não bastando isso, bati com o dedinho do pé direito na beirada da cama (contí todos os palavrões possíveis).
Tomei banho, fui a padaria, tomei café, meus remédios (nessa época, eu tomava-os pela manhã), fui pro ponto esperar o ESCOLAR.
O ônibus passava por volta das 6h40. Chegávamos a escola, pontualmente às 7h.
Eu sempre chegava na escola "pilhada", animação total.
Tinha começado a fazer uso daqueles medicamentos fazia pouco tempo.
[PS: Pra quem não sabe, eu tenho esclerodermia localizada no joelho esquerdo (ou seja, eu só tenho UM joelho que presta), já fiz cirurgia e graças a Deus e a equipe do Dr. Cícero Ricardo Gomes e do Dr. Álvaro Massao Nomura da Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor - Brasília DF, eu sou uma pessoa normal. Tenho que tomar esses medicamentos para evitar complicações no meu quadro clínico)].
Por volta das 7h20 era sempre fatal... O sono me dominava, eu não conseguia ficar de olhos abertos.
Dormia a primeira e a segunda aula, depois tudo voltava ao normal.
Com o passar do tempo, parei de tomar essas "porcarias" pela manhã (eu odeio tomar remédio #fato!), mas o efeito nunca mais passou. O estrago já estava feito.
E toda semana é sempre a mesma coisa, tem sempre um dia que solto as famosas frases:
"Meu cérebro não funciona hoje."
"Esse dia é o pior dia da semana."
"Dá um desconto, hoje eu não tô normal."
É sempre assim, é o pior dia da semana pra mim.
Eu não consigo pensar, eu sobrevivo porque alguém toma conta de mim.
Eu sou a pessoa mais lerda do mundo nesse dia.
Eu durmo de olhos abertos e fico viajando o tempo todo. Meu desvio de atenção fica mais que aguçado.
São as malditas Terças-feiras.

domingo, 13 de março de 2011

Meu Coração Tem Dois Amores!

É chato, e sempre me deixa muito sem paciência, responder a pergunta:
- Pra que time você torce?
Me diz por favor, quem na Terra e por que, inventaram que não se pode torcer para dois times?
E o pior:
- Por que acreditar que quem torce por dois times não tem amor por nenhum? Que torcedor que é torcedor ama um time só?
Digo e repito:
- Amar dois times é possível sim. E de maneira muito intensa.
E eu sou a prova viva de que essa estória de "quem ama dois, ama meio" é balela. É mito!
Sou Flamenguista, com muito orgulho, amor, paixão e fervor desde os 7 anos de idade.
Minha história com o Flamengo começou de uma maneira muito inusitada, quando eu conto é sempre motivo de muitas risadas.
Uma aposta mudou a minha vida por completo. E eu aderi ao Flamengo assim como diz o hino:
"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo... Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer".
Daquele dia em diante, o Flamengo passou a ser minha vida.
Mas ele não é a minha única paixão.
Eu também amo o Grêmio. 
Essa paixão começou por volta dos meus 10 anos de idade.
Sempre fui fascinada com o Rio Grande do Sul. Costumo dizer que sou gaúcha de coração. E não é segredo para ninguém que minha cor favorita é azul. De primeira eu apaixonei pela camisa do Grêmio.
Minha curiosidade despertou em mim a paixão pela história do clube e eu me apaixonei por completo.
E como diz o hino:
"Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver".
Gauchão, Libertadores, Sul Americana.
E hoje, sou julgada por ter um coração enorme que consegue abrigar uma paixão tão grande e tão forte por dois times tão distintos, que estão constantemente se enfrentando.
Aquela final do Brasileiro em 2009 quase me causou um infarto. Eu não sabia se chorava ou se ria. Meu coração tava a mil e quase quebrei a TV umas 100 vezes pelo menos.
Fiquei imensamente feliz com a vitória do Mengão. Sai cantando o Hino do Flamengo igual louca pela casa e fui ver a carreata que passou aqui na rua.
É claro que também fiquei com o coração apertado pela derrota do Grêmio, e muito puta com as especulações de que o Grêmio "abriu as pernas" pro Flamengo para não entregar o título ao Internacional.
Mas me conformei e mais uma vez constatei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo.
O que quero dizer com tudo isso é que:
- Não importa o que os outros pensem, eu não devo satisfação a ninguém. Amo o Grêmio e o Flamengo com a mesma intensidade. Torço e vibro por ambos com o mesmo fervor.
- Meu coração bate forte pelo dois. Então não me chame de "vira folha".
- Antes de me julgar, vai tratar de pensar melhor na dedicação que você tem para com o seu time e me deixa com os meus, que eu tô muito bem com eles.
No meu coração não é Flamengo vs. Grêmio e sim ambos dividindo o mesmo espaço e me dando muitas alegrias e às vezes algumas dores de cabeça.
Mas, uma coisa é certa:
- O bem que eles me fazem nenhum outro poderia fazer!

sábado, 12 de março de 2011

Conflitos Internos

Pequena introdução:
Este texto foi escrito em 19/09/2004. Fala sobre alguns de meus questionamentos e inconformidades a cerca da religião. Assunto delicado e difícil de tratar.
Tenho fascínio pela Idade Média e meu assunto chave é Inquisição. Como sabem não sou historiadora, mas faço pesquisas sobre o assunto e posso dizer que tenho um conhecimento simplório sobre a temática, contudo este conhecimento (e sede de pesquisar e aprofundar-me no assunto) faz com que eu tenha certa segurança de falar sobre o assunto.
Acredito em Deus, não duvidem disso. Todavia, existem questões a cerca do Cristianismo e principalmente o Catolicismo que me deixam extremamente intrigada.
Não vou discutir todas as minhas inquietações agora, mas falarei sobre algumas delas no momento.
Além da Inquisição, a vida de Cristo e os mistérios em torno do Graal são assuntos que muito me interessam.
Então creio que este texto é um pontapé inicial. O momento em que estas inquietações pulsavam dentro de mim e me impulsionaram a ir em busca de mais informação.
É um texto muito simples, então não esperem muito dele. Como disse, foi escrito na época em que a paixão pela História aflorou de forma impactante.
O título original do texto é: Uma Revelação de Rebeldia (Revolta)
Obs: Por se tratar de um texto escrito 7 anos atrás, adianto que sofreu pequenas modificações e adaptações.


Há alguns meses atrás, comecei a me sentir diferente.
Não conseguia mais aceitar o que estava acontecendo a minha volta.
Comecei a enxergar as coisas de maneira diferente, não podia mais acreditar no que ouvia desde o momento em que nasci.
Minha vida tomou um novo rumo, eu me rebelei.
Sei que muitas pessoas não me entenderão, mas finalmente eu consegui compreender o que todos nós estamos fazendo aqui na Terra.
Nós somos o próprio Reino de Deus.
E é por este motivo que se inicia dentro de mim esta revolta.
Como posso acreditar em uma Igreja que se diz a casa de Deus, se esta mesma Igreja é ostentada de luxo e riqueza?
Como acreditaria em uma Igreja que ensina o perdão, se esta mesma Igreja foi capaz de matar milhões de pessoas por acreditar que estas seriam hereges?
Como acreditar que Jesus Cristo, "o filho de Deus", foi santo, se a própria Igreja que o denomina como tal escondeu 20 anos de sua vida? O que teria acontecido nesses 20 anos para que a Igreja não os revelasse a todos nós?
Essas são algumas de muitas perguntas que a Igreja não nos responde.
A Igreja que escondeu os possíveis 35 evangelhos escritos pelas pessoas que viveram com Jesus Cristo.
A Igreja que julgou heresia os manuscritos que teriam sido escritos pelo próprio Jesus, encontrados em uma caverna nas proximidades de Jerusalém.
Por que a Igreja os escondeu? O que ela temia afinal? Será que estes manuscritos acabariam com todo o seu poder? Estaria a Igreja com medo de perder a sua soberania?
Será que a Igreja que prega o Reino de Deus estaria preparada para compreender o verdadeiro significado do Reino Celestial que Jesus pregava?
Porque o próprio Jesus em suas palavras dizia que:
"O Reino de Deus está dentro de você e em tudo a seu redor. Não em um pedaço de madeira e nem em um pedaço de pedra.
Corte uma lasca de madeira e ali estarei. Levante uma pedra e me encontrarás".
Será que a Igreja entenderia este, que supostamente seria, o primeiro versículo do evangelho de Jesus Cristo?
Será que ela não estaria temendo que se a sociedade começasse a entender o verdadeiro projeto de Deus para a humanidade não existiriam mais os templos?
Porque se a pessoas deixassem de serem "manipuladas" pela Igreja, ela perderia por completo sua estrutura, sua base social, que estes desde os tempos primeiros.
Porque a Igreja em si, é a instituição que consegue manipular seus seguidores.
É uma instituição de poder, de controle.
Muitos dizem que os erros do passado não influenciam o presente.
Eu creio que o passado inescrupuloso da Igreja pode e está influenciando a Igreja atual. Impedindo-a de caminhar rumo a união, ao ecumênico. E sim trazendo de volta a perseguição, a dúvida, a revolta.
Existem segredos que se revelados podem acabar com toda a fachada pintada pela Igreja para a sociedade.
O mistério de Maria Madalena, por exemplo, e a sua relação com Jesus é algo que a ciência comprova, a Igreja omite e a sociedade não tem conhecimento sobre a tal.
Uma Igreja assim não nos faz compreender os projetos de Deus em nossa vida.
Devemos mudar, entender e inspirar-se somente em Jesus Cristo, em suas palavras, que por conseqüência não temos acesso, para mudar esta imagem de corrupção presente na Igreja no mundo.