quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Minha nova vida

Depois que deixei meu lar e me estabeleci aqui, tudo mudou.
Viver por minha conta, andar com minhas próprias pernas foi tudo o que sempre quis, contudo confesso que não é fácil.
O que mais me incomoda é a saudade dos que lá deixei.
Já conheci algumas pessoas aqui, mas ainda não tenho com quem compartilhar minhas angustias ou até mesmo minhas besteiras.
Recebi e-mails de alguns amigos. Ainda não tive coragem para responder. Todos me perguntam como estou, porque parti e como sempre: onde estou?
Como me fazem falta todos eles. Mas não há como voltar atrás, aqui estou e aqui vou ficar.
Um dia voltarei, e espero que todos possam me perdoar.
Viver aqui não é de todo ruim.
O clima não é quente como o capixaba.
Aqui quase sempre faz frio. Não chove muito como em São Paulo, mas é sempre bom ter um guarda-chuva na bolsa.
Minha casa é bem simples.
No térreo (para me poupar esforço, é claro). Um quarto, escritório, sala de estar, cozinha conjugada, área de serviço, banheiro e o melhor de tudo: um jardim.
Confesso que não tenho muito tempo para cuidar dele, mas nos fins de semana, dedico parte do meu tempo a ele. (Tô pensando com contratar alguém para me dar umas dicas)
Eu adoro plantas, mas nunca cuidei delas.
Eu me sinto bem aqui.
Tenho um trabalho, uma casa, alguns colegas.
É lógico que não é a mesma coisa de estar em casa, mas essa minha nova vida, minha casa, me fazem feliz.
Ainda não conheço muitos lugares aqui, mas como eu disse passo parte dos meus fins de semana no jardim.
Tem uma praça aqui perto, e os colegas de trabalho me disseram que tem um parque aqui perto, mas ainda não tive oportunidade de ir até lá. Quem sabe eu não vá no próximo fim de semana.
Me sinto em paz aqui.
E tudo o que tenho a dizer é que:
- Minha nova vida me faz muito bem. O que mais me faz falta são meus pais e meus amigos. Mas vivo bem aqui, não se preocupem.
-Vou seguir meu caminho, vou viver.


Precedido por: 
Malas prontas, é hora de partir!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Eu costumava dominar o mundo

Houve um tempo onde tudo era paz.
Os pássaros cantavam livremente pelos campos.
As flores não desabrochavam apenas na Primavera e as folhas não caiam no Outono.
Tudo era belo, não existia perfeição, contudo a harmonia reinava em todos os lugares do meu Reino.
Vizinhos partilhavam de tudo. Crianças brincavam pelas ruas, sem medo de serem crianças.
Os pais amavam seus filhos com todo o coração.
Os filhos tinham nos pais um espelho, um exemplo de dignidade e comportamento.
Neste Reino não havia guerras. Não existiam armas porque não era necessário lutar.
Rios, lagos, cachoeiras, mares e oceanos eram fontes inesgotáveis de vida e saúde.
Vivia-se bem e não havia doenças, epidemias ou qualquer outro mal que pudesse prejudicar a VIDA.
Era o tempo no qual eu costumava dominar o mundo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu ODEIO Mentiras!

Um dos maiores traumas que tenho na vida e a razão pela qual eu digo que no meu peito tem um bloco de gelo e não um coração, vem do que vou dizer a seguir.
Existem três coisas no mundo que realmente me deixam irritada:
1)Mentiras.
2)Pessoas Falsas.
3)Perguntas Idiotas.
Já disse isso mais de uma vez e não vou me cansar nunca de repetir:
- Eu tenho olhos para VER.
- Será que custa entender isso?
- Não sou idiota e não durmo no ponto. Pode até me enganar por um mês, dois, três... um ano, contudo, eu sempre vou descobrir a verdade por trás dos fatos.

Mentiras pra mim são a PIOR espécie de traição que pode existir na face da Terra.
Dói muito mais do que ser chamada de "corna" em rede nacional.
Tem horas que até penso:
"Me põe um chifre, mas não mente pra mim. Isso dói demais"
Enganar alguém é algo que não sei fazer, mas parece que as pessoas que convivem comigo não tem medo de cometer esse erro.
Até meu melhor amigo já caiu na besteira de fazer isso. Pagou um preço caríssimo por isso e aprendeu a lição.
Ninguém consegue me enganar. Pode parecer prepotência minha dizer isso, mas na verdade não é.
Eu posso levar muito tempo, mas sempre descubro a verdade. E são nessas horas que as minhas armas de defesa entram em ação.
Sou humana e confesso que minha primeira reação é sempre o desejo de matar. O segundo passo é sempre a vingança (sim, eu sou um ser que sempre pensa em se vingar, mas sempre me controlo e passo para o próximo passo). Todavia o terceiro é o meu favorito e o que funciona melhor, porque é o que deixa a marca mais profunda e dolorida: o DESPREZO.
Esse sim é o meu favorito.
Aquele que faço com muito gosto.
É claro que como ser humano, eu sempre me arrependo depois de um tempo de me sentir tão bem praticando tal ato. Mas no primeiro momento, aquele no qual eu tenho que colocar a raiva pra fora, eu me sinto muito SATISFEITA.
E o que me tornou essa pessoa que se vinga através do desprezo, principalmente, foi uma mentira.
Uma pequena mentira que aos poucos se tornou uma bola de neve e logo não havia mais como voltar atrás.
Alguém em quem eu confiei demais, dei todo o meu amor durante DOIS (maravilhosos e turbulentos) anos, me traiu da pior maneira possível: mentiu pra mim.
Eu poderia suportar qualquer coisa.
Poderia suportar que essa pessoa dissesse na minha cara:
- Eu não te amo mais, não te quero, pra mim acabou!
- Eu tenho outra pessoa e ela é mais importante para mim que você.
- Não adianta insistir no que não dá mais certo.

Juro que doeria menos se fosse assim. Contudo, para minha infelicidade não foi.
Juro que se esse alguém dissesse na minha cara: Você é uma "corna". Eu iria suportar tudo de cabeça erguida e sobreviver.
Mas esse alguém preferiu mentir. Preferiu enganar. Jogar fora tudo que eu o havia dado de presente. E tudo de mais precioso que eu tinha: meu CORAÇÃO.
Quem me conhece, sabe que eu vivo dizendo:
- Não posso amar de verdade, não posso me entregar, não tenho um coração pra oferecer a ninguém.
Muitos se assustam, outros dizem que não deveria pensar dessa maneira, mas é isso que sou: alguém que não tem coração, que não pode amar. Que espera que alguém tenha a coragem de confiar o coração nas minhas mãos, para que eu possa cuidar dele com todo carinho.
E tudo isso por causa de uma mentira.
Muitos não acreditam quando eu digo, mas a primeira mentira foi descoberta no momento em que estava sendo contada. (Já disse, eu tenho olhos pra VER).
Que ódio eu senti naquele momento. Será que o idiota não podia lembrar que eu estaria sempre por perto? (Não éramos vizinhos, mas eu morava praticamente ao lado).
Essa foi a primeira vez que a máscara caiu. Dali em diante, começou a enchente. E nível das mentiras só ia se elevando. (Não darei detalhes do que aconteceu, até porque esse não é meu propósito hoje, e na verdade, isso está no passado e lá deve ficar. Contudo devo dizer que essa foi a maior decepção, alias, eu deveria dizer TRAIÇÃO que sofri na vida).
A cara de pau foi tanta que chegou um momento em que eu realmente queria por todas as cartas na mesa, e esfregar na cara da pessoa que eu já sabia de toda a verdade. (Juro que ainda quero uma explicação. E percebo que esse alguém também quer se explicar). Infelizmente não deu tempo. A raiva subiu a cabeça de ambos e a discussão foi fervorosa e com algumas dúzias de palavras tudo se desfez.
Eu tenho plena consciência do arrependimento dessa pessoa. Sei que ela jamais passaria por cima do próprio orgulho e me procuraria. Assim como eu também nunca vou procurá-la.
Aquela velha história: de quem só me faz mal, eu quero distância.
Mentir, pra mim é golpe mais que baixo. Todos que tentaram nunca foram bem sucedidos.
Eu tenho faro de LOBO pra descobrir falcatruas.
E nem adianta querer se arrepender depois, recuperar minha confiança não é algo fácil.
Me põe de cara com um prato de 'fígado de boi', mas não tenta me enganar.
Eu sou do tipo que nunca fala o que me chateia de primeira. Então tudo mundo pensa que pode pisar em mim. E os três erros mais comuns que cometem ao me julgar pelo que vêem são:
ERRO 1: Ela é uma boba.
ERRO 2: Tem sangue de barata coitada.
ERRO 3: Não sabe se defender, essa é mole de enganar.
Não sou boba. (Meu lado reservista me impede de ficar rebatendo coisas em uma discussão, então às vezes me calo e deixo quem ta discutindo comigo me descascar).
Não tenho sangue de barata. (Eu posso não fazer nada na hora que me ofendem, mas quando a resposta sair, vai doer mais que uma facada no rim).
Sei me defender e ninguém me engana. (O que mais dói em uma briga comigo, é saber que eu guardei as coisas tempo o suficiente para ter excelentes verdades pra jogar na cara de quem tá discutindo comigo. Eu tiro coisas do baú que as pessoas nem lembravam existir. E isso machuca. E são nesses momentos que minha vingança é doce como chocolate branco).
Eu odeio mentiras com todo o meu 'bloco de gelo' (sim, eu não tenho coração, não se esqueça disso).
É algo inaceitável pra mim.
É traição de milionésimo grau.
Pensa bem, antes de tentar.
Vai estar comprando sua passagem pro Inferno.
Então se você ainda pensa em ter um lugar no céu, preserve a verdade quando for se relacionar comigo, não importa a origem dessa relação: amizade, namoro, caso, rolo, etc.
Não tenho paciência pra esse tipo de coisa e juro que não poupo esforços em retribuir de uma maneira muito "simpática" a essa "boa ação".
Fica a dica.



PS: Vocês devem estar se perguntando por que eu mencionei o prato de 'fígado de boi'.
Eu tenho vertigem quando fico diante desse pedaço de carne. Fico de todas as cores possíveis (azul, verde, roxo, amarelo, branco... desmaio). Nunca fico perto do açougue quando vou ao supermercado e se houver a necessidade de estar lá, fico olhando as 'plaquinhas' com os preços das carnes pra nunca encontrar o bendito.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ela escolheu VIVER!

Sentada na areia, ela observava o mar.
Nunca fora sua grande paixão. Amava as estrelas.
Mas era a paixão DELE. Ele sempre amou o mar.
E estar perto do mar fazia com que ela o sentisse por perto.
Como queria que tudo fosse diferente.
Que ele não tivesse nunca que partir.
Mas a vida havia sido cruel com eles mais uma vez.
Testando toda força daquele amor.
Não tinha mais lágrimas para chorar.
Fazia 4 meses que ele não voltava para "casa".
Sim, ele não morava mais em frente a sua casa. Não era mais seu vizinho. Não podia esperar que a qualquer momento batesse a sua porta.
Deixou a brisa vespertina a tocar.
Era como um abraço dele.
Por que será que o destino quis assim? Sabia que tudo era parte da profissão dele, que as viagens eram inevitáveis, mas não conseguia suportar a dor.
Despedidas sempre lhe partiam o coração, mas ele sempre insistia em tê-la por perto no aeroporto.
E aquelas cenas nunca deixavam a mente dela, eram sempre momentos dolorosos.
Fazia de tudo pra conter o choro, mas sempre desabava,  e ele também não deixava de seguir por esse caminho.
Ela não iria mais viver daquela forma.
Havia se decidido.
Iria para junto dele!
Sabia que a mãe não concordaria, o pai arrancaria seu fígado, mas assim que entrasse de férias, iria encontrá-lo e com ele ficaria.
Amava os pais, mais que a si mesma. Mas ele era tudo em sua vida.
Se jogou no mar. Reviveu o velho passatempo de criança.
Já estava pronta para a bronca que levaria quando chegasse em casa ensopada.
Não se importava mais.
Naquele momento só o que queria era viver.
E prometeu a si mesma, perante o mar que ele amava e a estrelas que surgiam no céu.
Aquele amor ninguém haveria de impedir.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Marcas

Há coisas que o tempo não pode apagar.
Marcas que nem mesmo milênios seriam capazes de nos fazer esquecer.
Algumas realmente deixam cicatrizes, outras são feridas que nunca hão de se fechar.
E estas que sempre estão abertas, são as que mais doem.
Aquelas que nos fazem sangrar por dentro.
E felizmente ou não, não são advindas do amor.
São provenientes de uma amizade fadada à decadência.
Como pode haver no mundo pessoas que não se importam com os sentimentos das outras?
Como há de existir tamanha falsidade e descaramento?
Será que não existem mais no mundo sentimentos puros e verdadeiros?
Será que eu sou tão idiota por ainda acreditar nas pessoas que me cercam?
Eu acredito nos sentimentos verdadeiros e principalmente na pureza que eles carregam.
E confesso que muitos pensam que sou cega a ponto de não enxergar o que se passa a minha volta.
Mas a muitos destes já disse e torno a repetir:
- Vocês podem enganar a todos, mas eu tenho olhos para ver!
Não suporto gente falsa e menos ainda os que pensam que podem passar por cima de mim sem que eu me dê conta disso.
Já perdi muitos que um dia julguei que fossem meus amigos verdadeiros e hoje não os quero mal de forma alguma, mas o que restou de minha parte para com eles foi o desprezo.
Eu odeio ter que chegar a esse ponto, mas se não tiver mais escolha não me importarei de usá-lo como arma de defesa.
Estou cansada de colecionar marcas, daquelas que são como feridas abertas, que sangram como rios que correm para o mar.
Estou cansada de pessoas venenosas que só sabem destilar o seu veneno pensando que meus anticorpos não estão preparados para repeli-lo de minha corrente sanguínea.
Eu não sou cega, já disse e volto a repetir!
Também devo dizer que não tenho sangue de barata e não sou nenhuma mosca morta.
E peço aos falsos que tomem cuidado comigo, porque quando me irrito não tenho controle sobre tudo o que mantenho guardado para não me indispor com eles.
Eu tenho muitas dessas marcas e decidi que mesmo que elas nunca se tornem cicatrizes que trarão apenas a lembrança de um momento ruim, eu vou cuidar para que elas ao menos deixem de sangrar.
Eu não sou de ferro e minha paciência tem limites.
Sou alguém que preza a transparência e que muito cativa os amigos que tem. Contudo não suporta que eles lhe deixem marcas que não sejam para lembrar os momentos felizes.
E no fundo, não tenho medo de com o meu desprezo deixar marcas que vão doer tanto como as que tenho no bloco gelo que substitui o meu coração.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aquilo Que Sei Que Sou!

Sou alguém que tem muitos medos.
O maior deles eu diria que é das mariposas.
Sou alguém que é feliz de um jeito torto e errado, que muitos não entendem. Contudo, já me acostumei com as criticas e de certa forma sempre lido bem com elas, depois de muito refleti-las, é claro!
Sou do tipo que tem opinião própria, apesar de parecer muito ingênua e influenciável.
Não gosto de gente chata e que reclama demais.
Também não aprecio mentiras. Depois de muito sofrer por ter mentido, aprendi que não vale à pena esconder a verdade, mesmo que essa possa machucar.
Traições são imperdoáveis, não importa a causa ou a origem. (Amigos, parentes, casos, namorados, colegas, conhecidos, etc).
Aprecio o respeito a mim, e de minha parte para com os outros.
Odeio atraso, perguntas idiotas e ser contrariada. (Sim, eu sou um "pouco" mimada. É o mal de ser filho único).
Gosto de manipular as pessoas. Se puder moldá-las ao meu modo tudo fica perfeito.
Sou perfeccionista, critica, exigente, um pouco egoísta, cautelosa, muito tímida, generosa e companheira.
Eu me apego muito fácil. Não faz cara de bebê abandonado pra mim que sou capaz de querer adotar.
Eu trato meus gatinhos como bebês.
Sou muito manhosa, do tipo que muda a voz e tudo mais.
Sou apaixonada.
Tenho pavio curto para gente sem noção.
Se não estiver "de bem" com alguém não sou falsa a ponto de ficar bajulando a pessoa.
Eu não sei ser falsa.
Me dói fingir que está tudo bem quando na verdade não está.
Eu sou ciumenta. Sou um "chiclete" e se pudesse nunca sairia de perto das pessoas que gosto.
Meu pai é minha fortaleza. (Muitos já me perguntaram se eu não tenho mãe. Tenho sim, mas às vezes esqueço-me de mencioná-la, tamanha a minha empolgação quando o assunto é meu pai).
Eu amo muito a Lulinha, do meu jeito errado de amar, mas ainda assim não deixo de fazê-lo.
Eu vivo dizendo pra todo mundo que sou muito chata. Na verdade eu fico testando a paciência das pessoas e é claro sempre quero ouvi-las dizer que eu não sou.
Eu tenho um sorriso bobo na cara quando tenho alguma idéia brilhante.
Eu acredito em anjos.
Odeio admitir isso, mas eu choro fácil. (Quando estou irritada, decepcionada, de tanto rir, quando me lembro do passado, quando alguém briga comigo, quando me emociono, quando me despeço de alguém querido, quando estou com raiva).
Minha cor favorita é azul. Meu dia preferido da semana é Segunda-Feira e meu número de sorte é 14.
Às vezes sou uma criança de 6 anos e outras ainda uma velhinha de 80.
Eu não me importo de ter uma rotina e na verdade as mudanças não me agradam muito.
Eu sou alguém que tem muitos sonhos e uma mente fértil demais. Que viaja pra longe com muita facilidade. (Eu tenho desvio de atenção).
Mas no fim das contas eu sou alguém que não é tão difícil assim de lidar depois que se aprende o jeito de tratar-me.
Eu sou só mais alguém que tem muitas vontades e a esperança de colocar todas elas em pratica. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

I do believe!

Acreditar é algo que faz parte daquilo que me compõe.
Aqueles que acreditam, sempre tem forças para lutar por suas aspirações.
Acreditar nos dá uma energia sobrenatural. Nos move, nos impulsiona a arriscar, nunca desistir e continuar tentando.
Acreditar é parte da vida dos sonhadores. E é exatamente porque eles sonham que eles acreditam.
E eu acredito.
Eu creio que se eu quiser, eu consigo.
Eu acredito que sempre terei forças pra lutar e nunca desistir.
Eu acredito na vida, aposto nela e muito mais em mim.
Eu acredito nos meus sonhos e faço o que posso para que eles se tornem reais.
E de todas as coisas que digo que deixei de acreditar, na verdade eu continuo acreditando.
Porque não pode haver descrença onde a fé nunca existiu.
E eu acredito!
E grito ao mundo todos os dias as minhas verdades.
Algumas insanas, outras sem nexo e outras ainda que despertam a crença de outras pessoas.
Foi assim que sempre alcancei aquilo que me despertava o desejo de posse.
E não vai ser agora que vou deixar de acreditar.
I do believe!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Malas prontas, é hora de partir!

Olhei pela ultima vez o quarto que por 18 anos me acolheu.
Bons momentos passei ali. Muitas lágrimas a escuridão dele abrigou.
O choro sufocado por horas a fio que somente suas paredes conheceram.
A janela que dá para a rua, o cabideiro com algumas peças que optei por deixar, a coleção de anjos no rack desfalcada - sem o primeiro "Rafael", a cama arrumada, no guarda roupa coisas que um dia voltarei para buscar, o computador sendo desligado pela ultima vez. 
A coleção de livros que tirei do armário, no dia anterior quando todos estavam no trabalho, agora organizada da melhor maneira possível na mala maior.
Roupas? Não levarei todas, mas o necessário para me manter por uma semana ou duas.
A caixa de recordações está na mala, não poderia de forma alguma deixá-la para trás. Nela levo fotos e lembranças de todos que me são queridos, a última adicionada foi a foto de meu querido pai.
É muito difícil deixá-lo, sei que ele não vai entender, mas devo fazer o que é preciso.
Deixei uma carta sobre a mesa. Ele a verá assim que chegar em casa. Chorará eu sei, assim como eu também estarei chorando quando minha mente retratar a imagem.
Ela não está em casa, só retornará de sua viagem na segunda-feira. Não imagino como possa reagir. Talvez retorne no domingo, assim que papai entrar em contato com ela.
Não deixo pistas de meu destino.
Vou com o coração na mão, mas tenho pressa.
Saio do quarto, deixo as malas na porta.
Olho agora o quintal. O sol está se pondo. Quantas brincadeiras ficaram ali. Agora não resta muito das arvores que outrora ali jaziam. Só o pé de goiaba, o de manga e o de mamão. A casa dos fundos está vazia, os inquilinos ainda não chegaram do trabalho.
Confiro os cadeados. Fecho a porta da cozinha.
Levarei a chave de casa. Não quero romper o laço que temos de uma só vez.
Tudo pronto. O táxi acaba de chegar.
É véspera de feriado, minha saída não parecerá uma fuga.
Digo adeus aos cômodos que sempre me protegeram.
Fecho a porta e o portão.
São 18h.
Entro no táxi e por sua janela vejo a cidade passar.
Meu bairro querido, as casas de meus amigos, o terminal, a estação de trem, a rodoviária, a universidade.
Chegamos por fim ao aeroporto. Um frio e um medo me consomem. Não posso desistir.
Queria que ele estivesse aqui comigo. Meu amigo que sempre me amparou nas horas difíceis. Não pude ao menos lhe dizer adeus. Se o fizesse ele tentaria me persuadir a não partir.
Tantas pessoas por perto e tudo o que eu sinto é solidão.
Cheguei praticamente na hora do embarque. Não queria ter tempo para pensar em desistir.
Faço o check-in e me dirijo ao salão de embarque. Agora não tem mais volta, em meia hora partirei.
Um novo estado, uma nova cidade, uma nova vida.
Isolada do mundo que conheço, mas aprendendo a caminhar com minhas próprias pernas e evitando dores de cabeça àquela que sempre me culpou por todos os seus tormentos.
Olho pela vidraça. Muitos aviões ali se preparam para partir e muitos chegam.
Vejo reencontro de famílias e despedidas.
Queria que tudo pudesse ser diferente e eles estivessem aqui para me dizer adeus.
Queria poder abraçá-los e dizer o quanto os amo e o quanto são importante para mim.
Me lembro de meu "filho". Meu bebê amado. Perderei parte de seu crescimento agora. Mais do que já perdi nesses 6 anos. Quando o verei novamente? Provavelmente já será um homem. 
Espero que ele não me esqueça. O amo com todo o meu coração. Ele não saiu de minhas entranhas, mas é como se pertencesse a mim de alguma forma.
Meu coração aperta. Não verei mais o meu mais novo salvador. Aquele com quem compartilho os melhores momentos do meu dia e as madrugadas.
Espero que ele possa me perdoar por isso. Perdoar-me por ter mentido. 
Ele não me deixaria ir.
A chamada de embarque começa. De passagem em mãos entro na fila.
Passagem conferida, sigo para o avião. Em 15 minutos levantaremos vôo.
Procuro meu acento. Janela, com toda certeza. Me ajeito e ponho o cinto.
Os passageiros seguem com o embarque. 10 minutos mais tarde, as portas se fecham.
Tudo pronto, vamos partir. O comandante nos dá as boas-vindas.
O avião é puxado para trás. Nos encaminhamos para a pista.
Sinto o famoso frio na barriga. Estamos subindo. 
Olho pela janela, o céu coroado de estrelas.
Faço um pedido a Lua:
- Que todos possam me perdoar por isso e que tudo dê certo.
Fecho os olhos. Serão algumas horas de viagem até meu destino.
Um sono tranqüilo se apossa de mim. Mesmo com o coração em pedaços, a coragem não me deixa desanimar.
Agora só me resta lutar e acreditar.


Continua em: 
Minha nova vida

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Palavras de um Passado Meu

É do conhecimento de todos vocês que, assim como as estrelas, as árvores e as flores, eu também amo as PALAVRAS.
Gosto de escrever e me fascina registrar tudo que acontece em minha vida, seja quando estou feliz ou quando não estou bem.
Os registros tem uma função muito importante em minha personalidade. Mostram-me quem sou e a imagem que tenho de mim como pessoa.
Gosto de guardá-los para lê-los no futuro, seja ele próximo ou distante. Tudo que escrevo, depois de certo tempo, me inspira a continuar ou até mesmo revela-me o quanto mudei ou o que ainda há para mudar.
E foi olhando muitos destes meus "escritos" que percebi:
- Durante 4 anos me escondi sob uma máscara, algo que impedia que eu fosse a Juliana que todos conhecem, a Ju, aquela que sorri pelo simples fato de estar viva, aquela que é amante da natureza e é inspirada por ela em todos os seus feitos.
Mesmo odiando as mariposas, nesse ponto tenho que comparar-me a elas.
Mariposas nascem larvas e precisam ficar no casulo antes de se tornarem terríveis "Bruxas".
A máscara que eu usava era meu casulo.
Eu precisava crescer, amadurecer, e ao mesmo tempo, encontrar-me de novo no meio de todo o caos que vivia. Precisava encontrar a Juliana verdadeira, que se perdeu dois anos antes dessa fase de maturação.
Foi uma fase difícil, tinha poucos com quem contar e na verdade, por ser reservista demais, não queria envolvê-los diretamente nos meus problemas. Aquilo era algo que eu precisava vencer sozinha. Tinha que descobrir meus próprios meios de lidar com aquela situação que me afligia e fazia com que eu perdesse toda minha essência.
A primeira mudança, é claro, começou no visual. 
Deixei de lado o meu lindo cabelo comprido e adotei um estilo diferente (criado por mim mesma). Mudei também minha postura, eu não podia demonstrar minha fragilidade em relação ao objeto de toda minha tormenta. Falava abertamente sobre o assunto, sempre tendo em mente que "o que ficou para trás, agora faz parte do passado" e você Juliana é uma nova pessoa.
Como todos que querem se livrar de um amor mal resolvido, eu me dediquei ao trabalho e ao estudo, e me permiti ser feliz desse modo, vivendo para trabalhar e estudar. Não que eu não me apaixonei por alguém nesse tempo, até porque sou um ser apaixonado, então paixão é parte de mim. Contudo, eu me permiti curtir a minha solidão sozinha. Não queria me envolver pois não confiava nos homens e muito menos em mim mesma, eu não queria me iludir uma vez mais.
Mas como acabei de dizer, eu sou um ser de paixões, e elas me perseguem onde quer que eu vá.
E nesses 4 anos, eu me apaixonei demais.
É claro que minha dedicação maior sempre foi dele. Mas meu coração não deixava de sentir algo pelos outros.
Ele era minha obsessão, minha doença. Aquilo que eu nunca quis que houvesse uma cura.
Mas os outros eram como a natureza a minha volta, e eu os admirava com a mesma intensidade que dedicava à natureza.
Eles eram o que me movia, o que me dava vida em meio ao sofrimento.
Muitos deles nunca chegaram a saber que eu os amava (sim aquilo de certa forma era amor, verdadeiro e sincero, só não era o mais forte de todos) e creio que se soubessem não faria tanta diferença. Todavia os que souberam, escolhiam entre aceitar minha devoção ou não.
Alguns se tornaram amigos, outros se afastaram, outros ainda passaram um tempo ao meu lado, cuidando de mim e me mimando.
Assim eu ganhava forças, mas a noite era a vilã de todos os meus filmes de ação.
Eu me tornei uma pessoa forte, porém, como optei por viver a minha dor sozinha, era à noite que a máscara era deixada de lado e eu me permitia sofrer, chorar minhas mágoas, viver a sentença a qual eu mesma me condenei.
E as palavras sempre me acompanhavam nesses momentos de fraqueza. Me ajudavam a colocar para fora o sentimento guardado, que somente eu conhecia.
E foi olhando essas palavras que percebi:
- Finalmente deixei o casulo. A Juliana está de volta.
Consigo reconhecer a mim mesma quando olho no espelho. O sorriso que todos podem ver agora é o meu, a alegria de estar vivo é a minha, o jeito moleca de ser é o meu.
Demorou muito tempo, eu sei, mas eu estou de volta. Aquela que todos sempre amaram e que muitos nunca chegaram a conhecer.
E quem me conheceu depois de Abril de 2006 diz que eu estou mudando. A estes eu sempre digo:
- Não estou mudando, apenas volto a ser o que já fui um dia. A boa e velha Juliana. Aquela que é engraçada, faz piada de tudo e todos adoram.
Não que eu não os tenha alertado. Me recordo de sempre dizer as amigas da faculdade:
- Vocês deviam ter conhecido a Juliana, essa que está com vocês não sou eu. Mas fico feliz que gostem dela e a aceitem como ela é. Espero que possam conhecer a verdadeira Juliana algum dia.
E finalmente esse dia chegou. Tá, tem alguns meses já, que o dia chegou.
Como sou boa com as datas, posso dizer que a volta se deu em Junho de 2010.
Foi o mês no qual eu me permiti chorar por ele pela ultima vez. Mas não era um choro de dor ou sofrimento. Era a felicidade voltando a minha vida. Era a libertação, a cura para uma doença que a muito estava comigo.
E hoje, 11 de Janeiro de 2011, registro aqui mais uma página de minha história. Página que compartilho com vocês, pessoas queridas. Eu voltei. Eu sobrevivi à tempestade. Demorou, mas eu agora sou Juliana outra vez.
E me alegra saber que vocês, pessoas maravilhosas do meu dia (adoro chamá-los assim) gostam de mim como eu sou, e o melhor, é que vocês dizem que preferem esta "nova Juliana" a antiga.
Agora vocês sabem que, na verdade, preferem à antiga Juliana a "nova".
Peço perdão por ter me escondido de vocês por tanto tempo, peço perdão por parecer falsa e fechada muitas vezes, por parecer não confiar em vocês ou parecer estranha e complicada demais.
Eu estava amadurecendo. E agora voltei para ficar como sempre fui.
A boa e velha Juliana. Aquela que se pudesse mudaria o mundo. Teria a própria floresta e uma casa de campo gigante para receber todos os amigos de uma só vez, perto de uma lagoa e com um pasto (sem vacas), mas com um carvalho no meio para que pudesse sentar e escrever os mais belos versos, ou apenas desabafar, ou mais ainda, registrar aquilo que se passa em sua vida.
Alguém que se inspira nas estrelas e as ama com todo coração.
Alguém que é feliz apenas pelo fato de ter uma imaginação que a permite viajar.
Que tem seu próprio "Mundo Azul" onde tudo pode e está sempre a salvo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Amores São Coisas da Vida

Me pergunto:
- Por que amamos?
Não sei quem foi o infeliz que inventou o amor, mas penso que seu propósito não ficou muito claro.
Amamos porque é parte do que nos constitui nos dedicarmos ao outro. Cuidá-lo, respeitá-lo, admirá-lo, suprir suas necessidades.
Amamos porque fomos amados primeiro. Deus nos amou e nos deu um lar, o ventre de nossas geradoras. E nos amando ainda mais, Deus nos deu uma mãe, que cuida de nós e nos ama.
E creio que de Deus também veio o amor entre o homem e a mulher.
Então volto a me questionar:
- Por que amamos?
Amamos porque vemos no outro aquilo que nos completa, porque encontramos nele a fonte para a felicidade.
Amamos porque mesmo sendo imperfeitos, fazemos dos defeitos coisas para se admirar.
Se tudo se encaixa como na mais perfeita engrenagem, tento responder a mais uma questão:
- Se tudo é tão complexo e mesmo assim se encaixa e funciona tão bem, por que deixamos de amar?
E por resposta, percebi que:
- Amores são coisas da vida, algo que não se pode controlar, e menos ainda, manipular.
Não se fabrica o amor e não se pode comprá-lo.
Ele tem vida própria, é e deixa de ser quando bem entende.
Deixamos de amar porque o encanto se quebra, encontra outro Apolo ao qual se inspirar e depositar sua devoção.
Deixamos de amar porque o amor não tem amarras, abandonou sua âncora há tempos e é um navio que não se cansa de navegar, por isso não se fixa em um único porto.
E me arriscaria a dizer por último que:
- Deixamos de amar porque o amor é sem razão e não há como explicá-lo, moldá-lo... apenas senti-lo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Amor Meu

O sol de minha vida é o teu sorriso.
O brilho dos teus olhos são as estrelas do meu céu.
As palavras de tua boca são a música que embala meus sonhos.
O toque de teus lábios nos meus me faz sentir o sabor do mais doce mel, o verdadeiro néctar dos deuses.
O teu olhar me fascina, o teu jeito me cativa.
Em tua presença me falta o ar.
Ainda não o tenho só para mim, mas se perdesse tua amizade, morreria.
Em meu coração e em minha mente estão gravados teu nome.
Em meus mais lindos sonhos, vives por mim, junto a mim.
Queria poder ensinar-te a me querer um pouco mais.
E a sentir comigo o amor que nos envolve.
E me abraçaria e pediria-me um beijo.
E ia querer-me como te quero.
Pois nada é tão forte como o modo que eu te quero.
Por isso não entenda-me, só ama-me como eu te amo.




Escrito em: 31/10/2005

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ataques de Pânico



Existem apenas duas coisas no mundo das quais eu realmente tenho medo.
Primeiro a morte e segundo as mariposas.
A morte seria a única coisa que me impediria de realizar meus sonhos e projetos, encurtando minha existência e privando as pessoas que me são caras de minha presença.
Já as mariposas, conceituadas por mim como "Bruxas Insolentes" e conhecidas por muitos como "Mensageiras da Morte", me foram apresentadas por volta dos sete, oito anos de idade, num encontro nada agradável e desde então são o objeto de todo o meu pânico e terror.
Não encontrando razão para a existência de tal coisa, eu vivo me perguntando qual é a função delas se não me atormentar. E onde quer que eu esteja elas aparecem para espalhar o terror em minha volta.
São enormes e parecem estar sempre com mil olhos atentos para me enxergar e me amedrontar.
Sim, elas me causam náuseas, arrepios, terror. A única vontade que tenho é de correr e chorar e, de fato - muitas das vezes em que nos encontramos - é isso que acontece.
E mesmo com todo o mal que elas me causam, eu nunca peço que lhe tirem a vida. Dou a elas a oportunidade de prolongar sua existência e transmitir sua perversidade a próxima geração.
E tolos são aqueles que pensam que elas não sentem o cheiro do pânico a seu redor. É exatamente ele, que as trazem até nós, pobres amedrontados.
Quem foi o infeliz que as inventou estava afogado em uma maré de azar e em seu egoísmo e sofrimento, ele presenteou a todos nós, portadores da síndrome de motefobia, ataques de pânico que não nos deixam até que elas, "mensageiras da morte", venham nos trazer o anúncio sinistro.


Escrito em: 06/12/2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

É Você Quem Me Faz Bem!

Concentração é algo que não existe mais.
Mesmo longe, estás sempre comigo, em meus pensamentos.
O som de tua voz acalma meu coração.
E quando não posso ouvi-la, reviro todas as memórias para lembrá-la em sussurros.
Os seus gostos agora são os meus.
E sua música favorita é aquela que não sai da minha cabeça.
Me sinto feliz quando te tenho por perto, você sempre me faz sorrir.
E quando não te vejo, só pensar em ti estou com aquele sorriso bobo no rosto.
E um ar apaixonado é como uma aura em minha volta.
Que feitiço é esse que você tem ainda não descobri.
Apenas sei que quero nele me embriagar todos os dias.
Se isso um dia vira paixão ainda não sei.
Mas no momento é o que me deixa contente em meio ao caos que me cerca.
E tudo em você me encanta: a tua voz, o teu perfume, teu jeito de se expressar.
E o que é mais belo aos meus olhos é tua timidez.
Por isso adoro te deixar sem graça.
Pois tua carinha de menino nunca disfarça o quão envergonhado ficou.
Contigo o tempo passa e não se vê.
E infelizmente ele sempre nos separa.
Semeia a saudade no meu coração e me deixa no vazio.
Mas então logo te encontro outra vez e faço de cada minuto um milênio
Para ao teu lado sorrir uma vez mais.
Pois é você quem me faz bem!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

It's Only You!

Sometimes I get lost
Feeling like I have nowhere to go.
Sometimes I miss you
And a minute later I wanna kill you!
Why can’t you understand?
It’s not my fault at all.
I just want you to know
That I can’t live without your smile.
You’re the air I’m breathing in
Don’t go away from me
‘Cause I need you!
If I ask you to be mine
What would you say?
Everything I think about is you.
I’m wondering if you could say yes
And let me be your girl
Making you the happiest man in the world!
Be mine. I’m begging you to say
That you’re gonna give me a chance
To show you who I am.
Don’t be afraid of anything
Just let things happen.

[17h00 – 28/05/2009 - BC/UFES]

Postagem relacionadas:
Why can't you say yes?
It's Only You! II

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Percepção da Vida

A vida é pintada sobre o seguinte tripé:

Família → Ame-os incondicionalmente, com seus defeitos e qualidades.
[Eles estarão sempre lá por/para você]

Amigos → Cative-os mas não os deixe enjaulados, eles precisam respirar a brisa que traz boas energias e precisam de um tempo longe de você.

Amor → Paraíso ou Inferno é um elemento essencial ao ser humano.
[Lembre-se: Amor deve ser algo espontâneo, que acontecem na vida das pessoas livremente. Não se pode impor o Amor]

domingo, 7 de novembro de 2010

O Mundo Azul de Jully II

A realidade é sempre muito cruel com aqueles que sonham demais.
Não aceita que os sonhadores precisam da ilusão para abastecer suas energias.
Sabemos que muitos de nossos pensamentos não serão realizados, mas mesmo assim não deixamos de levá-los conosco para o mundo perfeito.
Se tudo fosse do jeito com o qual sonhamos seria muito chato e sem vida, nos cansaríamos com extrema rapidez.
Mas mesmo que este mundo não possa existir é para lá que corremos quando nos sentimos ameaçados.
Não pensem que somos seres do "mundo da lua", que não temos consciência do que se passa a nossa volta.
O que acontece é que precisamos de um tempo só nosso para criar nossas próprias hipóteses, testá-las, aprová-las e aplicá-las ou não ao mundo real conforme análises de seus resultados. 
O Mundo Azul de Jully é assim, um lugar imaginário, cheio de imperfeições, mas que me permite fazer experiências que podem ou não dar certo na realidade, mas pelo menos já me deram a oportunidade de pensar nas conseqüências, sejam elas boas ou não.
Como já disse anteriormente, sempre que precisar é lá que eu estarei, quando nada der certo ou se tudo correr bem é lá que darei continuidade ao que se passa na realidade, seja para me ajudar a recuperar-me ou para estender a felicidade que se abriga em minha vida.
Não trocaria por nada a oportunidade de fazer esta mágica viagem para o meu mundinho azul, que pode até não ser perfeito, contudo o comando está sempre em minhas mãos.




Precedido por:
O Mundo Azul de Jully

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

I Wasn't Born To Be Happy

Oh how I miss the old times
When everything was a piece of cake.
How I miss the time where everything I said was understood the way it was suppose to be.
But I can't come back there, so I gotta face the reality I'm in now.
My dreams always warned me
I wasn't born to be happy.
Definitely.
What shall I do to change this fate the world gave me?
What shall I say to get things all right again?
Someone please tell me because I don't know myself anymore.
I look in the mirror and I can't see the person everybody says I am.
I hurt people so much and I'm sometimes not even aware of it.
I wish I could do things differently but this is the person I know I am.
I know that is not easy to be with a person like me,
I give everyone a hard time, but as soon as you get used to, it is not that strange anymore.
If you are one of those, that I've hurt before, I just have to ask you to forgive me
because from the bottom of my heart it wasn't my true intention.
Anyways, sorry to make you all have to read this, but it was the only way I've found to express myself in this stupid madness I'm going through.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Donzela a espera

Oh Meu Amor Amado, onde andas?
Te amo tanto, sinto sua falta.
Volte logo, meu coração espera seu regresso.
Ele vive suspirando seu nome, revivendo seus beijos, revirando as memórias das sensações de seu toque.
Não demores mais meu cavaleiro, sua donzela espera na sacada, recitando seu poema predileto:
Te amo, te amo, te amo, diz seus versos.
Volte sem demoras, ele roga.
Beije-me com lascívia, ele suplica.
Ame-me como o primeiro, ele ordena.
E não me abandone nunca mais, ele pede de joelhos.
E eu, como sua humilde dama, apenas espero.

sábado, 2 de outubro de 2010

Avantasia no Brasil

Uma imagem sempre diz mais que as palavras.


Tobias Sammet, o gênio do Metal Opera, traz ao Brasil mais uma vez seu grandioso projeto: Avantasia.
Sammet, Kiske, Hansen, Lande & Cia, aterrizam no Brasil, depois de muitas especulações e adiamentos, no dia 13 de Dezembro, para agraciar aos fãs de sua boa música com a turnê 2010 que lança o repaginado Avantasia com os álbuns The Wicked Symphony e Angel of Babylon.

sábado, 25 de setembro de 2010

A Knight has died

Never-ending ways, oh how I claim
Lead me to Heaven.
I've been giving my soul for the name of the King.
I've served with every drop of my unholy blood.
Wastelands, path that I'd never walk again.
Lead me to Paradise.
I've been living for the sake of the oath that I've made the day I was chosen.
Everytime I close my eyes I can see the King saying, like if it were just now:
" Be without fear
in the face of your enemies.
Be brave and upright
that God may love thee.
Speak the truth always
even if it leads to your death.
Safeguard the helpless and do no wrong.
That's your oath.
By the power I received from God
I knight you in the name of Saint George,
Saint James and Saint Peter"
I've been longing for the sword to kill all the pain that is with me now.
I've been longing to see the face of my beloved ones again.
Oh never-ending ways, I don't want you to go on forever.
I've been claiming for the light so long.
Lead me to Eden.
Let the pain go away.
I've seen the river and it's not so far.
But it seems that I have got no strength to get there.
Lead me to Hades if there's no place else for you to take me
I cannot stand this battle anymore.
The sword is so heavy and so it is my body.
I must say that I gave my life for the sake of my Kingdom, 
but the time has come and I must die.
I just beg you to tell the ones I've always loved that:
"The sword fights with the Knight and the Knight with the sword must die"



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Mundo Azul de Jully

É fácil demais julgar de fora, apontar defeitos ou valorizar qualidades.
O que se passa na cabeça de alguém nem sempre é tão fácil de compreender.
Ser uma pessoa apaixonada nos dias atuais não é nada fácil e quando falo de paixão, não digo somente do que acontece entre um homem e uma mulher, mas sim de viver a vida de maneira apaixonada.
É claro que eu tenho os pés no chão, mesmo que o meu jeito bobo, meloso, iludido de ser não demonstre isso.
Para muitos, eu fantasio demais e não coloco em prática a realidade que existe em minha mente.
Muitas vezes até argumento que viver no "Mundo Azul de Jully" é tão mais fácil e seguro, que lá eu não preciso me preocupar com os medos, com a dor, com as decepções. Contudo, essa segurança não traz para mim aquilo que eu realmente quero, exatamente por não fazer parte da realidade.
É difícil entender, eu tenho plena consciência disso, que o "estar apaixonado" para mim é o que basta; e que a confusão de sentimentos e emoções em minha mente e consequentemente em meu coração é o que torna tudo mais prazeroso e emocionante.
É claro que sempre, a minha maneira, tento colocar toda essa ilusão e confusão em prática, mas novamente como é de conhecimento de todos, os resultados de minhas estratégias nem sempre são o esperado e a famosa frase: "Eu tento, mas o mundo parece conspirar contra mim", toma posse de meus lábios e minha mente e a primeira reação que tenho é a de comprar minha passagem de volta para o "mundo dos sonhos" onde tudo é belo e possível.
Não é fácil ser tão crítico, perfeccionista, exigente (não somente com os outros, mas oitenta vezes mais comigo mesma), insegura, cheia de medos e principalmente reservista, do tipo que tem gênio forte e não é lá muito flexível quando o assunto é operar as coisas a maneira dos outros. Eu bem que tento fazer com que todos entendam que eu não preciso mais do que a ilusão para ser feliz, mas infelizmente, como é de se esperar, e muito normal; as pessoas não veem o mundo a minha maneira e isso acaba fazendo que elas não compreendam a mensagem que eu sempre tentei passar.
Eu consigo me apaixonar por muitas coisas ao mesmo tempo e dar uma atenção especial a cada uma delas. No caso das pessoas, me apaixono sim, por mais de uma ao mesmo tempo (o que traz ilusões e sonhos novos pro mundo de Jully), mas é essa a graça, a beleza de ser como sou.
E cada detalhe, o menor de todos, aquele que ninguém vai enxergar é o que vai fazer a diferença pra mim, e a obsessão por descobrir cada um deles é que vai fazer com que pensem que eu surtei, principalmente pelo fato de que minha memória não esquece de nada. Mas isso sinceramente só me deixa para baixo quando a perseguição as minhas viagens para o mundo seguro se tornam o objeto de críticas a mim, quando as conclusões dos outros geram uma pessoa que na verdade não existe. Essa incompreensão sempre me deixa revoltada, acabo passando uma imagem de sonhadora quando na verdade tenho plena consciência do que é sonho e o que é real, mesmo que o meu jeito de expressão diga exatamente o oposto. Eu sei que vivo as coisas antecipadamente e que muitas vezes o que eu já estou vivendo por conta própria nunca existiu e possivelmente não venha a se tornar real, mas o que fazer se sou extremamente possessiva e quando tomo algo para mim, esse objeto de posse vira obsessão.
Nunca pedi para ser entendida, apenas não gosto de que tentem fazer com que eu seja algo que não condiz com o que eu cresci sendo. Isso é "arcaísmo" de minha parte? Talvez. Mas se é o que me faz identificar a mim mesma em comparação com os outros, tenham certeza de que é assim que vai continuar.
Se o "Mundo de Azul de Jully" for o único lugar onde eu possa ser feliz plenamente, mesmo que ele nunca seja real, tenham certeza de que não abrirei mão de habitá-lo à permanecer onde as "bruxas" podem me encontrar.




Continua em:
O Mundo Azul de Jully II

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Why can't you say yes?

I can't deny that I'm in love with you.
My heart starts to tremble everytime you're around.
You've got that look in the eyes that makes me feel I'm in heaven!
I know I've been lying to everyone about my feelings but it's not easy to confess that you're the only one.
I blame myself everytime I realize I lost my focus because I was thinking of you, but this is stronger than you can imagine and I can't control myself when it comes to you.
Why can't you understand that we belong together?
I don't know what happened to you in the past but I've imagined so many times a wonderful future by your side.
Why can't you say yes?
I don't think it's impossible for you to give ourselves a chance.
I always thought we'd never know if we'd never try.
So why to deny yourself this opportunity?
You may be wasting a good amount of your time not letting yourself to be happy, delightfully happy.
I wish I didn't care about you so much but it is something that even the Forces of Nature can't explain.
I hope that someday you can understand and that we can find our ways together and build a happy ending to our story.
But while this doesn't happen I am still going to be here watching you from the same place I always am.


[08/09/2010]


Postagem relacionadas:
It's Only You!
It's Only You! II

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ódio ou amor?

O que existe neste seu olhar indecifravel?
O que se esconde neste seu sorriso marrento?
Ódio? Amor? Ilusão?
Isso ainda não sei dizer.
Me pergunto sempre:
- Porque será que o amor
que você prometeu a todas elas
não durou para sempre?
Só existe uma conclusão a tirar:
- O seu coração não pertence a elas!
- O seu amor tem outra dona!
Você negará até a morte o contrário.
Mas quando a noite chega,
seus sonhos sempre revelam
a verdade por trás das máscaras.
Fugir é tão mais fácil que adimitir.
Todo esse ódio, essa guerra silenciosa,
não passa de um disfarce
para todo o amor que habita seu coração.




OBS: Ódio ou amor? (Versão II) adaptado para o blog. (07/09/2010)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Agora só me resta acreditar!

Quanto mais eu quero me afastar de você
mais perto de mim você está.
É algo que já fugiu do meu controle,
que não posso justificar ou tentar impedir.
A figura de tua face está sempre em minha mente,
impedindo que eu te esqueça.
Meu coração?
Se eu ainda tivesse um,
faria com que você sentisse o quão forte ele bate
apenas na menção do teu nome.
O tempo que passou desde aquele adeus,
me diz que o reencontro está próximo.
E todas as minhas orações
para que a dor acabe e fique somente a saudade dos momentos bons,
ainda não foram atendidas.
O que restou de mim,
a parte que me faz acreditar todos os dias
que tudo foi superado e que a vida seguiu seu curso,
que eu sobrevivi,
morre a cada noite em que você aparece em meus sonhos.
O que fazer afinal?
Por mais que eu pense a única conclusão a que chego é que:
Agora só me resta acreditar!
Crer que o mundo vai conspirar a nosso favor
e que nossos caminhos vão se cruzar novamente.