É chato, e sempre me deixa muito sem paciência, responder a pergunta:
- Pra que time você torce?
Me diz por favor, quem na Terra e por que, inventaram que não se pode torcer para dois times?
E o pior:
- Por que acreditar que quem torce por dois times não tem amor por nenhum? Que torcedor que é torcedor ama um time só?
Digo e repito:
- Amar dois times é possível sim. E de maneira muito intensa.
E eu sou a prova viva de que essa estória de "quem ama dois, ama meio" é balela. É mito!
Sou Flamenguista, com muito orgulho, amor, paixão e fervor desde os 7 anos de idade.
Minha história com o Flamengo começou de uma maneira muito inusitada, quando eu conto é sempre motivo de muitas risadas.
Uma aposta mudou a minha vida por completo. E eu aderi ao Flamengo assim como diz o hino:
"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo... Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer".
Daquele dia em diante, o Flamengo passou a ser minha vida.
Mas ele não é a minha única paixão.
Eu também amo o Grêmio.
Essa paixão começou por volta dos meus 10 anos de idade.
Sempre fui fascinada com o Rio Grande do Sul. Costumo dizer que sou gaúcha de coração. E não é segredo para ninguém que minha cor favorita é azul. De primeira eu apaixonei pela camisa do Grêmio.
Minha curiosidade despertou em mim a paixão pela história do clube e eu me apaixonei por completo.
E como diz o hino:
"Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver".
Gauchão, Libertadores, Sul Americana.
E hoje, sou julgada por ter um coração enorme que consegue abrigar uma paixão tão grande e tão forte por dois times tão distintos, que estão constantemente se enfrentando.
Aquela final do Brasileiro em 2009 quase me causou um infarto. Eu não sabia se chorava ou se ria. Meu coração tava a mil e quase quebrei a TV umas 100 vezes pelo menos.
Fiquei imensamente feliz com a vitória do Mengão. Sai cantando o Hino do Flamengo igual louca pela casa e fui ver a carreata que passou aqui na rua.
É claro que também fiquei com o coração apertado pela derrota do Grêmio, e muito puta com as especulações de que o Grêmio "abriu as pernas" pro Flamengo para não entregar o título ao Internacional.
Mas me conformei e mais uma vez constatei que não se pode ter tudo ao mesmo tempo.
O que quero dizer com tudo isso é que:
- Não importa o que os outros pensem, eu não devo satisfação a ninguém. Amo o Grêmio e o Flamengo com a mesma intensidade. Torço e vibro por ambos com o mesmo fervor.
- Meu coração bate forte pelo dois. Então não me chame de "vira folha".
- Antes de me julgar, vai tratar de pensar melhor na dedicação que você tem para com o seu time e me deixa com os meus, que eu tô muito bem com eles.
No meu coração não é Flamengo vs. Grêmio e sim ambos dividindo o mesmo espaço e me dando muitas alegrias e às vezes algumas dores de cabeça.
Mas, uma coisa é certa:
- O bem que eles me fazem nenhum outro poderia fazer!
Pequena introdução:
Este texto foi escrito em 19/09/2004. Fala sobre alguns de meus questionamentos e inconformidades a cerca da religião. Assunto delicado e difícil de tratar.
Tenho fascínio pela Idade Média e meu assunto chave é Inquisição. Como sabem não sou historiadora, mas faço pesquisas sobre o assunto e posso dizer que tenho um conhecimento simplório sobre a temática, contudo este conhecimento (e sede de pesquisar e aprofundar-me no assunto) faz com que eu tenha certa segurança de falar sobre o assunto.
Acredito em Deus, não duvidem disso. Todavia, existem questões a cerca do Cristianismo e principalmente o Catolicismo que me deixam extremamente intrigada.
Não vou discutir todas as minhas inquietações agora, mas falarei sobre algumas delas no momento.
Além da Inquisição, a vida de Cristo e os mistérios em torno do Graal são assuntos que muito me interessam.
Então creio que este texto é um pontapé inicial. O momento em que estas inquietações pulsavam dentro de mim e me impulsionaram a ir em busca de mais informação.
É um texto muito simples, então não esperem muito dele. Como disse, foi escrito na época em que a paixão pela História aflorou de forma impactante.
O título original do texto é: Uma Revelação de Rebeldia (Revolta)
Obs: Por se tratar de um texto escrito 7 anos atrás, adianto que sofreu pequenas modificações e adaptações.
Há alguns meses atrás, comecei a me sentir diferente.
Não conseguia mais aceitar o que estava acontecendo a minha volta.
Comecei a enxergar as coisas de maneira diferente, não podia mais acreditar no que ouvia desde o momento em que nasci.
Minha vida tomou um novo rumo, eu me rebelei.
Sei que muitas pessoas não me entenderão, mas finalmente eu consegui compreender o que todos nós estamos fazendo aqui na Terra.
Nós somos o próprio Reino de Deus.
E é por este motivo que se inicia dentro de mim esta revolta.
Como posso acreditar em uma Igreja que se diz a casa de Deus, se esta mesma Igreja é ostentada de luxo e riqueza?
Como acreditaria em uma Igreja que ensina o perdão, se esta mesma Igreja foi capaz de matar milhões de pessoas por acreditar que estas seriam hereges?
Como acreditar que Jesus Cristo, "o filho de Deus", foi santo, se a própria Igreja que o denomina como tal escondeu 20 anos de sua vida? O que teria acontecido nesses 20 anos para que a Igreja não os revelasse a todos nós?
Essas são algumas de muitas perguntas que a Igreja não nos responde.
A Igreja que escondeu os possíveis 35 evangelhos escritos pelas pessoas que viveram com Jesus Cristo.
A Igreja que julgou heresia os manuscritos que teriam sido escritos pelo próprio Jesus, encontrados em uma caverna nas proximidades de Jerusalém.
Por que a Igreja os escondeu? O que ela temia afinal? Será que estes manuscritos acabariam com todo o seu poder? Estaria a Igreja com medo de perder a sua soberania?
Será que a Igreja que prega o Reino de Deus estaria preparada para compreender o verdadeiro significado do Reino Celestial que Jesus pregava?
Porque o próprio Jesus em suas palavras dizia que:
"O Reino de Deus está dentro de você e em tudo a seu redor. Não em um pedaço de madeira e nem em um pedaço de pedra.
Corte uma lasca de madeira e ali estarei. Levante uma pedra e me encontrarás".
Será que a Igreja entenderia este, que supostamente seria, o primeiro versículo do evangelho de Jesus Cristo?
Será que ela não estaria temendo que se a sociedade começasse a entender o verdadeiro projeto de Deus para a humanidade não existiriam mais os templos?
Porque se a pessoas deixassem de serem "manipuladas" pela Igreja, ela perderia por completo sua estrutura, sua base social, que estes desde os tempos primeiros.
Porque a Igreja em si, é a instituição que consegue manipular seus seguidores.
É uma instituição de poder, de controle.
Muitos dizem que os erros do passado não influenciam o presente.
Eu creio que o passado inescrupuloso da Igreja pode e está influenciando a Igreja atual. Impedindo-a de caminhar rumo a união, ao ecumênico. E sim trazendo de volta a perseguição, a dúvida, a revolta.
Existem segredos que se revelados podem acabar com toda a fachada pintada pela Igreja para a sociedade.
O mistério de Maria Madalena, por exemplo, e a sua relação com Jesus é algo que a ciência comprova, a Igreja omite e a sociedade não tem conhecimento sobre a tal.
Uma Igreja assim não nos faz compreender os projetos de Deus em nossa vida.
Devemos mudar, entender e inspirar-se somente em Jesus Cristo, em suas palavras, que por conseqüência não temos acesso, para mudar esta imagem de corrupção presente na Igreja no mundo.
Mesmo depois de tanto tempo
Nunca te esqueci.
Te amo mais que nunca
E vou te amar até a eternidade.
Se existe alguém no mundo
Que tem meu coração nas mãos
Este alguém é você.
Daria tudo para te ver mais uma vez
Ter a chance de dizer
O quanto senti tua falta
Todo esse tempo.
Deixar você saber
Que meu amor nunca morreu.
E tudo que vivemos juntos
Vai estar para sempre
Em minha memória.
Ninguém jamais ocupará o seu lugar
Você vai ser sempre o único em minha vida.
E por mais que eu tente amar outra pessoa
De nada valerá
Pois amor verdadeiro
Só existe em mim
Porque um dia eu te encontrei.
Você foi minha maravilha,
mas também foi minha ilusão.
E todo ódio que senti por você
Nunca chegou perto do tamanho
Do amor que tenho.
Te dei minha vida.
E por você seria capaz até de morrer.
Daria qualquer coisa
Para ver novamente o teu sorriso
Contemplar o brilho dos teus olhos
Dizer mais uma vez o quanto te amo.
E que minha vida não existe,
não tem razão sem você.
Daria por você meu último suspiro.
Pois você é o ar que respiro
É pena não poder fazê-lo.
Mas nunca perderei a esperança.
Podem se passar mil anos
Estarei te amando cada vez mais.
A lembrança de teus olhos
Vão me guiar na escuridão.
E sei que eles me levarão
Até a luz de tua face.
Pois você nunca deixará de ser
O grande amor da minha vida
E o meu maior erro.
Porque mesmo na esperança
Seu coração nunca mais
Pertencerá ao meu.
[15/01/2008]
Ele sempre foi louco por ela.
Daria sua própria vida em troca de qualquer coisa que pudesse fazê-la feliz.
Adorava vê-la sorrir. Era fascinado pelo olhar encantador que ela possuía.
Mas de repente tudo de desfez.
No olhar dela só se via tristeza.
Seu jeito de ser e agir não eram mais o mesmo.
E ele sabia, melhor que qualquer um dos amigos que estavam sempre cercando-a:
Ela estava sofrendo.
Disfarçava da melhor maneira possível, muitos dos amigos não percebiam.
Mas a ele, ela não conseguia enganar.
Ele sabia.
A observava há muito tempo. Conhecia muito bem suas mudanças de humor, seus trejeitos, tiques e manias.
E o que ele via no olhar dela agora era raiva, revolta, dor.
Ele nunca teve coragem de dizer a ela o quanto a amava.
Sabia que ela não era a rainha da popularidade, mas muitos rapazes a cercavam.
O jeito meigo dela, o olhar, o sorriso, o carinho que ela dedicava aos que amava verdadeiramente faziam dela uma garota mais que especial.
Por vezes pensou em conversar com ela, sabia que ela jamais seria grossa a ponto de virar-lhe a cara.
Mas sempre que conseguia juntar toda a coragem que precisava, o "namorado" dela chegava e a levava para longe dele.
Conhecia muito bem a fama do rapaz, contudo sabia que ele era o motivo da felicidade dela. Ela estava sempre sorrindo junto dele e vê-la sorrir não tinha preço.
Agora sabia que algo de errado sucedera.
Ele não aparecia mais, e ela estava sempre a viajar para algum lugar muito distante, mesmo quando estava cercada pelos amigos, ela parecia viajar.
Por vezes a viu chorar escondida.
Sabia o quão orgulhosa ela era e no mínimo não queria preocupar os amigos com coisas que ela julgava serem "besteiras".
Os amigos se preparavam para ir para a aula. A chamaram, ela estava mais uma vez em seu mundo. Fez sinal para eles pedindo que seguissem sem ela. Era a oportunidade perfeita.
Esperou que todos saíssem e a observou por mais alguns minutos. Talvez o "namorado" fosse aparecer.
E parecia que ela esperava que isso acontecesse, olhava para todos os lados, disfarçadamente, como que o esperando.
Mas ele não apareceu.
Levantou-se da cadeira onde estava e foi até a mesa dela.
Ele: Posso sentar?
Ela: Sim... Eu conheço você?
Ele: Já fizemos uma matéria juntos, mas creio que você não se lembra.
Ela: Hum.
Ele: Está tudo bem contigo? Você parece triste.
Ela: Olha, eu não me lembro de você, mas acho que posso conversar contigo sobre isso. Meus amigos jamais entenderiam. Eles gostam de julgar demais as pessoas e eu não os condeno por isso. Somos humanos e sempre cometemos esse erro. Queria que eles me apoiassem, mas ele nunca aprovaram minhas atitudes.
Ele: E por que diz isso?
Ela: Eu amei demais alguém que não merecia minha atenção e eles sempre me disseram para não me apaixonar por esse cara. Ele não presta, você merece coisa melhor, blá blá blá.
Ele: Esse é o cara que sempre vejo com você.
Ela: Sim. Ele mesmo. Eu juro que não queria me apaixonar, mas não podemos mandar no coração. Ele às vezes comete erros irreparáveis, mas isso tudo faz parte do grande aprendizado que é a vida.
Ele: Sim, claro. Mas o que aconteceu?
Ela: Ele mentiu pra mim, me enganou. Roubou meu coração e agora vai mantê-lo guardado com ele para sempre. Cheio de espinhos e farpas, dentro de um baú, junto com todos os outros que ele já despedaçou.
Ele: Isso não se faz. Sempre via vocês juntos, ele parecia te fazer muito feliz.
Ela: Sim ele fazia. Até o momento que deixou a máscara cair.
(Ela deixou algumas lágrimas rolarem)
Ele: Não chore. Eu gosto de te ver sorrindo. Daria qualquer coisa para que você não sofresse.
Ela: Infelizmente não há nada que possa fazer. Nunca mais eu vou me apaixonar.
Ele: Por que não? Não deve pensar assim. Está sofrendo agora, mas um dia isso vai passar e você vai encontrar alguém que vai fazê-la muito feliz, como ninguém mais no mundo a fará.
Ela: Não! Eu já encontrei esse alguém e ele jogou o meu amor pela janela. Destruiu todos os meus sonhos.
Ele: E se você me deixasse tentar? Eu te observo há tanto tempo. Sou fascinado por você.
Ela: Eu não posso me apaixonar por você!
Ele: Por que não?
Ela: Eu não tenho um coração e eu não sinto paixão.
Ele: Mas isso é porque você está sofrendo agora, está desiludida, mas assim que a dor passar e você puder sorrir de forma sincera novamente, tudo mudará e você voltará a sentir todas as emoções que no momento só te deixam mal.
Ela: Isso nunca vai passar.
Ele preferiu não insistir no momento. Despediu-se dela e seguiu seu caminho.
Depois daquela tarde em que conversaram, sempre a via perdida em seu mundo.
Algumas vezes chorava, outras suspirava e em outras apenas perdia o olhar em algum ponto do nada.
Ele aos poucos percebia que:
Ela não pode mais AMAR! A dor que a consome é mais forte que qualquer outro mal da humanidade.
É algo que nunca vai deixá-la. A ferida se fechará, mas a marca vai permanecer para sempre.
E todas as vezes que ela fraquejar, será atingida por um golpe que vai se tornar cada vez menos suportável.
E o desespero a fará pensar que finalmente enlouqueceu, que toda a sua sanidade a deixou.
E ela tentará gritar, mas a voz a abandonará, e ninguém poderá salvá-la desse mal.
E quando não houver mais nenhuma alternativa, ela irá sucumbir.
E ele assistirá a tudo, vendo seu amor desfalecer pouco a pouco, tomada pela loucura e pela dor.
E então, nada mais lhe restará senão morrer junto a ela.
Muita gente não acredita que seja possível prever o que vai acontecer.
E quando digo isso, não falo de fatos distantes, não falo de futuro e sim de coisas que estão a um ou dois dias de ser tornarem reais.
Não sei se é assim que acontece comigo, mas os meus sonhos sempre revelam que algo está por vir.
Durante muito tempo, eu não compreendia do que se tratava, mas hoje vejo que de certa forma eu consigo saber o que vai acontecer (algumas vezes no momento em que ocorre, na maioria antes, e outras de forma atrasada).
[Na verdade, o sonho é no tempo certo, a minha interpretação que é atrasada, por isso disse que posso prever de forma atrasada]
Não gosto de encarar isso como um DOM, mas é o que, na verdade e de fato É, um dom.
O dom de saber que algo bom ou ruim pode acontecer.
Infelizmente, a maior parte dos sonhos leva a uma notícia ruim. Mas algumas vezes é possível prever algo bom.
Sempre que algo ruim está para acontecer, seja comigo ou com alguém próximo, os sonhos me revelam.
O único problema é ENTENDER e INTERPRETAR a premonição, antes que o fato ocorra.
Lembro-me uma vez que estava em Aimorés com meus pais, na casa de uma tia minha (devo confessar, que essa foi a pior de todas as premonições que já tive, foi a mais real, muito me assustou e foi quando eu confirmei que realmente posso ver as coisas acontecerem), estávamos todos dormindo no mesmo quarto, eles na cama de casal e eu num colchão no chão. Deveria ser por volta de 2h da manhã, acordei assustada depois de um sonho que tive, cheguei a sentar na "cama", nunca tenho sonhos que me deixam nesse estado. Não acordei ninguém, é claro, mas estava com muito medo. O que eu tinha visto era muito real (até hoje me arrepio quando lembro disso).
Eu sonhei que tinha visto um acidente.
Um senhor de aproximadamente 70 anos, conduzia uma carroça na avenida principal, que liga o meu bairro a Jardim América. O cavalo que puxava a carroça o arremessou contra o poste, ele bateu com a cabeça e morreu. (Sim, eu sei, um acidente idiota e completamente non-sense. Mas esses não são os fatos que importam).
Eu estava passando de carro, meu pai ao volante e eu no carona (eu sempre ando na frente), e quando nos aproximamos do local, eu passei exatamente do lado onde o corpo estava, o fato que mais me assustou foi que: no lugar do rosto do homem eu via uma caveira. O rosto era completamente desfigurado, e tudo que eu vi foi a caveira.
Aquilo me deixou muito intrigada.
Não contei a ninguém o sonho.
Isso ocorreu na madrugada de sábado para domingo.
Voltamos para casa no domingo e tudo seguia seu curso normalmente.
Na segunda, as coisas começaram a se encaixar.
E a premonição foi finalmente interpretada.
Minha mãe foi para o trabalho, como de costume e eu para a UFES.
Quando cheguei em casa, ela me disse que tinha encontrado a minha madrinha no ônibus (primeiro fato estranho: Minha madrinha morou por muitos anos em Boa Sorte, mas agora se mudou para Vila Velha, ou seja, praticamente impossível elas se encontrarem no ônibus, a menos que minha madrinha estivesse em Boa Sorte, e ela estava).
Minha mãe também me disse que uma vizinha da minha madrinha tinha falecido.
E foi então que a ficha caiu.
E eu consegui entender o sonho.
Eu sonhei com o acidente e ele ocorreu na rua de baixo da casa onde a mulher morava.
Segundo os médicos, ela morreu por volta das 2h da manhã (quando foram chamá-la pela manhã, ela já estava morta).
A caveira que eu vi, simbolizava a morte dela, e o local do acidente me dizia onde estava acontecendo a morte.
Outro fato que pode ser interpretado como um sinal foi o piar de uma coruja, que segundo minha mãe, não é sinal de boa coisa. Assim como as mariposas, as corujas também são mensageiras da morte. (podem ser superstições boas, mas eu acredito).
Sempre que sonho com a minha ex-melhor amiga, alguém do meu passado aparece para me visitar.
Quando sonho com o garoto que mais odeio na face da Terra, Caio Eduardo (sim, eu não escondo de ninguém que eu e Caio nascemos pra odiar um ao outro, e não tenho vergonha alguma de dizer que não o suporto, assim como ele gosta de esfregar na minha cara quando me encontra o quanto o sentimento é recíproco), alguma coisa desanda, uma traição acontece, alguém que eu gosto muito se separa de mim.
Dentre outros sonhos que não cabe a mim contar no momento.
São pequenas coisas, que quando se organizam e se tornam reais, me mostram que ainda estou pecando no interpretar.
Ainda não tenho uma opinião concreta sobre ele meu "dom", se é que posso chamá-lo assim, mas acredito que de certa forma sou privilegiada.
Isso às vezes me assusta, outras me deixa surpresa, mas não me incomodo com o fato de poder sentir que algo está por vir.
Depois que deixei meu lar e me estabeleci aqui, tudo mudou.
Viver por minha conta, andar com minhas próprias pernas foi tudo o que sempre quis, contudo confesso que não é fácil.
O que mais me incomoda é a saudade dos que lá deixei.
Já conheci algumas pessoas aqui, mas ainda não tenho com quem compartilhar minhas angustias ou até mesmo minhas besteiras.
Recebi e-mails de alguns amigos. Ainda não tive coragem para responder. Todos me perguntam como estou, porque parti e como sempre: onde estou?
Como me fazem falta todos eles. Mas não há como voltar atrás, aqui estou e aqui vou ficar.
Um dia voltarei, e espero que todos possam me perdoar.
Viver aqui não é de todo ruim.
O clima não é quente como o capixaba.
Aqui quase sempre faz frio. Não chove muito como em São Paulo, mas é sempre bom ter um guarda-chuva na bolsa.
Minha casa é bem simples.
No térreo (para me poupar esforço, é claro). Um quarto, escritório, sala de estar, cozinha conjugada, área de serviço, banheiro e o melhor de tudo: um jardim.
Confesso que não tenho muito tempo para cuidar dele, mas nos fins de semana, dedico parte do meu tempo a ele. (Tô pensando com contratar alguém para me dar umas dicas)
Eu adoro plantas, mas nunca cuidei delas.
Eu me sinto bem aqui.
Tenho um trabalho, uma casa, alguns colegas.
É lógico que não é a mesma coisa de estar em casa, mas essa minha nova vida, minha casa, me fazem feliz.
Ainda não conheço muitos lugares aqui, mas como eu disse passo parte dos meus fins de semana no jardim.
Tem uma praça aqui perto, e os colegas de trabalho me disseram que tem um parque aqui perto, mas ainda não tive oportunidade de ir até lá. Quem sabe eu não vá no próximo fim de semana.
Me sinto em paz aqui.
E tudo o que tenho a dizer é que:
- Minha nova vida me faz muito bem. O que mais me faz falta são meus pais e meus amigos. Mas vivo bem aqui, não se preocupem.
-Vou seguir meu caminho, vou viver.
Precedido por:
Malas prontas, é hora de partir!
Houve um tempo onde tudo era paz.
Os pássaros cantavam livremente pelos campos.
As flores não desabrochavam apenas na Primavera e as folhas não caiam no Outono.
Tudo era belo, não existia perfeição, contudo a harmonia reinava em todos os lugares do meu Reino.
Vizinhos partilhavam de tudo. Crianças brincavam pelas ruas, sem medo de serem crianças.
Os pais amavam seus filhos com todo o coração.
Os filhos tinham nos pais um espelho, um exemplo de dignidade e comportamento.
Neste Reino não havia guerras. Não existiam armas porque não era necessário lutar.
Rios, lagos, cachoeiras, mares e oceanos eram fontes inesgotáveis de vida e saúde.
Vivia-se bem e não havia doenças, epidemias ou qualquer outro mal que pudesse prejudicar a VIDA.
Era o tempo no qual eu costumava dominar o mundo.
Um dos maiores traumas que tenho na vida e a razão pela qual eu digo que no meu peito tem um bloco de gelo e não um coração, vem do que vou dizer a seguir.
Existem três coisas no mundo que realmente me deixam irritada:
1)Mentiras.
2)Pessoas Falsas.
3)Perguntas Idiotas.
Já disse isso mais de uma vez e não vou me cansar nunca de repetir:
- Eu tenho olhos para VER.
- Será que custa entender isso?
- Não sou idiota e não durmo no ponto. Pode até me enganar por um mês, dois, três... um ano, contudo, eu sempre vou descobrir a verdade por trás dos fatos.
Mentiras pra mim são a PIOR espécie de traição que pode existir na face da Terra.
Dói muito mais do que ser chamada de "corna" em rede nacional.
Tem horas que até penso:
"Me põe um chifre, mas não mente pra mim. Isso dói demais"
Enganar alguém é algo que não sei fazer, mas parece que as pessoas que convivem comigo não tem medo de cometer esse erro.
Até meu melhor amigo já caiu na besteira de fazer isso. Pagou um preço caríssimo por isso e aprendeu a lição.
Ninguém consegue me enganar. Pode parecer prepotência minha dizer isso, mas na verdade não é.
Eu posso levar muito tempo, mas sempre descubro a verdade. E são nessas horas que as minhas armas de defesa entram em ação.
Sou humana e confesso que minha primeira reação é sempre o desejo de matar. O segundo passo é sempre a vingança (sim, eu sou um ser que sempre pensa em se vingar, mas sempre me controlo e passo para o próximo passo). Todavia o terceiro é o meu favorito e o que funciona melhor, porque é o que deixa a marca mais profunda e dolorida: o DESPREZO.
Esse sim é o meu favorito.
Aquele que faço com muito gosto.
É claro que como ser humano, eu sempre me arrependo depois de um tempo de me sentir tão bem praticando tal ato. Mas no primeiro momento, aquele no qual eu tenho que colocar a raiva pra fora, eu me sinto muito SATISFEITA.
E o que me tornou essa pessoa que se vinga através do desprezo, principalmente, foi uma mentira.
Uma pequena mentira que aos poucos se tornou uma bola de neve e logo não havia mais como voltar atrás.
Alguém em quem eu confiei demais, dei todo o meu amor durante DOIS (maravilhosos e turbulentos) anos, me traiu da pior maneira possível: mentiu pra mim.
Eu poderia suportar qualquer coisa.
Poderia suportar que essa pessoa dissesse na minha cara:
- Eu não te amo mais, não te quero, pra mim acabou!
- Eu tenho outra pessoa e ela é mais importante para mim que você.
- Não adianta insistir no que não dá mais certo.
Juro que doeria menos se fosse assim. Contudo, para minha infelicidade não foi.
Juro que se esse alguém dissesse na minha cara: Você é uma "corna". Eu iria suportar tudo de cabeça erguida e sobreviver.
Mas esse alguém preferiu mentir. Preferiu enganar. Jogar fora tudo que eu o havia dado de presente. E tudo de mais precioso que eu tinha: meu CORAÇÃO.
Quem me conhece, sabe que eu vivo dizendo:
- Não posso amar de verdade, não posso me entregar, não tenho um coração pra oferecer a ninguém.
Muitos se assustam, outros dizem que não deveria pensar dessa maneira, mas é isso que sou: alguém que não tem coração, que não pode amar. Que espera que alguém tenha a coragem de confiar o coração nas minhas mãos, para que eu possa cuidar dele com todo carinho.
E tudo isso por causa de uma mentira.
Muitos não acreditam quando eu digo, mas a primeira mentira foi descoberta no momento em que estava sendo contada. (Já disse, eu tenho olhos pra VER).
Que ódio eu senti naquele momento. Será que o idiota não podia lembrar que eu estaria sempre por perto? (Não éramos vizinhos, mas eu morava praticamente ao lado).
Essa foi a primeira vez que a máscara caiu. Dali em diante, começou a enchente. E nível das mentiras só ia se elevando. (Não darei detalhes do que aconteceu, até porque esse não é meu propósito hoje, e na verdade, isso está no passado e lá deve ficar. Contudo devo dizer que essa foi a maior decepção, alias, eu deveria dizer TRAIÇÃO que sofri na vida).
A cara de pau foi tanta que chegou um momento em que eu realmente queria por todas as cartas na mesa, e esfregar na cara da pessoa que eu já sabia de toda a verdade. (Juro que ainda quero uma explicação. E percebo que esse alguém também quer se explicar). Infelizmente não deu tempo. A raiva subiu a cabeça de ambos e a discussão foi fervorosa e com algumas dúzias de palavras tudo se desfez.
Eu tenho plena consciência do arrependimento dessa pessoa. Sei que ela jamais passaria por cima do próprio orgulho e me procuraria. Assim como eu também nunca vou procurá-la.
Aquela velha história: de quem só me faz mal, eu quero distância.
Mentir, pra mim é golpe mais que baixo. Todos que tentaram nunca foram bem sucedidos.
Eu tenho faro de LOBO pra descobrir falcatruas.
E nem adianta querer se arrepender depois, recuperar minha confiança não é algo fácil.
Me põe de cara com um prato de 'fígado de boi', mas não tenta me enganar.
Eu sou do tipo que nunca fala o que me chateia de primeira. Então tudo mundo pensa que pode pisar em mim. E os três erros mais comuns que cometem ao me julgar pelo que vêem são:
ERRO 1: Ela é uma boba.
ERRO 2: Tem sangue de barata coitada.
ERRO 3: Não sabe se defender, essa é mole de enganar.
Não sou boba. (Meu lado reservista me impede de ficar rebatendo coisas em uma discussão, então às vezes me calo e deixo quem ta discutindo comigo me descascar).
Não tenho sangue de barata. (Eu posso não fazer nada na hora que me ofendem, mas quando a resposta sair, vai doer mais que uma facada no rim).
Sei me defender e ninguém me engana. (O que mais dói em uma briga comigo, é saber que eu guardei as coisas tempo o suficiente para ter excelentes verdades pra jogar na cara de quem tá discutindo comigo. Eu tiro coisas do baú que as pessoas nem lembravam existir. E isso machuca. E são nesses momentos que minha vingança é doce como chocolate branco).
Eu odeio mentiras com todo o meu 'bloco de gelo' (sim, eu não tenho coração, não se esqueça disso).
É algo inaceitável pra mim.
É traição de milionésimo grau.
Pensa bem, antes de tentar.
Vai estar comprando sua passagem pro Inferno.
Então se você ainda pensa em ter um lugar no céu, preserve a verdade quando for se relacionar comigo, não importa a origem dessa relação: amizade, namoro, caso, rolo, etc.
Não tenho paciência pra esse tipo de coisa e juro que não poupo esforços em retribuir de uma maneira muito "simpática" a essa "boa ação".
Fica a dica.
PS: Vocês devem estar se perguntando por que eu mencionei o prato de 'fígado de boi'.
Eu tenho vertigem quando fico diante desse pedaço de carne. Fico de todas as cores possíveis (azul, verde, roxo, amarelo, branco... desmaio). Nunca fico perto do açougue quando vou ao supermercado e se houver a necessidade de estar lá, fico olhando as 'plaquinhas' com os preços das carnes pra nunca encontrar o bendito.
Sentada na areia, ela observava o mar.
Nunca fora sua grande paixão. Amava as estrelas.
Mas era a paixão DELE. Ele sempre amou o mar.
E estar perto do mar fazia com que ela o sentisse por perto.
Como queria que tudo fosse diferente.
Que ele não tivesse nunca que partir.
Mas a vida havia sido cruel com eles mais uma vez.
Testando toda força daquele amor.
Não tinha mais lágrimas para chorar.
Fazia 4 meses que ele não voltava para "casa".
Sim, ele não morava mais em frente a sua casa. Não era mais seu vizinho. Não podia esperar que a qualquer momento batesse a sua porta.
Deixou a brisa vespertina a tocar.
Era como um abraço dele.
Por que será que o destino quis assim? Sabia que tudo era parte da profissão dele, que as viagens eram inevitáveis, mas não conseguia suportar a dor.
Despedidas sempre lhe partiam o coração, mas ele sempre insistia em tê-la por perto no aeroporto.
E aquelas cenas nunca deixavam a mente dela, eram sempre momentos dolorosos.
Fazia de tudo pra conter o choro, mas sempre desabava, e ele também não deixava de seguir por esse caminho.
Ela não iria mais viver daquela forma.
Havia se decidido.
Iria para junto dele!
Sabia que a mãe não concordaria, o pai arrancaria seu fígado, mas assim que entrasse de férias, iria encontrá-lo e com ele ficaria.
Amava os pais, mais que a si mesma. Mas ele era tudo em sua vida.
Se jogou no mar. Reviveu o velho passatempo de criança.
Já estava pronta para a bronca que levaria quando chegasse em casa ensopada.
Não se importava mais.
Naquele momento só o que queria era viver.
E prometeu a si mesma, perante o mar que ele amava e a estrelas que surgiam no céu.
Aquele amor ninguém haveria de impedir.
Há coisas que o tempo não pode apagar.
Marcas que nem mesmo milênios seriam capazes de nos fazer esquecer.
Algumas realmente deixam cicatrizes, outras são feridas que nunca hão de se fechar.
E estas que sempre estão abertas, são as que mais doem.
Aquelas que nos fazem sangrar por dentro.
E felizmente ou não, não são advindas do amor.
São provenientes de uma amizade fadada à decadência.
Como pode haver no mundo pessoas que não se importam com os sentimentos das outras?
Como há de existir tamanha falsidade e descaramento?
Será que não existem mais no mundo sentimentos puros e verdadeiros?
Será que eu sou tão idiota por ainda acreditar nas pessoas que me cercam?
Eu acredito nos sentimentos verdadeiros e principalmente na pureza que eles carregam.
E confesso que muitos pensam que sou cega a ponto de não enxergar o que se passa a minha volta.
Mas a muitos destes já disse e torno a repetir:
- Vocês podem enganar a todos, mas eu tenho olhos para ver!
Não suporto gente falsa e menos ainda os que pensam que podem passar por cima de mim sem que eu me dê conta disso.
Já perdi muitos que um dia julguei que fossem meus amigos verdadeiros e hoje não os quero mal de forma alguma, mas o que restou de minha parte para com eles foi o desprezo.
Eu odeio ter que chegar a esse ponto, mas se não tiver mais escolha não me importarei de usá-lo como arma de defesa.
Estou cansada de colecionar marcas, daquelas que são como feridas abertas, que sangram como rios que correm para o mar.
Estou cansada de pessoas venenosas que só sabem destilar o seu veneno pensando que meus anticorpos não estão preparados para repeli-lo de minha corrente sanguínea.
Eu não sou cega, já disse e volto a repetir!
Também devo dizer que não tenho sangue de barata e não sou nenhuma mosca morta.
E peço aos falsos que tomem cuidado comigo, porque quando me irrito não tenho controle sobre tudo o que mantenho guardado para não me indispor com eles.
Eu tenho muitas dessas marcas e decidi que mesmo que elas nunca se tornem cicatrizes que trarão apenas a lembrança de um momento ruim, eu vou cuidar para que elas ao menos deixem de sangrar.
Eu não sou de ferro e minha paciência tem limites.
Sou alguém que preza a transparência e que muito cativa os amigos que tem. Contudo não suporta que eles lhe deixem marcas que não sejam para lembrar os momentos felizes.
E no fundo, não tenho medo de com o meu desprezo deixar marcas que vão doer tanto como as que tenho no bloco gelo que substitui o meu coração.
Sou alguém que tem muitos medos.
O maior deles eu diria que é das mariposas.
Sou alguém que é feliz de um jeito torto e errado, que muitos não entendem. Contudo, já me acostumei com as criticas e de certa forma sempre lido bem com elas, depois de muito refleti-las, é claro!
Sou do tipo que tem opinião própria, apesar de parecer muito ingênua e influenciável.
Não gosto de gente chata e que reclama demais.
Também não aprecio mentiras. Depois de muito sofrer por ter mentido, aprendi que não vale à pena esconder a verdade, mesmo que essa possa machucar.
Traições são imperdoáveis, não importa a causa ou a origem. (Amigos, parentes, casos, namorados, colegas, conhecidos, etc).
Aprecio o respeito a mim, e de minha parte para com os outros.
Odeio atraso, perguntas idiotas e ser contrariada. (Sim, eu sou um "pouco" mimada. É o mal de ser filho único).
Gosto de manipular as pessoas. Se puder moldá-las ao meu modo tudo fica perfeito.
Sou perfeccionista, critica, exigente, um pouco egoísta, cautelosa, muito tímida, generosa e companheira.
Eu me apego muito fácil. Não faz cara de bebê abandonado pra mim que sou capaz de querer adotar.
Eu trato meus gatinhos como bebês.
Sou muito manhosa, do tipo que muda a voz e tudo mais.
Sou apaixonada.
Tenho pavio curto para gente sem noção.
Se não estiver "de bem" com alguém não sou falsa a ponto de ficar bajulando a pessoa.
Eu não sei ser falsa.
Me dói fingir que está tudo bem quando na verdade não está.
Eu sou ciumenta. Sou um "chiclete" e se pudesse nunca sairia de perto das pessoas que gosto.
Meu pai é minha fortaleza. (Muitos já me perguntaram se eu não tenho mãe. Tenho sim, mas às vezes esqueço-me de mencioná-la, tamanha a minha empolgação quando o assunto é meu pai).
Eu amo muito a Lulinha, do meu jeito errado de amar, mas ainda assim não deixo de fazê-lo.
Eu vivo dizendo pra todo mundo que sou muito chata. Na verdade eu fico testando a paciência das pessoas e é claro sempre quero ouvi-las dizer que eu não sou.
Eu tenho um sorriso bobo na cara quando tenho alguma idéia brilhante.
Eu acredito em anjos.
Odeio admitir isso, mas eu choro fácil. (Quando estou irritada, decepcionada, de tanto rir, quando me lembro do passado, quando alguém briga comigo, quando me emociono, quando me despeço de alguém querido, quando estou com raiva).
Minha cor favorita é azul. Meu dia preferido da semana é Segunda-Feira e meu número de sorte é 14.
Às vezes sou uma criança de 6 anos e outras ainda uma velhinha de 80.
Eu não me importo de ter uma rotina e na verdade as mudanças não me agradam muito.
Eu sou alguém que tem muitos sonhos e uma mente fértil demais. Que viaja pra longe com muita facilidade. (Eu tenho desvio de atenção).
Mas no fim das contas eu sou alguém que não é tão difícil assim de lidar depois que se aprende o jeito de tratar-me.
Eu sou só mais alguém que tem muitas vontades e a esperança de colocar todas elas em pratica.
Acreditar é algo que faz parte daquilo que me compõe.
Aqueles que acreditam, sempre tem forças para lutar por suas aspirações.
Acreditar nos dá uma energia sobrenatural. Nos move, nos impulsiona a arriscar, nunca desistir e continuar tentando.
Acreditar é parte da vida dos sonhadores. E é exatamente porque eles sonham que eles acreditam.
E eu acredito.
Eu creio que se eu quiser, eu consigo.
Eu acredito que sempre terei forças pra lutar e nunca desistir.
Eu acredito na vida, aposto nela e muito mais em mim.
Eu acredito nos meus sonhos e faço o que posso para que eles se tornem reais.
E de todas as coisas que digo que deixei de acreditar, na verdade eu continuo acreditando.
Porque não pode haver descrença onde a fé nunca existiu.
E eu acredito!
E grito ao mundo todos os dias as minhas verdades.
Algumas insanas, outras sem nexo e outras ainda que despertam a crença de outras pessoas.
Foi assim que sempre alcancei aquilo que me despertava o desejo de posse.
E não vai ser agora que vou deixar de acreditar.
I do believe!
Olhei pela ultima vez o quarto que por 18 anos me acolheu.
Bons momentos passei ali. Muitas lágrimas a escuridão dele abrigou.
O choro sufocado por horas a fio que somente suas paredes conheceram.
A janela que dá para a rua, o cabideiro com algumas peças que optei por deixar, a coleção de anjos no rack desfalcada - sem o primeiro "Rafael", a cama arrumada, no guarda roupa coisas que um dia voltarei para buscar, o computador sendo desligado pela ultima vez.
A coleção de livros que tirei do armário, no dia anterior quando todos estavam no trabalho, agora organizada da melhor maneira possível na mala maior.
Roupas? Não levarei todas, mas o necessário para me manter por uma semana ou duas.
A caixa de recordações está na mala, não poderia de forma alguma deixá-la para trás. Nela levo fotos e lembranças de todos que me são queridos, a última adicionada foi a foto de meu querido pai.
É muito difícil deixá-lo, sei que ele não vai entender, mas devo fazer o que é preciso.
Deixei uma carta sobre a mesa. Ele a verá assim que chegar em casa. Chorará eu sei, assim como eu também estarei chorando quando minha mente retratar a imagem.
Ela não está em casa, só retornará de sua viagem na segunda-feira. Não imagino como possa reagir. Talvez retorne no domingo, assim que papai entrar em contato com ela.
Não deixo pistas de meu destino.
Vou com o coração na mão, mas tenho pressa.
Saio do quarto, deixo as malas na porta.
Olho agora o quintal. O sol está se pondo. Quantas brincadeiras ficaram ali. Agora não resta muito das arvores que outrora ali jaziam. Só o pé de goiaba, o de manga e o de mamão. A casa dos fundos está vazia, os inquilinos ainda não chegaram do trabalho.
Confiro os cadeados. Fecho a porta da cozinha.
Levarei a chave de casa. Não quero romper o laço que temos de uma só vez.
Tudo pronto. O táxi acaba de chegar.
É véspera de feriado, minha saída não parecerá uma fuga.
Digo adeus aos cômodos que sempre me protegeram.
Fecho a porta e o portão.
São 18h.
Entro no táxi e por sua janela vejo a cidade passar.
Meu bairro querido, as casas de meus amigos, o terminal, a estação de trem, a rodoviária, a universidade.
Chegamos por fim ao aeroporto. Um frio e um medo me consomem. Não posso desistir.
Queria que ele estivesse aqui comigo. Meu amigo que sempre me amparou nas horas difíceis. Não pude ao menos lhe dizer adeus. Se o fizesse ele tentaria me persuadir a não partir.
Tantas pessoas por perto e tudo o que eu sinto é solidão.
Cheguei praticamente na hora do embarque. Não queria ter tempo para pensar em desistir.
Faço o check-in e me dirijo ao salão de embarque. Agora não tem mais volta, em meia hora partirei.
Um novo estado, uma nova cidade, uma nova vida.
Isolada do mundo que conheço, mas aprendendo a caminhar com minhas próprias pernas e evitando dores de cabeça àquela que sempre me culpou por todos os seus tormentos.
Olho pela vidraça. Muitos aviões ali se preparam para partir e muitos chegam.
Vejo reencontro de famílias e despedidas.
Queria que tudo pudesse ser diferente e eles estivessem aqui para me dizer adeus.
Queria poder abraçá-los e dizer o quanto os amo e o quanto são importante para mim.
Me lembro de meu "filho". Meu bebê amado. Perderei parte de seu crescimento agora. Mais do que já perdi nesses 6 anos. Quando o verei novamente? Provavelmente já será um homem.
Espero que ele não me esqueça. O amo com todo o meu coração. Ele não saiu de minhas entranhas, mas é como se pertencesse a mim de alguma forma.
Meu coração aperta. Não verei mais o meu mais novo salvador. Aquele com quem compartilho os melhores momentos do meu dia e as madrugadas.
Espero que ele possa me perdoar por isso. Perdoar-me por ter mentido.
Ele não me deixaria ir.
A chamada de embarque começa. De passagem em mãos entro na fila.
Passagem conferida, sigo para o avião. Em 15 minutos levantaremos vôo.
Procuro meu acento. Janela, com toda certeza. Me ajeito e ponho o cinto.
Os passageiros seguem com o embarque. 10 minutos mais tarde, as portas se fecham.
Tudo pronto, vamos partir. O comandante nos dá as boas-vindas.
O avião é puxado para trás. Nos encaminhamos para a pista.
Sinto o famoso frio na barriga. Estamos subindo.
Olho pela janela, o céu coroado de estrelas.
Faço um pedido a Lua:
- Que todos possam me perdoar por isso e que tudo dê certo.
Fecho os olhos. Serão algumas horas de viagem até meu destino.
Um sono tranqüilo se apossa de mim. Mesmo com o coração em pedaços, a coragem não me deixa desanimar.
Agora só me resta lutar e acreditar.
Continua em:
Minha nova vida
É do conhecimento de todos vocês que, assim como as estrelas, as árvores e as flores, eu também amo as PALAVRAS.
Gosto de escrever e me fascina registrar tudo que acontece em minha vida, seja quando estou feliz ou quando não estou bem.
Os registros tem uma função muito importante em minha personalidade. Mostram-me quem sou e a imagem que tenho de mim como pessoa.
Gosto de guardá-los para lê-los no futuro, seja ele próximo ou distante. Tudo que escrevo, depois de certo tempo, me inspira a continuar ou até mesmo revela-me o quanto mudei ou o que ainda há para mudar.
E foi olhando muitos destes meus "escritos" que percebi:
- Durante 4 anos me escondi sob uma máscara, algo que impedia que eu fosse a Juliana que todos conhecem, a Ju, aquela que sorri pelo simples fato de estar viva, aquela que é amante da natureza e é inspirada por ela em todos os seus feitos.
Mesmo odiando as mariposas, nesse ponto tenho que comparar-me a elas.
Mariposas nascem larvas e precisam ficar no casulo antes de se tornarem terríveis "Bruxas".
A máscara que eu usava era meu casulo.
Eu precisava crescer, amadurecer, e ao mesmo tempo, encontrar-me de novo no meio de todo o caos que vivia. Precisava encontrar a Juliana verdadeira, que se perdeu dois anos antes dessa fase de maturação.
Foi uma fase difícil, tinha poucos com quem contar e na verdade, por ser reservista demais, não queria envolvê-los diretamente nos meus problemas. Aquilo era algo que eu precisava vencer sozinha. Tinha que descobrir meus próprios meios de lidar com aquela situação que me afligia e fazia com que eu perdesse toda minha essência.
A primeira mudança, é claro, começou no visual.
Deixei de lado o meu lindo cabelo comprido e adotei um estilo diferente (criado por mim mesma). Mudei também minha postura, eu não podia demonstrar minha fragilidade em relação ao objeto de toda minha tormenta. Falava abertamente sobre o assunto, sempre tendo em mente que "o que ficou para trás, agora faz parte do passado" e você Juliana é uma nova pessoa.
Como todos que querem se livrar de um amor mal resolvido, eu me dediquei ao trabalho e ao estudo, e me permiti ser feliz desse modo, vivendo para trabalhar e estudar. Não que eu não me apaixonei por alguém nesse tempo, até porque sou um ser apaixonado, então paixão é parte de mim. Contudo, eu me permiti curtir a minha solidão sozinha. Não queria me envolver pois não confiava nos homens e muito menos em mim mesma, eu não queria me iludir uma vez mais.
Mas como acabei de dizer, eu sou um ser de paixões, e elas me perseguem onde quer que eu vá.
E nesses 4 anos, eu me apaixonei demais.
É claro que minha dedicação maior sempre foi dele. Mas meu coração não deixava de sentir algo pelos outros.
Ele era minha obsessão, minha doença. Aquilo que eu nunca quis que houvesse uma cura.
Mas os outros eram como a natureza a minha volta, e eu os admirava com a mesma intensidade que dedicava à natureza.
Eles eram o que me movia, o que me dava vida em meio ao sofrimento.
Muitos deles nunca chegaram a saber que eu os amava (sim aquilo de certa forma era amor, verdadeiro e sincero, só não era o mais forte de todos) e creio que se soubessem não faria tanta diferença. Todavia os que souberam, escolhiam entre aceitar minha devoção ou não.
Alguns se tornaram amigos, outros se afastaram, outros ainda passaram um tempo ao meu lado, cuidando de mim e me mimando.
Assim eu ganhava forças, mas a noite era a vilã de todos os meus filmes de ação.
Eu me tornei uma pessoa forte, porém, como optei por viver a minha dor sozinha, era à noite que a máscara era deixada de lado e eu me permitia sofrer, chorar minhas mágoas, viver a sentença a qual eu mesma me condenei.
E as palavras sempre me acompanhavam nesses momentos de fraqueza. Me ajudavam a colocar para fora o sentimento guardado, que somente eu conhecia.
E foi olhando essas palavras que percebi:
- Finalmente deixei o casulo. A Juliana está de volta.
Consigo reconhecer a mim mesma quando olho no espelho. O sorriso que todos podem ver agora é o meu, a alegria de estar vivo é a minha, o jeito moleca de ser é o meu.
Demorou muito tempo, eu sei, mas eu estou de volta. Aquela que todos sempre amaram e que muitos nunca chegaram a conhecer.
E quem me conheceu depois de Abril de 2006 diz que eu estou mudando. A estes eu sempre digo:
- Não estou mudando, apenas volto a ser o que já fui um dia. A boa e velha Juliana. Aquela que é engraçada, faz piada de tudo e todos adoram.
Não que eu não os tenha alertado. Me recordo de sempre dizer as amigas da faculdade:
- Vocês deviam ter conhecido a Juliana, essa que está com vocês não sou eu. Mas fico feliz que gostem dela e a aceitem como ela é. Espero que possam conhecer a verdadeira Juliana algum dia.
E finalmente esse dia chegou. Tá, tem alguns meses já, que o dia chegou.
Como sou boa com as datas, posso dizer que a volta se deu em Junho de 2010.
Foi o mês no qual eu me permiti chorar por ele pela ultima vez. Mas não era um choro de dor ou sofrimento. Era a felicidade voltando a minha vida. Era a libertação, a cura para uma doença que a muito estava comigo.
E hoje, 11 de Janeiro de 2011, registro aqui mais uma página de minha história. Página que compartilho com vocês, pessoas queridas. Eu voltei. Eu sobrevivi à tempestade. Demorou, mas eu agora sou Juliana outra vez.
E me alegra saber que vocês, pessoas maravilhosas do meu dia (adoro chamá-los assim) gostam de mim como eu sou, e o melhor, é que vocês dizem que preferem esta "nova Juliana" a antiga.
Agora vocês sabem que, na verdade, preferem à antiga Juliana a "nova".
Peço perdão por ter me escondido de vocês por tanto tempo, peço perdão por parecer falsa e fechada muitas vezes, por parecer não confiar em vocês ou parecer estranha e complicada demais.
Eu estava amadurecendo. E agora voltei para ficar como sempre fui.
A boa e velha Juliana. Aquela que se pudesse mudaria o mundo. Teria a própria floresta e uma casa de campo gigante para receber todos os amigos de uma só vez, perto de uma lagoa e com um pasto (sem vacas), mas com um carvalho no meio para que pudesse sentar e escrever os mais belos versos, ou apenas desabafar, ou mais ainda, registrar aquilo que se passa em sua vida.
Alguém que se inspira nas estrelas e as ama com todo coração.
Alguém que é feliz apenas pelo fato de ter uma imaginação que a permite viajar.
Que tem seu próprio "Mundo Azul" onde tudo pode e está sempre a salvo.
Me pergunto:
- Por que amamos?
Não sei quem foi o infeliz que inventou o amor, mas penso que seu propósito não ficou muito claro.
Amamos porque é parte do que nos constitui nos dedicarmos ao outro. Cuidá-lo, respeitá-lo, admirá-lo, suprir suas necessidades.
Amamos porque fomos amados primeiro. Deus nos amou e nos deu um lar, o ventre de nossas geradoras. E nos amando ainda mais, Deus nos deu uma mãe, que cuida de nós e nos ama.
E creio que de Deus também veio o amor entre o homem e a mulher.
Então volto a me questionar:
- Por que amamos?
Amamos porque vemos no outro aquilo que nos completa, porque encontramos nele a fonte para a felicidade.
Amamos porque mesmo sendo imperfeitos, fazemos dos defeitos coisas para se admirar.
Se tudo se encaixa como na mais perfeita engrenagem, tento responder a mais uma questão:
- Se tudo é tão complexo e mesmo assim se encaixa e funciona tão bem, por que deixamos de amar?
E por resposta, percebi que:
- Amores são coisas da vida, algo que não se pode controlar, e menos ainda, manipular.
Não se fabrica o amor e não se pode comprá-lo.
Ele tem vida própria, é e deixa de ser quando bem entende.
Deixamos de amar porque o encanto se quebra, encontra outro Apolo ao qual se inspirar e depositar sua devoção.
Deixamos de amar porque o amor não tem amarras, abandonou sua âncora há tempos e é um navio que não se cansa de navegar, por isso não se fixa em um único porto.
E me arriscaria a dizer por último que:
- Deixamos de amar porque o amor é sem razão e não há como explicá-lo, moldá-lo... apenas senti-lo.
O sol de minha vida é o teu sorriso.
O brilho dos teus olhos são as estrelas do meu céu.
As palavras de tua boca são a música que embala meus sonhos.
O toque de teus lábios nos meus me faz sentir o sabor do mais doce mel, o verdadeiro néctar dos deuses.
O teu olhar me fascina, o teu jeito me cativa.
Em tua presença me falta o ar.
Ainda não o tenho só para mim, mas se perdesse tua amizade, morreria.
Em meu coração e em minha mente estão gravados teu nome.
Em meus mais lindos sonhos, vives por mim, junto a mim.
Queria poder ensinar-te a me querer um pouco mais.
E a sentir comigo o amor que nos envolve.
E me abraçaria e pediria-me um beijo.
E ia querer-me como te quero.
Pois nada é tão forte como o modo que eu te quero.
Por isso não entenda-me, só ama-me como eu te amo.
Escrito em: 31/10/2005
Existem apenas duas coisas no mundo das quais eu realmente tenho medo.
Primeiro a morte e segundo as mariposas.
A morte seria a única coisa que me impediria de realizar meus sonhos e projetos, encurtando minha existência e privando as pessoas que me são caras de minha presença.
Já as mariposas, conceituadas por mim como "Bruxas Insolentes" e conhecidas por muitos como "Mensageiras da Morte", me foram apresentadas por volta dos sete, oito anos de idade, num encontro nada agradável e desde então são o objeto de todo o meu pânico e terror.
Não encontrando razão para a existência de tal coisa, eu vivo me perguntando qual é a função delas se não me atormentar. E onde quer que eu esteja elas aparecem para espalhar o terror em minha volta.
São enormes e parecem estar sempre com mil olhos atentos para me enxergar e me amedrontar.
Sim, elas me causam náuseas, arrepios, terror. A única vontade que tenho é de correr e chorar e, de fato - muitas das vezes em que nos encontramos - é isso que acontece.
E mesmo com todo o mal que elas me causam, eu nunca peço que lhe tirem a vida. Dou a elas a oportunidade de prolongar sua existência e transmitir sua perversidade a próxima geração.
E tolos são aqueles que pensam que elas não sentem o cheiro do pânico a seu redor. É exatamente ele, que as trazem até nós, pobres amedrontados.
Quem foi o infeliz que as inventou estava afogado em uma maré de azar e em seu egoísmo e sofrimento, ele presenteou a todos nós, portadores da síndrome de motefobia, ataques de pânico que não nos deixam até que elas, "mensageiras da morte", venham nos trazer o anúncio sinistro.
Escrito em: 06/12/2010
Concentração é algo que não existe mais.
Mesmo longe, estás sempre comigo, em meus pensamentos.
O som de tua voz acalma meu coração.
E quando não posso ouvi-la, reviro todas as memórias para lembrá-la em sussurros.
Os seus gostos agora são os meus.
E sua música favorita é aquela que não sai da minha cabeça.
Me sinto feliz quando te tenho por perto, você sempre me faz sorrir.
E quando não te vejo, só pensar em ti estou com aquele sorriso bobo no rosto.
E um ar apaixonado é como uma aura em minha volta.
Que feitiço é esse que você tem ainda não descobri.
Apenas sei que quero nele me embriagar todos os dias.
Se isso um dia vira paixão ainda não sei.
Mas no momento é o que me deixa contente em meio ao caos que me cerca.
E tudo em você me encanta: a tua voz, o teu perfume, teu jeito de se expressar.
E o que é mais belo aos meus olhos é tua timidez.
Por isso adoro te deixar sem graça.
Pois tua carinha de menino nunca disfarça o quão envergonhado ficou.
Contigo o tempo passa e não se vê.
E infelizmente ele sempre nos separa.
Semeia a saudade no meu coração e me deixa no vazio.
Mas então logo te encontro outra vez e faço de cada minuto um milênio
Para ao teu lado sorrir uma vez mais.
Pois é você quem me faz bem!