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domingo, 2 de agosto de 2020

E quem foi que disse que a gente não pode mudar?


Quando eu comecei a sonhar com tudo o que vivo hoje, eu fui chamada de louca inúmeras vezes.

Sempre ouvia coisas do tipo:

- Mas você já tem um diploma, uma carreira, já está estável na sua profissão.

- Você não vai mais dar aulas?

- Não gosta mais de ser professora?

As escolhas que fiz não tem nada a ver com o fato de eu gostar ou não de dar aulas. Até porque eu amo ser professora e sigo dando aulas mesmo agora que ingressei na segunda graduação.

O fato de ter escolhido mudar, de ter ingressado na carreira científica, vem de um amor que sempre esteve adormecido em meu coração. Que seguia "escondido", pelo medo do novo, pelo medo de decepcionar a mim mesma e àqueles que amo. Pela angústia de não saber se estou no caminho certo.

A verdade é que eu nunca saberei se fiz a escolha certa ou não. Mas é que eu sempre fui assim, eu sempre dei ouvidos ao que o meu coração me diz, eu sempre acreditei que se eu quisesse eu poderia mudar o mundo.

É difícil explicar pra vocês que a minha geração é a geração da mudança, e que não há nada de errado nisso. Em querer testar hipóteses, em descobrir as respostas a partir das próprias experiências, dos próprios erros.

Às vezes o medo nos cega, nos torna cômodos. Correr riscos não é pra qualquer um. O novo pode ser assustador, contudo, ele também pode ser reconfortante.

E por que não apostar no clichê: nunca é tarde para começar?

O mundo não é mais o mesmo de 50 anos atrás, onde nós mulheres não tínhamos espaço e nosso único lugar era cuidar da casa e do marido. Ainda há muito a ser conquistado, entretanto, as mulheres já ocupam lugares que antes eram inimagináveis.

A sociedade precisa entender que nem todas as mulheres serão "donas de casa", pelo menos não no sentido mais convencional do termo. Seremos donas de casa sim, mas a dona de casa moderna é aquela que está por aí, na universidade, na indústria, na chefia…

A gente tem medo de mudar, mas muitas vezes, é somente com uma grande mudança que alcançamos o nosso verdadeiro potencial.

Eu não deixei de amar a minha profissão, entretanto, isso não quer dizer que eu não possa buscar evoluir, me tornar melhor, como pessoa, como profissional.

Eu resolvi realizar um sonho antigo, que pra muitos pode parecer bobagem ou até mesmo loucura. E sim, talvez vocês estejam certos, mas é possível que a gente só vá descobrir isso no futuro.

O que vim dizer pra vocês hoje é:

Abrace a mudança! Não tenha medo de encarar o novo, por mais difícil que possa parecer!

Se desafie, confie no seu potencial Saia da zona de conforto! Se reinvente! 

E se por acaso as coisas não saírem como você planejou, está tudo bem! Cometer um erro não é a pior coisa do mundo. A ciência está aí pra comprovar que é somente com inúmeras tentativas que se pode descobrir algo novo, extraordinário!

Então se você tem vontade de mudar, não deixe que a opinião alheia te impeça de buscar o que te faz feliz. E se essa não é a sua vontade, está tudo bem também.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Alguns esclarecimentos...

Vou ser obrigada da esclarecer umas coisas, tem gente que não tá entendendo o que eu quero dizer.

1) O silêncio de Dilma muito me incomodou, a meu ver, o maior pecado dela foi a omissão. O saber e não denunciar, o ser conivente,  por isso estou feliz com o afastamento dela. Ela pode ser boa pessoa, mas o seu silêncio a condenou.

2) Temer não me representa.

3) É óbvio que o afastamento da presidente não significa que o país estará melhor amanhã. (Hellooooo, anos de corrupção e desvio de verbas não se conserta em um único dia)

4) O processo de impeachment foi o primeiro passo de muitos que ainda precisam ser dados para que a corrupção acabe.

5) Eu acredito que o Brasil pode sim ser um país melhor, contudo não vai ser amanhã que veremos essa melhoria.

6) O senador Ricardo Ferraço tem e continuará tendo o meu voto de confiança quanto a minha representação política. Concordo com o que ele disse em seu discurso e assino embaixo. (Algumas pessoas estão distorcendo o que ele disse)

7) Devemos continuar na luta, e de preferência lutar por uma mudança na constituição.